O MP, a PF, o MPF, os retirantes, os blogs, os jornais estão revelando os grandes segredos e personagens

A novela “Samaranataia” está superando a novela global Saramandaia no que diz respeito à personagens estranhas e inéditas…

O MP, a PF, o MPF, os retirantes, os blogs, os jornais estão revelando os grandes segredos e personagens desta novela gravada diretamente no PRD da obramaranatareveladavindadaeternidade.
É cada figura e cada comportamento que nós jamais imaginávamos existir.

Citarei alguns e se alguém se lembrar de outros podem acrescentar à lista que segue:

-É o VPC da SOC que não sabe porque está sendo preso;
-É Don Juan que não quer sair da cadeia. (Qual será o mistério);
-Piscineiro com a pança cheia as custas dos irmãos;
-Beijoqueiro com pose de moralista;
-Cuecão pançudo louco pra ser presidente da SOC;
-Xerife que aterroriza no vale da sombra da morte;
-Boca suja se sujando ainda mais;
-Jurubebas ungidas que ficam caladinhos como se nada devessem;
-Coronéis reformados detonando na Baixada Fluminense;
-Pastores detentos (ungidos intocáveis tocados pela polícia);
-Seminaristas de Viana aprendendo o quanto é bom tocar nas ovelhas ungidas de Deus;
-Pitonisa que faz maquiagem que nem para disfarçar a pouca vergonha do mugidos está servindo;
-GG de saia, pastora idosa mandona do PRD;

E no meio do enredo ainda tem: adultéris, pornografia, pedofilia, assassinato, armamento em cantinho do céu, catacumba com pedras preciosas, remédios tarja pretas em mala de amante, contrabando de eletrônicos, filhos bastardos escondidos em estado distante, fuga de russo para exterior,…

São tantas as emoções desta novela e ainda nem veio o clímax da trama. Fortes emoções aguardam os telespectadores…e os atores também.

Ainda bem que caí fora deste elenco e acho que quem tem juízo deve fazer o mesmo o quanto antes.

Acho que os autores de novelas ainda não exploraram um enredo tão rico e real como este.

Mas, aguardemos as cenas dos próximos capítulos desta intrigante novela da rainha desfigurada do PRD.

Aguardemos o ponto alto desta trama que está chamando a atenção de autoridades nacionais e internacionais.

Traição, intrigas, ódio, delitos, paixões…

S-A-M-A-R-A-N-A-T-A-I-A a novela da vida real mais impressionante de todos os tempos.

Não percam os próximos capítulos. Vocês vão se emocionar, se indignar, se revoltar por um dia ter feito parte dos figurantes ou por ainda o serem.

M-i-s-t-é-r-i-o-s!!!!

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2013/08/snapshot-news-iii/#comment-11619

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Samir e família mora na casa que pertence a igreja e não faz nada! Vivem as custas do PES.

Ben Kennedy se mudou para Marlborough em Massachusetts…Deve acompanhar de perto o $$$ da igreja de Framingham.

Sua esposa Vera “trabalha” uma vez por ano e mama nas tetas da quarentona nada menos que $2000/mês pra fazer auditoria do tesoureiro central que é o seu próprio marido.

Todos gostam de uma mordomia, gostam de fazer piquenique na sombra dos fiéis, ops com o dindim.

Samir e família  mora na casa que pertence a igreja e não faz nada! Vivem as custas do PES.

Durante as obras da igreja de Marlborough (que fica no lote onde é a casa do Samir) ele ficava de braços cruzados, não movia um prego do chão, ficava olhando os escravos trabalharem.

Com a Doutrina do Medo, a intenção é sempre dar uma conotação trágica, punitiva, aterrorizante, resultado de um castigo para todo e qualquer fato ou episódio desagradável na vida do dissidente ou desobediente do sistema “Obra”,

A DOUTRINA DO MEDO E A ICM

O Uso de Infortúnios Alheios e Distorções Para Amedrontar.images (1)

“Não devemos ter medo dos confrontos, até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.” Charles Chaplin

Neste artigo queremos abordar um assunto um tanto quanto absurdo, tanto a nosso ver, quanto do ponto de vista social, jurídico, psico-medicinal, e, principalmente, espiritual. Este último, no entanto, além de absurdo, inclina-se, verdadeiramente, para características malignas, perversas, avarentas e heréticas.

É fato, e aqueles que são ou foram membros da ICM comprovam que o medo (ou terror) é a coluna principal, a essência que permeia o sistema da ICM como fonte de organização e manutenção. Essa ardilosa técnica de recrutamento, mediante a coação do terrorismo mental, utilizada igualmente pela ICM e pelas demais seitas totalitárias, causa ao homem um grau de infantilismo irresponsável e perigosíssimo, de maneira a deixar seu raciocínio inerte, apático e imprudente para com o que diz respeito ao Reino de Deus.

O que ocorre é um tipo de “pressão psicológica”, uma espécie de terrorismo mental que lançam, quase sempre com êxito, sobre seus incautos adeptos, apontando desgraças e tragédias advindas sobre pessoas que “saíram da Obra” ou “falaram mal da Obra” (nesse caso ex-membros da ICM), ou mesmo sobre membros diligentes que, ao se depararem com as contradições doutrinárias, interpelaram pastores e membros.

Tudo é avarentamente articulado de modo a transformar as pessoas em verdadeiras e sonâmbulas marionetes, amarrando suas bocas, desligando seus cérebros, e, por fim, enjaulando-as numa prisão psicológica angustiante, levando a massa apática, para um comportamento de manada.

Por outro lado, para um cauteloso, sóbrio e diligente servo de Cristo, após análises, pesquisas na internet, leituras de livros, artigos, diálogos com especialistas e o idôneo exame das Sagradas Escrituras, invariavelmente conclui que tal técnica de manipulação cerebral é por demais engendrada por todos os grupos religiosos de caráter sectário-exclusivista, a saber, os Mórmons, Adventistas, Congregação do Brasil (CCB), Testemunhas de Jeová (TJ), Igreja Deus é Amor, Universal (IURD), Opus Dei, enfim, as seitas mais conhecidas que estão hoje escravizando e oprimindo pessoas no Brasil.

Ademais, isso não coaduna, de forma alguma, com os doces, leves e suaves ensinos do Senhor Jesus, seja no âmbito do Evangelho (Nova Aliança), seja nos propósitos misericordiosos de Deus, seja no real conceito de Justiça divina.

Com a Doutrina do Medo, a intenção é sempre dar uma conotação trágica, punitiva, aterrorizante, resultado de um castigo para todo e qualquer fato ou episódio desagradável na vida do dissidente ou desobediente do sistema “Obra”, cujo objetivo do articulador dessa “doutrina” é velar e proteger o sistema doutrinário de eventuais questionamentos, denúncias e propaganda negativa – derramando chantagens terroristas na cabeça dos ingênuos.

Como o sistema de um grupo sectário-exclusivista é frágil, ou seja, não possui alicerce, fundamento sólido para embasar os seus dogmas e doutrinas nas Escrituras Sagradas, senão por evasivas “revelações” injustificadas, as quais se inclinam, portanto, a constantes distorções das verdades bíblicas, o mecanismo do medo que atua sobre os membros é o melhor trunfo a ser utilizado, incutindo terror, culpa e ardente receio nas mentes dos asfixiados membros da ICM.

O medo é utilizado como combustível ou anabolizante para impelir a manada à “OBDC” às opiniões e caprichos unilaterais do PES (Presbitério).

O medo é a argamassa que robustece e sustenta a estrutura da “Obra”. Para tanto, jeitosamente, recrutam os membros a associarem a instituição sectária (ICM) ao mesmo patamar espiritual de Deus, nivelando a devoção e a fidelidade espiritual entre o próprio Altíssimo e a Instituição.

Em princípio, este assunto pode parecer um pouco sem sentido, mas a elucidação virá de acordo com a leitura.

1) INFORTÚNIOS ALHEIOS

Primeiramente, começaremos falando a respeito das ameaças terroristas que realizam nos membros, utilizando desgraças de terceiros, comumente ex-membros, a fim de apagar qualquer sentimento de dissidência ou oposição ao que se ensina na ICM.

Consideremos meu próprio exemplo: Quando ainda “na Obra” eu estive empregado. Emprego secular, celetista, trabalhando como tantas outras pessoas. Tempos depois, ainda fazendo parte da ICM, tive o dissabor de entrar para a fatídica “estatística” de desempregados que assombra qualquer brasileiro.

Gozei de boa saúde, como também adoeci; por muitas vezes sorri e chorei. Enfim, o que quero dizer com isso é que passei por DIVERSAS situações, algumas boas, outras não, porque fazem parte do curso natural de nossas vidas.

Na “Obra”, entretanto, QUALQUER adversidade pela qual QUALQUER dissidente da ICM vier a passar, será tratada sempre, infantilmente, por uma perspectiva “espiritual”, como que fosse uma “punição divina”, um “castigo”, porque, segundo eles, “o sinhô pesou mão”.

Sim. Constantemente sabemos que destilam rogos negativos nesse sentido, sobretudo em seminários, onde isolam seus membros do contato social em sítios, normalmente fora dos grandes centros metropolitanos, afastando os membros da civilização durante dias para facilitação do recrutamento intenso e exaustivo, a fim de aplicar, claro, uma melhor reconstrução cognitiva.

A subversão se dá, geralmente, em desfavor dos ex-membros incisivos, aqueles que por amor a Jesus refutam e desmistificam (através da Palavra de Deus) a “Doutrina da Obra” que tanto anos estiveram submetidos, muitos dos quais podem ser encontrados, inclusive, na internet, principalmente no “tenebroso” Orkut – “o meio que o adversário usa para enganar os servos desta Obra Maravilhosa”. Subjetivam-nos toda sorte de infortúnios, pois, segundo eles, ao criticarmos a ICM ou ensino de um pastor (ainda que herético), estamos “blasfemando” contra a própria pessoa do Espírito Santo, “ferindo o Corpo de Cristo” ou tocando naquela “Obra Preciosa”, de tal forma que, conforme a autoridade que esse deus “Obra” lhes concedeu de julgar as pessoas no lugar de Cristo, nós somos agora, “réus do corpo”.

Isto é, se somos réu, é porque devemos ser julgados, e certamente condenados pelo corpo de membros da ICM.
E falam, e sonham, e profetizam, e revelam, e “vêem”… Enfim, sempre nesse viés negativo e pessimista em relação aos “vadios” e “caídos da Obra” – como nos rotulam.

Uns, maliciosamente, arquitetam “dons” para se mostrarem espirituais; outros, apenas pelo “modismo”; outros mais, ainda, por estarem presos a uma mentalidade formatada, qualquer ideia surgida, baseada, de antemão, na antipatia que tem sobre um dissidente, já consideram como uma exata manifestação de um dom espiritual.

E por isso facilmente passam forjar “dons” de forma impulsiva e padronizada… Apenas confirmando o sentimento que está preexistente em seu coração, presumindo e especulando culpa e desgraça sobre a vida alheia só pelo fato de “não ser mais da Obra”.

Vejamos as seguintes situações:

Eu ando de carro constantemente. Se um dia me acidentar (o que é provável acontecer não só comigo, mas com qualquer condutor de veículos nesse trânsito cada vez mais caótico), dirão: “Viu, aí? Foi sair da Obra e…” ou então “Foi falar mal da Obra, e deu no que deu!… O sinhô pesou a mão! A mão do sinhô é pesada…”

Outra:
Eu posso de uma hora pra outra descobrir ou desenvolver em mim algum tipo de doença, desde a mais simples a mais letal. Se isso acontecer, com certeza dirão o mesmo que já citei acima.

E mais:
Hoje trabalho, mas se um dia vier a ficar desempregado com certeza atribuirão isso a esses fatos exemplificados aqui.

Esquecem-se que “benesses ou reveses” estão sujeitos a QUALQUER INDIVÍDUO, esteja ele lá, entre eles, ou não; seja cristão ou não! É algo que excede os limites denominacionais.

A Palavra de Deus, na sua perfeição, vai ao âmago da questão – classifica o ser humano não em membros de Instituições Religiosas, mas em duas categorias distintas: o justo e o ímpio, e mostra que tanto um quanto outro podem estar propensos às mesmas situações.

“Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” Eclesiastes 9:2

Logo, TODOS NÓS, sem distinção, estamos sujeitos as mais diversas situações dessa vida. Conhecemos na ICM pessoas que morreram de câncer, de diabetes, de infarto, de acidentes, de infecções e de velhice, assim como conhecemos ricos, pobres, muito ricos, muito pobres em TODO LUGAR por onde passamos e passaremos ainda.

Diremos nós, portanto, infantilmente, que qualquer situação adversa que tais pessoas enfrentaram foi pelo fato de estarem emembradas numa seita?

Soaria ridículo, não é? O problema é que muitos “dessa Obra” ficam com um apetite doentio, obcecados por desejo mesquinho e perverso de tripudiar dos “caídos”, procurando DIFICULDADE (jargão icemita) na vida de ex-adeptos, para usarem como argumento discursivo, e, assim, amedrontarem psicologicamente os incautos, desencorajando qualquer tipo de ruptura com eles (sistema).

Isso é avareza, egoísmo, idolatria à ICM. Perverso! Maligno! Usam tais exemplos como troféu, numa ovação ridícula à “Obra” e deleitando-se com o suposto infortúnio do ex-membro!

Manipulam a massa pálida e boquiaberta com menção de desgraças alheias, ora nos bastidores, ora publicamente (comumente em reuniões fechadas e seminários), deixando-a refém, cada vez mais, dos aguilhões do sistema “Obra”.

Uns ficam realmente contentes e aliviados (por indução de seus líderes) porque Fulano estava feliz, mas finalmente “caiu”. Dão até gargalhada sarcástica.

Realmente cultivam a torcida para o dissidente se dar mal…

Conhecemos, verdadeiramente, gente com esse coração perverso e impiedoso. E olha, não é muito difícil encontrarmos alguém assim, até porque os próprios pastores dão exemplos em púlpito, jactando-se e deliciando-se, pegando gosto, quando tomam conhecimento de alguma notícia não muito positiva do ex-membro, de modo a emular, naturalmente, o mesmo sentimento sedicioso nos membros.

A maldade é reinante, tudo em função deles venerar e gravitar em função desse ídolo em forma de sistema institucional (bojo doutrinário) que é a ICM, vulgo “A Obra”, que corrompe os corações das pessoas para lhe servir.

Vimos, ouvimos, relatamos pessoalmente. Diziam para nós: “Fulano falou mal da Obra e agora está aí ó, desempregado.” – “Foi escutar as vozes das serpentes, o que falavam os “caídos” da Obra no “Opressut”, e acabou sendo assaltado.”

Esses mesmos não eram capazes de notar que ALI DENTRO da congregação havia vários com “mentalidade de Obra” que se encontravam ou se encontram desempregados e que foram assaltados também. Logo, estar desempregado ou ter sido assaltado não era apenas uma prerrogativa de quem estava “fora da Obra” ou que tenha “falado mal da Obra”.

O mesmo já ouvimos em relação à enfermidade física, a crises conjugais, problemas concernentes à educação de filhos, como se isto não existisse por lá em abundância, como consequência da submissão ao escravismo do sistema maranático que destrói esses desdobramentos da vida familiar humana.
Quando não há uma desgraça para se apontar na vida de um ex-adepto, quando o ex-adepto encontra-se até muito bem espiritualmente e em outras áreas, mesmo assim desdenham dele. E o pior é que isso ENTRE ELES até cola! Vejamos exemplo em pessoas da minha própria família, ainda sob tal dominação icemita e que ficam até meio que extasiadas em face desses “temores”… Ilustrando:

Suponha que tua família vá muito bem, teu casamento, teus filhos, teus negócios, teu emprego, tua saúde, até mesmo tua fé, ainda assim dizem, com todo espírito facção, com suas línguas de fogo, salivando mesquinhez,

Rogando maldições: “Vamos ver até onde isso vai durar. Daqui a pouco ó…” Ou então: “O inimigo dá tudo de bandeja, só para pessoa não voltar “pra Obra”, mas depois ele vai cobrar…

Então, como resultado, muitos ali (principalmente os mais radicais) ficam na expectativa de que algo aconteça conosco ou com algum “caído”, como queiram, ou com alguém que “saiu da Obra”. E assim, pressionados (pela família, amigos, sócios que são membros da ICM) alguns até acabam voltando ao sistema obral por causa de alguns motivos:
Medo – de perder emprego ou saúde, por insegurança (conjugal ou material); Por culpa (remorso) – forçado assim por terceiros; Por Ignorância bíblica – acha, realmente, que Jesus está condicionado à ICM, que, por isso, servir ao Senhor é só lá mesmo, bem como a Salvação e as bênçãos só são garantidas na “Obra”;

Dependência do sistema – com a fé totalmente dependente e atrelada ao sistema “Obra”, e com a mente condicionada à rotina e ao legalismo por anos a fio, não conseguem se adaptar a outros sistemas e retornam à ICM, pois, inconscientemente, o ídolo “Obra” – práticas, dogmas, usos e costumes – não saiu do coração engessado;

Interesse – em manter ou expandir o patrimônio pessoal, pois o sistema de clientes ou pacientes são todos ligados à ICM-Obra;
Insegurança Social – por falta de convicção e em busca de aceitação social, uma vez que muitos anos ali dentro – da “Obra” – o grupo de relacionamento de um indivíduo passa a ser praticamente exclusivo de componentes de tal Sistema, então, para fugir da depressão retornam ao convívio com aquelas pessoas.
Sinceramente, acreditamos que em muitos casos esses fatores, acima elencados, acabam sendo primordial à decisão de determinadas pessoas a voltarem a comungar com esses abusos psicológicos e aberrações doutrinárias, que geram, seriamente, danos mentais, emocionais e espirituais terríveis, levando a pessoa, a permanecer ali, cativa ao sistema, desenvolvendo uma fé e um caráter (personalidade) totalmente distorcidos dos que Jesus nos legou.

Por isso encontramos em tais pessoas comportamentos tão espantosos como os que exemplificam esse artigo, que só podemos reputar serem procedentes de um coração perverso e gelado, corrompido por uma idolatria. Todavia reconhecemos que esse tipo de atitude é repugnante sob a ótica cristã.

Tanto da parte de quem pressiona, quanto da parte de quem cede. Ambos, no nosso entendimento, “isolam Cristo da equação”, do fundamento para Salvação, pondo o sistema “Obra” como a rocha de sua vida, como o principal e primário, e Cristo apenas como acessório e secundário; e visam somente os interesses pessoais (individuais e/ou coletivos).

O PASTOR PROIBIDO DE ADENTRAR AO MAANAIM

Antes de encerramos esse tópico, cabe aqui comentar um caso que é bastante conhecido por todos aqueles que estão ou já foram da ICM.

Ele é contado sempre nesse sentido de impedir discórdias e desencorajar as pessoas de se retirarem da ICM, que é o caso de um suposto pastor que saiu da ICM, criticou-a lá fora, mas para ela retornou. Esse caso sempre era contado em seminários, hoje, certamente, não é tanto assim, devido às proporções absurdas do assunto que gerou, ao contrário do que pretendiam que era a alienação total aos membros da ICM.
O fato é que esse suposto pastor “saiu da Obra” e criticou a instituição ICM. Segundo os narradores dessa história, passado alguns anos, aquele homem arrependeu-se do que falou e, quando a beira da morte, fez tipo que um último pedido, o qual consistia em de voltar a assistir uma reunião no maanaim.

Pedido feito e negado. Morreu e não foi. Uma punição, um castigo. Segundo o apresentador que contou, eles (os líderes da ICM) até consentiram, bonzinhos que são.

Mas sabe quem foi vingativo, perverso, revanchista e mal nessa história? Deus! Isso mesmo! Segundo eles, Deus, cuja misericórdia dura para sempre (Sal 106:1), foi o carrasco desse pastor.

O Deus Todo-Poderoso, Príncipe da Paz, que entregou seu próprio Filho ao sacrifício da Cruz como propiciação dos nossos pecados, se ofendeu tanto de um ser humano imperfeito ter criticado uma Instituição religiosa, prepotente e de doutrinas absurdas, que se auto-intitula de “a Obra”, que o puniu severamente, proibindo-o de ir a um seminário da ICM.

O próprio Deus ignorou a graça dAquele que de maneira nenhuma lança fora o que vai até a Ele (Joa 6:37). Ignorou a obra daquele que convence o homem do pecado da justiça e do juízo (Joa 16:8), porque se o mesmo errou em falar e se arrependeu – se esse fosse o caso – o arrependimento vem com a obra do Espírito Santo, e mesmo arrependido, esse deus não o aceitou, e o homem não pode usufruir dos privilégios do perdão, da graça, da misericórdia. Incrível! Que contradição, não?

Bom, como nós não críamos em tudo o que eles diziam lá, então resolvemos ignorar essa história, que é difícil de um cristão engolir, e preferimos ficar com o Deus Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz!

O Misericordioso, Benigno, o Amor em pessoa! Aquele que não condenou Pedro que o negou publicamente, pelo contrário, o amou demais, ainda que traído, negado. Aquele que perdoou Paulo, por perseguir e matar, literalmente, seus filhos. Ele ama incondicionalmente.

Ficamos pensando em nós. Nós que criticamos com tanta veemência as heresias e casos como esse, proveniente dessa mentalidade sovina da “ICM-Obra”. Será que se um dia encontrássemos algum desses “deuses” ainda estariam nesse  comportamento, nessa mentalidade odiosa e revanchista como nesse caso? Por que repetem essa história sempre que podem? Para amedrontar as pessoas?

Para desencorajar aqueles que desejam sair de lá? Por insegurança, fragilidade e falta de conteúdo bíblico, e tendem a reter as pessoas pelo medo? Para inibir, a quem “saiu da Obra”, a não combatê-los, a não questioná-los, a não denunciá-los sobre as heresias?

Ante o exposto, é por isso que nós voltamos ao cristianismo bíblico. Poder ver homens e mulheres que independentemente da situação, mantinham a fé, a esperança e o amor.

A convicção em Cristo e Seu Evangelho era algo inabalável. Vemos isso na dureza da vida que Paulo levava, a ponto de depender do favor de outrem (Flp 4:15; 2Co 11:8), e também na abastança de Áquila e Priscila, que não obstante terem para si, recebiam prazerosamente na sua casa a Igreja de Cristo e os irmãos necessitados, dando-lhes, inclusive, pousada (e duvidamos que cobravam inscrição para dormir ou comer além de cobrarem, indiretamente, o dízimo judaico, em conversas particulares ou em ameaças de perder a “função”).

E é por isso que esse tipo de “pressão psicológica”, de “terrorismo”, não nos amedronta.

Não nos espanta nem um pouco, antes nos regozijamos com eles, pois bem-aventurados são os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus (Mat 5:10). Sei que em Cristo podemos todas as coisas – ter fartura ou padecer necessidade. Ter alegrias ou tristezas (Flp 4:12), de acordo com o que Lhe apraz.

Sei que neste mundo teremos aflições, mas, quanto ao bom ânimo? (Joa 16:33). Sabemos que por muitas tribulações, nós somos edificados e ensinados tanto em prol de nossas vidas, como também em favor da dos irmãos:

“Que nos consola em toda nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;” 2 Coríntios 1:4/6

De repente, você que lê já se viu perturbado com o sentimento descrito acima. Pois é. Condicionam mentalmente (lavagem cerebral) a pessoa a ser assim, a ter essas “paranoias”.

Nós que estivemos por lá muito tempo em princípio ficamos, de fato, meio que “desconfiados” de que qualquer adversidade pudesse traduzir uma “punição” por termos saído.

No início, acontecia conosco, hoje não mais. E o que nos motivou a escrever foi ler na Palavra do nosso Deus que nenhum desses argumentos, pertinentes a seitas, tem endosso do Livro Sagrado.

Na verdade, toda essa falácia amedrontadora é oriunda de mentes perversas, ávidas a deterem poder e mando sobre a vida alheia, na tentativa de dominarem sobre o rebanho de Deus, utilizando-o como “gado de corte”, na contagem de cabeças, a fim de utilizarem como serviçais da Instituição, massa de manobra e causa de ganho; isso porque, com o passar desses quarenta anos, por edificarem um mente fraca em Cristo Jesus, inclinaram seu coração aos objetivos das cifras institucionais. Por isso têm que ser refutados!

Alguns exemplos de execuções sumárias e juízo repentino da parte do Deus Vivo:

Herodes (Atos 12:23 e 23) – Não glorificou a Deus e expirou comido de bichos. Caso seríssimo! Deixar de atribuir a honra devida ao Senhor Jesus para direcioná-la ao homem ou a feitos dos mesmos atrai juízo. Muitos ENALTECEM “esta Obra”.

Glorificam seus “grandes feitos expansivos” (mediante estatísticas), reverenciam seus “idealizadores”, adoram e veneram e sacralizam seus patrimônios, espiritualizam púlpitos e arranjos de flores, glorificam sua organização, se medem com outros grupos…

Ananias e Safira (Atos 5:1 a 10) – Tentaram ludibriar o Espírito Santo. Segundas intenções. Interesses obscuros. Máscara, hipocrisia, ação levada a cabo “debaixo dos panos”.

O Espírito Santo não é político, não é empresário, não é negociante, não é fundador de denominação, não é lobista, não é marqueteiro e tampouco possui preferências denominacionais.

O Espírito Santo é Deus! E Deus não se deixa escarnecer…

Judas Iscariotes (Atos 1:18) – Traiu o Senhor Jesus devido a seus interesses pessoais.

Numa atitude total de descrença de que Jesus venceria a morte, o mesmo precipitou-se, tirando a própria vida, num ato suicida.

Tipificando aqueles que apesar de parecerem tão próximos do Senhor, não absorvem Seus ensinamentos e não creem na Suas palavras, antes O substituem por “privilégios e poderes oriundos de religiosos”, e que só se aproveitam nesta vida. No caso de Judas, nem isso.

Chegamos à seguinte conclusão: na Bíblia vemos que sair da presença do Senhor Jesus é que é fatal (às vezes para o corpo, e SEMPRE para a alma). Ele é a Vida.

Se alguém abandona a vida, só lhe restará a morte. A morte eterna. Eis aqui o pior juízo, a pior punição que um ser humano pode sofrer. Um sistema doutrinário, com particularidades “reveladas” não é a vida, e muito menos possui a vida.

Quem tem a vida é Deus, e Deus, para operar, não se condiciona ao pré-requisito de somente operar na vida de alguém que esteja filiado à ICM, ou a outra instituição religiosa.
Propomos, com este artigo, uma reflexão sobre o assunto, para que assim deixemos de lado, efetivamente, essas “lendas maranáticas”, essa “mitologia icemita” e apeguemo-nos mais ao Evangelho. Ignoremos os agouros e rogos negativos. Sejamos maduros e adultos no entendimento, e meninos na malícia (1Cor 14:20), para administrar as bênçãos e encarar os problemas.

Um dia, fatalmente iremos morrer (se Cristo não nos arrebatar antes, conforme declaram as Escrituras) – seja por acidente, doença ou velhice. Se ainda assim quiserem assimilar morte a “castigo” divino, então não temos mais o que fazer senão permanecer firmes na Palavra, afinal, não buscamos glória ou reconhecimento de homens (Joa 12:43; 1Tes 2:6).

As adversidades da vida acontecerão sempre, e as podemos aguardar, mas isso não é motivo de apavoramento. Apenas, não temamos!
“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e tudo fará”. Salmo 37:5
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8:31
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Joa 16:33
Por enquanto, estamos aqui. Expostos a toda sorte de situações, boas ou não. Em mente, sempre o conselho bíblico de “em tudo darmos graças a Deus (1Tes 5:18)”, seja no dia de sol ou de tempestade, na esperança de que o que nos está reservado no porvir não se compara a essas nossas leves, pesadas e momentâneas aflições (2Co 4:17; Rom 8:18).

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:21

2) “RACIOCINAR” – BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO
Todo sistema sectário é pautado em mentiras e contradições bíblicas, isso é fato, e não tem como negar. É só ver, buscar, examinar (biblicamente) e concluir. As Escrituras, em sua perfeição, são, para as seitas, um grande encalço, porque é por causa delas que os cautelosos cristãos são direcionados, inspirados pelo Espírito Santo, a questionarem os seus sistemas.

A fragilidade de um sistema sectário é patente aos olhos de qualquer pessoa, principalmente se essa, ainda que conheça superficialmente as Escrituras, intimamente, sabe que determinada prática não possui apoio bíblico.

É por isso que todas as seitas tendem a inferiorizar, de certa forma, a autoridade das Escrituras em favorecimento de seu governo.

As lideranças das seitas roubam a autoridade da Bíblia e avoca para si tal poder, afirmando que toda ordenança e determinação é estigmatizada, agora, como revelação do próprio Deus.

As palavras dos líderes ficam no mesmo patamar ou pouco acima do que a Bíblia nos ensina; porque a Bíblia é preconizada como um texto obscuro e incompreensível, perigoso inclusive, de modo que ela só é entendida pela ótica da liderança, daquilo que a liderança decreta como verdade ou não bíblica.

Mas um cristão que, acima de tudo, estima devidamente o valor das Sagradas Escrituras,rejeita essa artimanha de um grupo sectário e obscurantista. A primeira atitude de um cauteloso servo de Jesus, então, é interpelar do porquê de práticas contraditórias. Alguns questionam, e logicamente, não obtêm respostas concretas na Palavra de Deus, por conseqüência, saem do grupo.

Outros,inocentes, geralmente, pessoas símplices de conhecimento cultural, admiradas com a aparência pretensamente sacro-santa dos membros e líderes, e pela simpatia da estrutura e liturgia, engolem inteiramente os ensinos sem aferir nada na Bíblia.

E outros, até questionam a princípio, obtêm respostas evasivas, tais como, “foi revelação”, ou são ameaçados com jargões de não-pensamento,

impedindo o desenvolvimento do mérito da questão. Esses últimos – em especial os que são fracos em personalidade, inseguros, necessitados de aceitação social, ingênuos e carentes espirituais -, acabam aceitando tais falácias, e por outras razões (por comodismo e pela rotina de amizade estabelecida), acabam filiando-se à seita; de sorte que, paulatinamente, estão a se tornar indivíduos estéreis acerca do conhecimento do Reino de Deus, e engravidados de apostilas, circulares, bordões religiosos e ensinamentos da seita.

O MEDO DA BLASFÊMIA ESCRAVIZA

Uma das manipulações que mais escravizam na ICM é o medo da blasfêmia contra o Espírito Santo.

A grande artimanha praticada pelos idealizadores e defensores do ídolo “Obra”, bem como por outros arquitetos de doutrinas heréticas, é a de levar os adeptos a acreditarem que pelo simples fato desses mesmos exercerem o senso crítico racional – para quem não sabe, componente da faculdade natural de um ser humano (cuja capacidade é nos dada como uma dádiva de Deus, nos diferenciando, inclusive, das demais espécies sobre a face da Terra) -, tais pessoas estariam incorrendo ao pecado imperdoável – a “blasfêmia contra o próprio Espírito Santo”. Raciocinar seria, então, pecado.

Ao menor sinal de questionamento, discordância ou contestação (seja em relação à “rotina revelada” ou as “decisões absurdas”), percebe-se logo uma imediata utilização desse argumento por parte daqueles que não toleram sob nenhuma hipótese serem confrontados e discordados.
Frases do tipo: “Irmão, cuidado… Você está se levantando contra o Espírito Santo, hein!?”, ou: “TUDO „nessa Obra‟ é revelado, rapaz. Como você se atreve a questionar o Espírito Santo, a discordar de um ungido do sinhô, que alcançou a revelação? Temos que apenas OBDC!”,

são muito comuns de serem proferidas e ouvidas na ICM. Ou mesmo em reuniões e aulas de recrutamento, sempre atiram tal pergunta: “O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?”, de pronto, o coro de inocentes profere: “é falar mal da Obra!”, “é se levantar contra o ungido do sinhô!” “é raciocinar!”, “é ter dúvidas!” etc.

Aulas sobre “raciocinar vem do inimigo” (Limites do Espírito Santo) é ministrada pelo terror ou mesmo, ventilam tal doutrina, em tempo, quando apregoando heresias e impondo obrigações e serviços, a título de chantagens e ameaças.

Ao justificarem que todas as doutrinas, todas as atitudes, todas as decisões, todas as “orientações” são reveladas pelo Espírito de Deus, logo, por esse raciocínio deduz-se que:
Questionar qualquer coisa seria como questionar o Espírito Santo;

Não cumprir qualquer determinação seria “desOBDCer” ao próprio Espírito Santo;

Discordar de determinadas doutrinas, é infligir o próprio Espírito;

Criticar a Instituição (ICM=Obra) é como blasfemar, ou seja, ofender o próprio Espírito Santo.
Usam da chantagem, utilizando, de forma absurda, em todos os sentidos, a pessoa do Espírito Santo, para velar pelo particular sistema institucional. Quem é que quer desobedecer a Deus?

Quem é que quer sofrer um juízo de Deus? Ninguém! Por isso, aplicam o medo, distorcem o sentido original da “blasfêmia contra o Espírito Santo”, enganando, o povo com essa heresia, a impelir os membros a ser verdadeiros bonecos marionetados nas mãos dos líderes.
E dessa forma recrutam seus adeptos. Pelo medo! É dessa forma que condicionam mentalmente aqueles que passam anos ouvindo de forma programática as repetidas pregações –

Aula “Limites do Espírito Santo” e outras – cujo conteúdo só vem a reforçar e perpetuar tal prática de dominação da massa. E a grande maioria fica com isso impregnado na mente, talvez pela vida toda.

Muitos que se desligam do Sistema “Obra” temem falar os motivos reais da saída, com medo de estarem “tocando no Espírito Santo”.

Muitos permanecem anos e anos em silêncio, tentando criar coragem para dizer aos outros o porquê de ter saído de tal facção religiosa, pois em seus corações encontra-se alojado ainda esse sentimento de medo, plantado pelas doutrinas autólatras (idolatrar a si mesma enquanto instituição religiosa) da ICM.

Afinal, pelo medo “de não ser perdoado por Deus”, ou de “acordar comido por bichos”, ou de “ser atropelado e sofrer acidentes que lhe deixariam aos pedaços”, ou “ser comido por urubus”, ou “adquirir um câncer”, muitos ficam calados com os abusos emocionais e apáticos com erros doutrinários da “Obra”.
Sabemos que alguns poucos irmãos ex-adeptos são os que conseguem entender esse ardil ao estilo “cala-boca” utilizada por essa seita. Prova disso é que um reduzido número de pessoas é quem os contesta (em relação às doutrinas e práticas de usos e costumes).

A grande maioria sai e prefere se calar, prefere “deixar pra lá”. E isso, com certeza, é tudo o que os líderes da ICM querem.
Pensemos: se todos os que saírem, vierem a público e expuserem seus motivos, suas razões, com certeza haverá pessoas em diferentes localidades que constatarão que tal situação é semelhante ou idêntica à que ela vive. Sendo assim, será desmistificada a “infalibilidade da Obra”, pois quando há problemas que vêm a público eles gostam de tratar apenas como algo “isolado”.

E nós bem sabemos que não se trata de casos isolados, antes, os motivos que levam uma pessoa a sair de lá como membro é comum em todas as partes do Brasil em que há uma ICM por perto – heresias, autoritarismo, arrogância, servidão, mesquinhez, abusos morais religiosos, sectarismo, discriminação, obscuratismo, soberba, prepotência, cinismo, futilidade, frieza, aspereza, juízos, dissimulação, subserviência, alienação, contradições, hipocrisia, fanatismo, escravidão etc.

Por isso, para eles o ideal é a pessoa “sair quietinha”. Alguns até tem o disparate de dizer: “Quer ir, vai. Mas não fala mal da „Obra‟, não. Então, já sabe o que pode acontecer…” E nada melhor que um “cala-boca” como fundir na mente dos adeptos o seguinte conceito:
Obra do Espírito Santo = Igreja Cristã Maranata; ou,  Espírito Santo = Presbitério (PES);

Nesse joguete neuro-lingüístico, eles induzem as pessoas a deduzirem por si só que só eles (ICM) vivem “Obra como forma de vida”.

Em suas aulas da particular Teologia, denominadas de “Seminários”, são muito comuns ensinos que enfatizem de que há um diferencial entre a “Obra do Espírito Santo” (ICM) e a “Religião” (composta pelos seguintes segmentos: Tradição, Movimento e Mescla).

Há trechos, inclusive, à disposição no youtube e net vídeos e áudios através dos quais podemos ouvi-los dizendo que as Assembleias de Deus “tinham a Obra”, mas perderam para a ICM. Enfim, são muitas evidências dessa doutrina exótica, cujo cerne nos dá o entendimento de que tal “Obra” seja uma entidade que habita entre eles, uma deidade particular da ICM.

Uma vez as pessoas concluindo que “Obra=ICM”, são dominadas por esse sentimento que opor-se às diretrizes da ICM ou do PES (órgão máximo que governa essa Instituição), caracteriza subverte-se ao Espírito Santo. Uma tática covarde para se evitar respostas, evitar justificativas, dominar sem contestação.

A massa, no auge da alienação, como um comportamento de manada, apenas absorve tudo, muitas vezes até em silêncio discordando, e põe em prática certas ordenanças sem querer, devido a essa doutrina de que, por não cumprirem ou estarem duvidando/examinando/discordando/avaliando estão “blasfemando contra o Espírito Santo”.
Esperamos, agora, com a seguinte explanação, ajudar ao prezado leitor na real compreensão desse assunto tão melindroso, usado de forma avarenta e ardilosamente distorcida por alguns sistemas para alienar ou mesmo emburrecer pessoas, tornando-as fiéis ao sistema, não pelo amor, mas pelo medo, com o senso do raciocínio bloqueado, castrado.

DESMISTIFICANDO A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO

O QUE DIZ A BÍBLIA?
Poucos tópicos bíblicos geram mais discussão do que a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse pecado é imperdoável, mas as opiniões diferem amplamente quanto ao que ele é, e como ele se configura.

Alguns dizem que é suicídio, outros que é adultério, e ainda outros pensam que se refere à rejeição do Evangelho depois que o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes. Quase ninguém se detém para examinar os contextos das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo.

Como acontece com todos os outros assuntos, a análise disciplinada e cuidadosa do texto esclarece a confusão, cessa a dúvida. No entanto, infelizmente, muitas pessoas religiosas desenvolveram o hábito de resolver os assuntos sem nem mesmo olhar para o texto, muito menos estudá-lo atentamente, mas apenas usá-lo como arma chantagista, baseado nas falas de falsos mestres.
Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos. Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão pelo demônio o havia feito cego e mudo.

Em Marcos 3, a cura não é mencionada, mas a maioria do que Jesus disse na ocasião, é. Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em Lucas 12:10:
“E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado.”
O CONTEXTO
“Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” Mateus 12:22-24
Notemos três coisas. Primeiro: Jesus curou um homem que era cego e mudo. Há simplicidade impressionante no modo como Mateus registrou o milagre: ele simplesmente disse que o homem falou e viu. Segundo, a multidão viu o que Jesus fez e começou a concluir que ele poderia ser o Filho de Davi; isto é, o Messias. Terceiro, os fariseus ouviram o que o povo estava dizendo e decidiram que eles tinham que descobrir algum plano radical para calar a influência de Jesus.

Eles o acusaram de expelir demônios pelo poder de Satanás. Eles estavam tentando neutralizar o efeito dos milagres de Jesus e impedir os outros de crerem nEle. Esta era uma manobra ou falácia subversiva ardilosamente astuta por parte dos inimigos de Jesus, porque não somente tentavam explicar o motivo de suas

grandes obras, mas lançava uma sombra de suspeita sobre Ele. Em função disso, era imperativo que o Senhor respondesse convincentemente à acusação deles.

A Defesa de Jesus:

“Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?

E, se eu expulso demônios por Belzebu, por quem expulsam os vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.” Mateus 12:25-29
Jesus respondeu com três pontos. Primeiro, ele mostrou que era ilógico pensar que Satanás estava lutando consigo mesmo. É difícil imaginar que o diabo pudesse ser tão tolo. Poucos procuram ferir a si mesmos, e aqueles que o fazem, provavelmente não sobreviverão por muito tempo.

Se, de fato, o diabo tivesse começado a atacar a si mesmo e aos seus próprios servos, então todos poderiam deixar de se preocupar com ele, porque seu reino logo desapareceria. Jesus explanou isso. Segundo, o Senhor Jesus questionou os fariseus sobre os outros que estavam expelindo demônios.

Ele estava, provavelmente, se referindo a pessoas a quem ele tinha dado o poder de expelir demônios:
“E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” Mateus 10:1
“E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.” Lucas 9:49
“E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.” Lucas 9:50
Muitos destes eram, provavelmente, filhos dos próprios fariseus. Conquanto eles pudessem levianamente acusar Jesus de expelir demônios em aliança com o diabo, certamente eles não estariam querendo dizer o mesmo de seus próprios filhos.
Finalmente, Jesus mostrou como sua expulsão de demônios era parte do programa do Reino. A missão de Jesus era tirar pessoas do domínio de Satanás. Antes dele vir, Satanás podia, por causa do pecado, declarar que todos os homens eram sua propriedade . Jesus veio para perdoar os pecados e assim “roubar” do diabo aquelas almas que ele tinha considerado como suas possessões.

Afinal, para poder roubar a casa de um valente, contudo, precisa-se primeiro amarrá-lo, antes de tirar seus bens. Isto é o que Jesus estava fazendo ao expelir demônios. Ele estava amarrando Satanás para que ele pudesse tomar as almas que tinham estado sob o controle do diabo. Este era um conflito entre dois reinos. Jesus, libertando os homens do domínio demoníaco, estava demonstrando que Sua Soberania era superior à de Satanás.

A ADVERTÊNCIA DE JESUS
“Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” Mateus 12:30-32

Aqui, Jesus advertiu sobre a necessidade de decidir em que lado estar. A guerra torna a neutralidade impossível. Temos que servir a Jesus ou a Satanás. Jesus também advertiu sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo. Sabemos que Jesus expelia demônios pelo poder do Espírito Santo:

“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” Mateus 12:28
Então, quando eles estavam acusando o Senhor de expelir demônios por Belzebu, o príncipe dos demônios, eles estavam blasfemando contra o Espírito Santo, o verdadeiro poder através do qual estas grandes coisas estavam sendo executadas.

Eles não somente testemunharam a forma humana de Jesus, mas viram a demonstração do Espírito Santo. Pode ter sido perdoável terem deixado de reconhecê-lo como um homem, mas desde que Deus tinha posto seu Espírito dentro dele (Mat 12:18), eles não tinham desculpa. Liguemos estas afirmações sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo com o próximo ponto que Jesus afirmou:
“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” Mateus 12:33-37
Jesus estava mostrando que o problema da blasfêmia é muito mais sério do que meras palavras por si mesmas. O que dizemos revela o que somos. Se alguém examina o conteúdo do balde, sabe o que está no fundo do poço. Se alguém examina as palavras que são faladas, esse alguém saberá o que está no coração. Palavras são sinais de caráter. E isto não é verdade somente quanto a palavras de blasfêmia, é verdadeiro também quanto a palavras de confissão. Paulo escreveu:

“Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Romanos 10:9-10.
Não é que as palavras, em si mesmas, tenham algum poder mágico, supersticioso, mas é que as palavras mostram algo mais profundo sobre nós. Quando os acusadores de Jesus o acusaram de expelir demônios pelo diabo, mostraram uma profunda dureza de coração.

Assim como o homem falou e viu, assim os inimigos viram o Espírito expelir demônios e falaram contra ele. Estavam tão empedernidos contra a Verdade que podiam realmente testemunhar os maravilhosos milagres e santidade de Jesus e, ainda assim, acusá-lo, sem hesitar, de estar aliado ao diabo.

Eles estavam extremamente cegos, arrogantes, soberbos, obstinados, fanáticos e corrompidos. Enquanto outras blasfêmias podiam ser perdoadas, a blasfêmia deles contra Jesus demonstrava um grau de dureza espiritual que poderia tornar impossível para eles se arrependerem.
No entanto, alguns religiosos em seu exibicionismo de sumidade espiritual em se ostentar como grandes sacro-zeladores da “reta doutrina”, inclinam para o fundamentalismo de que palavras por si mesmas já configuram uma própria Blasfêmia contra o Espírito Santo.

Se inclinássemos para tal conclusão simplista, certamente, estaríamos já condenando ao inferno vários cristãos fiéis que outrora eram ateus, macumbeiros e esotéricos, ou mesmo inimigos declarados do cristianismo, como os muçulmanos.

Se assim fosse, jamais um ateu, um incrédulo, alguém contrário a Jesus e ao Espírito Santo, pudesse se converter. Por essa interpretação fundamentalista, estaríamos condenando o próprio Apóstolo Paulo, que disse: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.” (1Tm 1.13)

Não são palavras ditas de boca que tem valor em si mesmas para condenar o homem, afinal, o Senhor Jesus havia dito aos fariseus: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mat 15:8). Deus é coerente, acima de tudo justo, e sabe que assim como uma pessoa pode adorá-lo apenas de boca, também pode “blasfemar” do Espírito Santo no tempo da ignorância (Ato 17:30), como o Apóstolo Paulo, que reputava Jesus e suas obras como embuste.
Longe de nós aqui tornar irrelevante a blasfêmia, como alguns podem entender. Jamais! Mas estamos aqui honestamente expondo o que nos ensina as Escrituras sobre o real conceito de tal pecado e que muitos religiosos utilizam tal expressão “imperdoável”, de modo convenientemente maligno para liderar uma igreja de forma autoritária e dominadora, abusando e escravizando as ovelhas sob a batuta de uma pseudo “blasfêmia do Espírito Santo”.

Questionar doutrinas, desobedecer líderes autoritários e erráticos, discordar de pseudo revelações, visões e profecias, não é pecado.

Até porque Paulo mesmo assevera que tudo deva ser provado (1Ts 5:20-21), inclusive, líderes devam ser testificados, para não incorremos no erro e zelarmos pelo Evangelho. (Gal 1:10; Gal 2:4-5; 2Co 11:4; 1 Jo 4:1)

Portanto, blasfêmia contra o Espírito Santo é uma condição de dureza extrema do coração, da alma, que gera uma cegueira absoluta, irreversível, uma condição tal que o hipócrita religioso ou incrédulo não consegue perceber o quão ofensivo ele está sendo contra Deus, que mesmo diante de maravilhas de Deus, operações patentes da BONDADE do Espírito Santo, ele, completamente arrogante e cego, não acredita que foi a Verdade que operou.

O problema não são as palavras em si, elas apenas confirmam o que já existe no coração. Porque o que condena o homem não são os lábios, mas o que existe no coração. Afinal, Deus olha é para o coração (1Sm 16:7).

Não é nem Deus que destina o homem ao pecado imperdoável, senão o próprio homem, por causa de si mesmo, de sua soberba, arrogância e cegueira irremediável. Falar contra o Espírito Santo é apenas uma das várias maneiras de constatar a blasfêmia que existe no coração do arrogante religioso ou do soberbo incrédulo, ateu, muçulmano, esotérico, macumbeiro etc.
O problema aqui é o problema deles, religiosos e incrédulos, e não de Deus. Deus tem capacidade ilimitada para perdoar a qualquer que o busque (vide o currículo de Paulo), mas estas pessoas não tinham coração para buscá-lo. Portanto, eles nunca seriam perdoados.

LIÇÕES PRÁTICAS
Considere três pensamentos práticos. Primeiro, Jesus demonstrou uma admirável capacidade para superar objeções.

Ele calmamente respondeu a cada acusação e combinou a resposta com um importante ensinamento. Ele nunca ficava frustrado, mas sempre respondia perfeitamente. Segundo, presenciar até mesmo milagres, a olho nú, não mudava os objetores de Jesus.

Eles estavam incorrigíveis. Nós também podemos desenvolver corações endurecidos. Hoje, alguns pensam que creriam se apenas pudessem ver Jesus vivo fisicamente na terra, novamente, e testemunhar alguma grande demonstração de poder. Estes o viram, mas isso não teve efeito.
O fato que muitos hoje recusam o Senhor Jesus é por causa de seus corações endurecidos, arrogantes, não por causa de evidência insuficiente. Finalmente, considere a importância das coisas que dizemos. Somos responsáveis por nossas palavras e atos. O que dizemos e fazemos reflete nossa verdadeira natureza. Não há nada que saia de nossa boca que não estivesse antes em nossa mente. Precisamos vigiar nossa língua… e nosso coração.

Portanto, um cristão que é diligente, cauteloso, prudente, racional, enfim (características que compõem uma vida cristã, de servo), afere nas Escrituras o real sentido da blasfêmia contra o Espírito Santo – ao contrário de apenas balançar a cabeça, em sinal de afirmação, quando está em recrutamento sectário, por algum dominador. Logo, diante de tudo que foi exposto, percebe que o pecado imperdoável da blasfêmia contra o Espírito de Deus é, em suma, atribuir as obras do Espírito Santo às obras de Satanás, por causa de um coração endurecido e uma alma cega, obstinada e fria, que mesmo deparando com uma escancarada operação da glória de Deus – curas -, acusaram dessa forma.

Enfim, blasfêmia é colocar o Maligno no lugar do Deus dentro do seu coração de modo que, de tão engessado, é impossível a conversão. O evangelho de Marcos, nesse sentido, foi expresso, enquanto nos outros, ficou subtendido:
“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo. (Porque diziam: Tem espírito imundo).” Marcos 3:29-30 (conferir o texto integral)

A DÚVIDA

Ou ainda, se a referida blasfêmia fosse, de fato, ter dúvida, questionar ou raciocinar sobre a idoneidade de palavras, ensinos e “dons”, como a ICM reiteradas vezes esbraveja em seminários (no qual percebemos, de novo, o mecanismo de “cala boca” sobre os membros), Paulo jamais elogiaria os irmãos de Bereia quando eles, alimentando uma dúvida a respeito da pregação do apóstolo e de Silas, conferiam cada palavra deles nas Escrituras se tudo se procedia daquela forma (Ato 17:11);ou tampouco Paulo impeliria aos coríntios a avaliação de suas palavras (1Co 10:15), ou nem mesmo promoveria o culto racional – cauteloso, sóbrio e atento (Rm 12:1). Afinal, se os discípulos de Paulo conferiram é porque previamente dúvida eles tinham sobre a procedência das palavras e racionais eles foram a conferir se aqueles homens estavam do lado da Verdade.
A mesma forma vale para a mulher sírio-fenícia que interpelou, insistindo com Jesus, mesmo depois dEle a tê-la dispensado, para que o Senhor lhe desse atenção.

Ora, até porque, se nem o próprio Jesus ao afirmar que mesmo alguém blasfemando, uma agressão verbal ou física, contra a pessoa dEle (O qual fora concebido por obra do Espírito Santo) não seria pecado imperdoável; por que, então, seria blasfêmia questionar meros humanos, contestar líderes de instituições, discordar de dogmas religiosos de autoritários pregadores, se opor a heresias, a distorções, a palavras duvidosas, ao escravismo e a idolatria?

É muita presunção, e avarento estratagema por partes dessas pessoas.
Se aos calculistas senhores da “Doutrina Revelada” alegam que desagrada ao Senhor Deus alimentar dúvida a respeito de suas palavras, mesmo que sejam sob a capa de “o Senhor revelou…”, vale ventilar um versículo extremamente esclarecedor, auto-explicativo:

“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.” Tiago 1:6
A dúvida a respeito das coisas do Reino de Deus está inerente à fé, ou seja, a confiança que o servo deposita em Deus, ao entendimento do Reino de Deus (Hb 11:1), de maneira que não tem absolutamente nada a ver com a prudência e a racionalidade em relação a ensinos supostamente bíblicos. Deus, na realidade, não se agrada quando alimentamos um coração incrédulo, não temos fé, duvidamos do poder de Deus para determinada causa que Ele possa resolver ou buscamos presunçosamente, por nosso limitado entendimento humano, explicações acerca da Divindade, o que nunca conseguiremos, senão por meio da fé.

Em toda passagem escriturística está a reprovação da dúvida atrelada a esses sentidos – falta de confiança, incredulidade e insegurança em relação a Deus. Totalmente diferente do que as seitas, como a ICM, preconizam a respeito de outra “dúvida”; pois introduzem um insuportável complexo de culpa e terrorismo psicológico na alma de suas subalternas ovelhas a não alimentarem qualquer dúvida a respeito das suas doutrinas, de tal sorte que seria a mesma coisa que se expressar contrariamente ao que o Reino de Deus estabelece nas Sagradas Escrituras.
A dúvida, também, está ligada à desobediência a Deus, quando, por exemplo, Eva, recebendo instrução face-a-face de Deus, ser imaculado, perfeito, que não mente, deu ouvidos ao “canto” da serpente.

Assim devemos ser no zelo das Escrituras, porque elas são o querer de Deus para nossas vidas, e duvidar, distorcer e negar seus ensinamentos, que provém de Deus, para dar ouvidos a ensinamentos esdrúxulos em detrimento do Evangelho, isso que é um verdadeiro pecado – do comodismo e da falta de zelo às Escrituras, de forma a dá mais crédito àquilo que líderes dizem do que confiar na conferência das Escrituras pela dependência da inspiração do Espírito Santo.
“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23
A dúvida, no sentido da racionalidade, no sentido da cautela, é, na realidade, uma grande arma para um cristão. Todo cristão deve ser prudente, racional e cauteloso. O Senhor se aprazera com isso. Tanto que Ele sempre estimulou a prudência, a cautela, a sobriedade em todo relato da Escritura. E a prudência é uma bela expressão de obediência e zelo por Deus. Zelo em sempre seguir e buscar a Verdade. Por isso, tampouco o cristão deve ser emotivo, ingênuo, uma folha a mercê de toda determinação doutrinária que dizem, e somente dizem, sem uma fundamentação bíblica sequer, que Deus disse, quando Ele, na verdade, não falou. Afinal, o Senhor Jesus nos asseverou:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” – Mateus 7:15
Ora, francamente, para exercitar a cautela, há de se pôr dúvida em algo anteriormente.

A cautela, por si só, é precedida da dúvida. É uma coisa inerente a outra. Pressupõe, de antemão, uma testificação antes de abraçar algo como pertinente.

Dessa maneira, não podemos ser “folha para onde [supostamente] o Espírito (revelações e ordenações de pastores) mandar” (destaque nosso) – como diz o louvor tendencioso da ICM. Até porque na ICM, ainda que digam que os pastores não são sacerdotes, a verdade, é que são, sim, postos como mediadores fossem, isto é, são usados como um “canal” (em nome de Deus), em sede “revelação”, que determina e impõe, aquilo que ele bem aprouver (afinal, “o ministério está acima dos dons” – dogma herético da ICM) na vida de determinado membro – negando a Nova Aliança, onde o Espírito atua individualmente, já que todos nós somos sacerdotes, reis e profetas, logo, não se precisando de mediadores entre Deus e os homens (1Tm 2:5; Apo 1:6). Pedro, exatamente nesse prumo sobre a cautela, disse:
“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.” 1Pedro 4:7
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” 1Pedro 5:8
As próprias profecias foram estimuladas por Paulo a serem julgadas, questionadas, averiguadas pelos cristãos a fim de colher o que é bom. Paulo foi categórico! Tampouco estimulou a obediência cega e obstinada a qualquer determinação com a capa de “línguas”, “revelações” ou “visões”.

Até porque, Deus nem sempre estar a endossar ou corroborar com tudo, e pode muito bem o homem falar de seu coração ou por um espírito enganador.
“Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” Deuteronômio 18:22
Ainda mais, Paulo complementou que não devemos, abruptamente, extinguir o Espírito de Deus, antes devemos, de antemão, ouvir, examinar e discernir, para reter o que é bom. Exercitando o poder do Espírito tanto na profecia quanto no uso do discernimento de espíritos em examiná-la.

Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem.” 1 Tessalonicenses 5:19-21
Portanto, raciocinar não “vem do inimigo” (clichê de icemitas), vem, sim, de Deus (até porque Ele nos deu essa capacidade).

Seria um paradoxo a blasfêmia contra o Espírito configurar-se por causa de uma dúvida precedida, a fim de, nobremente, um servo de Deus averiguar a idoneidade e procedência de um dom, doutrina ou orientação (leia-se ordenança). É um ensinamento bíblico, de Jesus e dos discípulos exercitarem a cautela, testificar palavras, ensinos e supostos carismas do Espírito.

Doutrinar seus membros a não exercerem o senso racional, crítico, a cautela, para se entregarem subitamente a todo tipo de ordenança e doutrina, é, evidentemente, um ensino avarento, maligno, diabólico, porque coloca o líder na posição de um “deus”, infalível e imaculado; e é tendencioso e calculista, acobertado de intenções escusas e interesseiras.

Até porque a Verdade não vive em temor, temendo subversões, contestações ou questionamentos, mas sim a mentira.
“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” 2 Coríntios 13:8
“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” Tito 1:9
A ignorância pressupõe a falta de conhecimento. E pela falta de conhecimento, leva o ignorante a abraçar todo tipo de “verdade”, levando-o a perecer.
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” Oséias 4:6
3) CONCLUSÃO
Portanto, o Espírito Santo é Deus. Ele nunca pode ser tratado como uma Instituição Religiosa, uma construção de alvenaria, um apanhado de doutrinas, personificado em um sistema religioso, em tijolos, em arranjos de flores, em doutrinas, em homens ou coisas assim.

Ele é um ser pessoa, e não está sob a tutela de nenhuma agremiação religiosa, nem de homem algum. Não há patente de exclusividade sobre o mesmo, a fim de que Ele esteja confinado dentro de quatro paredes de um grupo religioso qualquer.

Nas Escrituras encontraremos vários trechos em que podemos avalizar esse parágrafo. Todavia, esses líderes da “Obra” bem sabem que isso que está dito aqui nesse texto, que toda a nossa contestação procede da fé cristã, das Escrituras. É fato. Contudo, não cessam de praticar tal doutrinamento anti-bíblico, porque o amor à instituição ICM e o poder que ele atrai e proporciona os cega, os seduz de modo a produzirem e aplicarem esses estratagemas para manipular de forma obstinada e irreversível, na sede de mantê-lo e em função dele vivê-lo.
Por isso, dizemos, novamente, raciocinar não é pecado. Deus nos deu um cérebro para o utilizarmos. Um cérebro diferente de seres irracionais que agem apenas pelo instinto.

Deus não criou o homem para não poder ser homem, para se igualar a um animal irracional (pois que não raciocina, é irracional) nas mãos de outros homens que se dizem mediadores de ordenanças e vontades de Deus, em benefício “dessa Obra Maravilhosa”.

Questionar ou discordar não é pecado. O próprio Senhor Jesus por muitas vezes foi questionado, seja pelos religiosos de seu tempo, seja pelos próprios discípulos.

Ele nunca desencorajou o diálogo, o debate, Ele nunca disse que era proibido alguém contestar algo. Exemplos estão aos montes nos quatro evangelhos.
As Instituições religiosas com caráter de seita, essas sim, é que desestimulam as pessoas a questioná-las. Essas que se sentem com o status de Divindade, se ofendem por qualquer tipo de crítica, e não aceitam mesmo terem que se retratar contra quem eles erraram.

Antes, dizem que se retratar é falta de caráter.

Afinal, isso não passa de uma demonstração de fragilidade. São inseguros porque não conseguirão jamais justificar mentiras (embora não as enxerguem), então partem para falácias ardilosas, intolerância e gritaria. Orgulho, jactância, presunção, arrogância, vingança, ira, fanatismo, maldade, revanchismo, petulância, prepotência, injustiça, sede de poder, falta de humildade, entre outras, são as características que afloram explicitamente desses “corpos deformados” que arrogam ser exclusivamente o “Corpo de Cristo”.
“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” 1 João 4:18
Perseverem no Espírito Santo.

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Para não citarmos nomes de pessoas e preservarmos a privacidade dos mesmos que contribuíram com suas experiências, usamos no texto um personagem fictício

Para não citarmos nomes de pessoas e preservarmos a privacidade dos mesmos que contribuíram com suas experiências, usamos no texto um personagem fictício, cujo nome é João. Vejamos abaixo, então, como é a história desse(s) João (s) da vida:

1. João chega à ICM através de um convite de um amigo, recebe muito afago, contato físico e atenção demasiada, a qual, muitas vezes, notoriamente, forçada e artificial.

Encanta-se com o ambiente: os membros solenemente bem vestidos lhe impressiona; fica seduzido com a atmosfera piedosa do recinto; à espera do início do culto, o louvor tocado brandamente pelo teclado, harmonioso, lhe deixa com uma paz interior; as pessoas dentro do templo, bem sérias e reverentes denotam, aparentemente, a ele santificação. Ele arremata: Deus aqui habita!

2. João estar a visitar à ICM em fins de semana. Obreiros e diáconos lhe assistem sempre expondo as qualidades da ICM em detrimento das doutrinas Denominações. João começa a refletir que realmente a ICM é diferenciada.

São muitas qualidades, muitas virtudes. Seria a Igreja perfeita que ele tão sonhava?

Depois de um tempo como visitante, João é insistentemente convidado para fazer parte de certo “Grupo de Assistência”, de modo que, constrangido, para não passar uma imagem de um crente frio, acaba aceitando, até para se sentir benquisto e aprovado no meio.

3. João se converte, deixa os vícios e maus costumes.

Achava que era suficiente o abandono dos maus hábitos, dos costumes mundanos, mas com o tempo, ele ainda nota que é “diferente” ali dentro da “Obra”.

Procura daqui e dali, eis que diante do espelho ele tem uma espécie de “revelação” – é o cavanhaque. Ele acha que já ouviu alguém dizendo que “servo desta Obra não usa cavanhaque e barba. É aparência e servo”.

Acha um tanto quanto incoerente e ilógica essa “doutrina”. Resolve perguntar, mas obtém sempre a mesma reposta. Continua com suas incertezas, mas prefere ficar com o sentimento de “revelação” mesmo.

Até porque, ele já vinha meio que se sentindo “um peixe fora do aquário”, com o peso de se sentir diferente, daí se “liberta” do “cavanhaque”.

Acompanhado da “libertação” do cavanhaque, João começa a se vestir com roupa social, calça de pregas e camisa de botão, passada. Sua esposa, Maria, por sua vez, também por efeito de inclusão social, ou seja, psicologicamente se sentindo imposta e coagida pela atmosfera religiosa, “entende a revelação da saia”, isto é, ficou “liberta” da calça comprida e passa a usar somente saias e vestidos.

4. Com “aparência de servos”, João agora, notoriamente, passa a ser chamado pelos demais membros da igreja de “varão”, e Maria de “serva”, cujos epítetos,por vezes, são acompanhados de “valente” ou “valoroso(a)”. João nota essa diferença de tratamento, reflete, mas deixa para lá.

5. Ao se batizar, imediatamente passou a participar de reuniões, antes não permitidas a João, como o famigerado culto profético, por exemplo (mesmo João não entendendo nada, vai participando…); e alguns períodos de Seminários, agora, estavam liberados para ele. João começa a se sentir privilegiado, como estivesse crescendo, se elitizando espiritualmente…

6. Porém, sua sede pela Palavra de Deus era cada vez maior. João desejava ler o máximo que podia, e imediatamente surgiam as primeiras dúvidas, logo, ficava bastante confuso.

7. João questiona constantemente aos pastores e diáconos, e isso, na “Obra”, sempre gera muito desconforto, logo, está crescendo um clima de insatisfação e desconforto entre João e eles; porque a única resposta que João obtém é que ele “tem que buscar a revelação”, “porque ele está muito na razão”, “não pode raciocinar porque dúvidas não vêm do Senhor”, “a letra mata, mas o Espírito vivifica” e “ninguém pode explicar as coisas da Obra na razão”, “deve apenas OBDC a revelação”.

Essas frases começam a soar repetitivamente e fazer parte da cartilha que João passará a usar. João, então, fica com as dúvidas para dentro de si, porque, de certa forma, se sentiu até um pouco assombrado, quando o pastor lhe disse: “Varão, essa Obra é perfeita. Tudo é revelado.

Não podemos questionar a revelação. O Senhor zela por sua Obra. Cuidado, varão. Falo para o bem do irmão, essa Obra é séria. Não podemos viver a razão.

Não questione as revelações do Senhor! Entendemos o seu lado, mas o irmão quando alcançar a revelação e tiver uma experiência de salvação, não irá mais questionar as doutrinas da Obra. Olha… o irmão tem vindo à madrugada? Tem feito seminários? Irmão… pague um preço! O Senhor te dará uma bênção!”

8. Então, João começa a frequentar as madrugadas. Cético, João não consegue entender a implicação prática da madrugada, como a sua presença em um culto às 06 hs : 00 min, necessariamente, fará com que ele alcance a tal da revelação?

Fica com isso para si, e deixa para lá. “Obedece a revelação”. Vamos ver o que vai dar – pensa João. Depois, após algumas semanas “pagando o preço”, João recebe estudos do responsável pelo do “Grupo de Assistência” do qual ele participa, especialmente: Meios de Graça, Clamor pelo Sangue de Jesus, Consulta à Palavra, entre outros básicos.
9. Durante esses estudos, novamente, João irá fazer vários questionamentos e receberá um bombardeio de marketing de um lugar chamado “Maanaim”, a saber, que este lugar é “sagrado”, que é impossível sair de lá sem Deus falar consigo, pois que lá “o Senhor opera de forma diferente”, porque é um “lugar separado” por Deus para sua adoração, que é um “pedacinho da Eternidade” e todas suas dúvidas serão lá sanadas; por isso, “sairá de lá maravilhado, querendo permanecer e não sair mais de lá”. É isso que sempre dizem ao João.

10. Mais propaganda do “Maanaim” a João.

11. Em Seminários de Principiantes, no início, João ouve estudos sobre Bíblia: a Palavra de Deus, Clamor pelo Sangue de Jesus, Consulta à Palavra, Igreja Corpo de Cristo, Batismo com o Espírito Santo, Israel, Salvação, Dons Espirituais e, especialmente, o de Idolatria.

12. Durante todo seminário, João ouve falar sobre a “revelação”, que tem que obedecer à “revelação”, pois adorar a Deus e em espírito e verdade é “OBDC” à “revelação”, que tem que se curvar perante a “revelação”, que “revelação” é a Palavra de Deus, que a Palavra de Deus é revelada, e que para compreendê-la terá que ter “revelação”, e isto (revelação) será exemplificado pela história da forma que Jesus curou os três cegos.

13. No estudo de Idolatria, João ouve de forma sorrateira um texto bíblico que diz: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” 1 João 1:7.

Esse mesmo texto será usado de maneira distorcido, substituindo sorrateiramente uma palavra por outra a fim de endossarem a própria “Teologia da Obra”.

Sendo assim, João mais uma vez ouve que Jesus é a revelação de Deus e que a luz é a “revelação”, então eles pedirão para João substituir a palavra “luz” por “revelação”, então o texto passará ter a seguinte conotação:

“Mas, se andarmos na REVELAÇÃO, como ele na REVELAÇÃO está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” 1 João 1:7.
14. Então, João agora está determinado a “OBDC” a qualquer custo essa tal “revelação”, a qual na prática é qualquer ordem do Presbitério e pastores, sob a pena de não estar obedecendo a Deus, porque eles “alcançaram e têm revelação” que João não tem, por isso João tem que obedecê-los cegamente.

João começa a crer que os pastores da ICM são, de fato, especiais pois Deus constantemente está revelando a “revelação” para a Obra.
15. Ainda no estudo de Idolatria ouve que desobedecer a uma “revelação” é como pecado de idolatria, demonstrada na pessoa de Saul e que seu fim será fatalmente a feitiçaria com a pitonisa e a morte espiritual. João fica assombrado, e pensa:

“Misericórdia! Jamais vou questionar a revelação do Senhor!”

16. Uma exemplificação da desobediência idólatra (segundo a Teologia da “Obra”) é feita contando de forma bem humorada quando um “varão” recebe uma “revelação” para ir “dar assistência” no interior, mas sua esposa questiona de

como será possível devido às outras responsabilidades familiares. Então, eles, os professores de seminário, simulam um diálogo em que ela diz que se ele for, ela irá para a “casa da mamãe”.

Nesta hora a todos riem, e o neófito João, olha para lado e para outro, ri junto sem imaginar o que ainda lhe aguarda nesse trajeto “revelado”. Em seguida, o professor afirma que “desobedecer à revelação” para ouvir a esposa é uma “idolatria”. João meneia a cabeça, concordando com tudo.
17. João ouve inúmeras experiências maravilhosas, nesse sentido, que ocorreram há mais de 30 anos, o que, inclusive, contam o que ocorreu com um “varão valente”, obreiro, deficiente físico, que viajava quilômetros de ônibus e a pé todos os dias a uma cidade onde a “Obra” não havia chegado, e isso gerou grandes transtornos no seu matrimônio, devido a ausência no lar do varão, mas como ele era um “valente da Obra”, ele superou a sua mulher, dizendo ao Presbitério a respeito dela: “Ela não entendeu a Obra, pastor!” E todos dão “glória a Deus” nesse momento.

18. No final do seminário, João ouve uma mensagem sobre Apocalipse: “A revelação”; então, será contada uma história vivida somente pelo líder da “Obra”, esse professor, normalmente o próprio líder, irá chorar pela “Obra”, dará um espetáculo de autocomiseração, e João, comovido pelo contexto piedoso, ao ver todo o ambiente chorando, se deixa levar, e chora também. Ao final cantam o hino “Jesus, quero amar-te até morrer”.
19. João sai deste seminário dizendo que ama Obra; e que deve dar a vida por essa Obra; e que a agora a Obra é sua vida e sua vida é a Obra; e não há outro lugar para ir, senão for a Obra; e que não pode trocar essa Obra nem por sua família. Naquele momento, no Seminário, em seu subconsciente ele chega à conclusão de que JESUS = REVELAÇÃO = OBRA, e não conseguirá dissociar essas três coisas; assim, diz que amar a “revelação”, amar Jesus e amar a “Obra” é tudo a mesma coisa.

Está muito confuso, porém, de certa forma, parece estar feliz, seguro por ter encontrado uma igreja tão “perfeita” e “completa”, que sabe de tudo; mas, ao mesmo tempo, encontra-se inseguro por tanta “perfeição” (?).
20. João fica encantado com os “segredos da Obra”. “É muita revelação!” – arremata João. Ele volta do “Maanaim” realmente contagiado e ansioso para poder divulgar tudo que lá ouviu e viu. Chega à igreja, e todos perguntam: “E aí, varão, o maanaim foi uma benção?!” João, meio que impulsivamente, sempre responde o mesmo de todos os demais: “Foi uma benção! Dá vontade de não sair mais de lá!”
21. João sente um enorme orgulho por fazer parte de um povo “ordeiro”, “organizado”, “nobre”, “fiel” “especial”, que “sabe coisas que Deus revelou só para eles”, que “receberam um chamado”, que detém “segredos da Obra”; por pertencer a esta “parentela”, ao mesmo tempo é acometido de uma sensação de que não é digno de tamanha confiança.

22. Após este contato inicial, João está freqüentando mais os “Maanains”, e, ouve, algo surpreendente de um Diácono: que lá no “Maanaim” de Vitória é super diferente, lá “a Obra tem mais alcance”, inclusive, anjos e querubins andam e sobrevoam aquele lugar, pois é um “pedacinho do paraíso na terra”.

Nesses novos seminários, João é estimulado a se empenhar na “Obra”, ser um “valente de Davi”, e viver a “Obra como forma de vida” e entender “Os Limites do Espírito Santo”, lutar contra a “Síndrome da queda espiritual”.
23. Ao retornar de um desses encontros, João está empenhado em viver a “Obra como forma de vida” e deseja, ardentemente, ter experiências semelhantes às contadas no “Maanaim”.
24. Nas reuniões de “Grupo de Assistência” será convidado a chegar mais cedo ao templo para participar de trabalhos de limpeza e conservação, e também participar de “madrugadas” e “visitas no lar”, e então, numa oportunidade ele substituirá o responsável de grupo em algumas reuniões, aí ele começará a pegar gosto pela coisa, se sentido importante, um “valente”, um “nobre”.
25. É dito a João que haverá um culto especial, por isso, não pode faltar, o pastor vem à igreja, juntamente acompanhado de outro. Seu nome é dito no final do culto, ele meio que fica surpreso, é chamado à frente, e as senhoras começam a chorar. Agora, ele é chamado pelo título de “obreiro”, está usando terno e gravata, e fica na porta sempre que possível, todo orgulhoso, pois, agora, oficialmente, João é um “valente da Obra”.
26. Sua esposa, Maria, está participando da “reunião de senhoras” e foi “levantada” para o “Grupo de Louvor”.
27. Sua filha está aprendendo algum instrumento (normalmente o violão).
28. Assim, João está pronto para acompanhar diáconos em assistências no interior ou cidades próximas. Na verdade, ele é bastante útil, pois seu carro é usado para levar aquele diácono que ainda não tem veículo próprio.
29. João já está dirigindo o louvor e reuniões pela “madrugada”, vez por outra, entrega uma mensagem, no meio da semana, baseada em algumas mensagens pré-formatadas, entregues por seu pastor, ou anotações que faz numa agenda sempre que tem reuniões de obreiros do pólo ou em Seminários. Muitas dessas mensagens, senão quase todas, são baseadas tão-somente nos livros de Êxodo, Josué, Samuel e Reis. No começo, quando começa a pregar, é supervisionado pelo pastor; depois não mais.

30. Sua sede pela Palavra é grande, e João vai ler a Bíblia, não compreenderá muita coisa do Antigo Testamento, e então parte para o Novo Testamento, logo, verá algumas coisas estranhas a que ele está vivendo – é diferente -, principalmente nas cartas de Paulo, e fica angustiado, irrequieto e inseguro. Mas procura fazer de conta que leu, e tenta fechar os olhos para esse conflito que está nascendo em si.
31. João vai questionar o responsável de grupo, o diácono, e até mesmo o pastor sobre o que ele leu na Palavra, então receberá, de novo, a mesma resposta de todos eles: “É que você esta lendo na “letra”, e a letra mata! Você precisa alcançar a revelação. Buscar a revelação além da letra! Essa Obra vive na revelação!”.
32. Como João “não tem” a tal “revelação”, fica preocupado, e como tem cultos todos os dias, João conclui que é melhor continuar indo à “igreja” sem faltar nenhum dia, para ouvir “a revelação” transmitida no púlpito, pois assim não corre o risco de morrer pela “letra”, como lhe ensinaram, e anota toda “revelação” nos cantinhos das páginas bíblicas ou na agenda.
33. Passou-se mais um tempo, e surgem alguns questionamentos, pois João vê algumas atitudes de pessoas, em especial de pastores, que o deixam um tanto quanto decepcionado. Imediatamente, João procura algum irmão com mais “tempo de Obra”, e pergunta o que a pessoa acha de tal atitude, ao que a resposta é rápida e pronta:

“Você não pode olhar para o homem, tem que permanecer na revelação. Se olhar para o homem não conseguirá permanecer nesta “Obra Maravilhosa”. Porque na escola aprendemos o ABCD; na Obra, o nosso alfabeto é o OBDC. Não podemos falar do pastor, não podemos tocar nos ungidos do Senhor. Não podemos olhar para homem! Cuidado! Você está na razão!”.
34. Ao fazer uma visita a um enfermo com o pastor, João pensará que verá uma cura ou um sinal de maravilhas (até mesmo em virtude dos testemunhos no “Maanaim”) em um irmão com uma enfermidade grave. Entretanto, João, decepcionado, ouve o pastor dizer ao moribundo: “É, meu irmão, o importante é que na eternidade não teremos mais doenças”, ou então:

“Varão, com a imposição de mãos, ele foi curado de sua enfermidade espiritual! Vamos orar mais, né!? Vamos colocar isso diante do sinhô!”;
35. Na congregação, ao assistir juntamente com o pastor certo obreiro que está com depressão, João ouve do pastor ao obreiro: “Meu irmão, isso é coisa do adversário, pois saiba que na “Obra” não temos tristeza. A “Obra” é de  descanso.

Você está bem oprimido, hein? Sabe o que você precisa? Vou dizer: Você precisa de uma libertação! Depressão não é do Senhor! Isso é o Inimigo na tua vida!

É melhor você ficar em casa para não contaminar os irmãos! Pensa bem o que as pessoas vão falar… Como vão pedir oração a você, se você vive com esse semblante depressivo, triste? Misericórdia..

. O sinhô está me dando uma revelação, agora! O sinhô está me dizendo que você tem que pagar um preço! Você tem que ter coração cheio de Obra! Tem que ter Obra no coração! Mentalidade de Obra! Se dedique mais aos mutirões de limpeza! Venha às madrugadas não só no dia do teu grupo, venha todos os dias! O irmão tem que se dedicar mais à Obra, senão ó… já sabe, né?
36. Durante toda a semana João sempre ouve mensagens pré-fabricadas, de enfoque motivacional, em resumo, sempre dizendo:

“Nosso descanso é na eternidade, não podemos nos envolver, nem se preocupar com as coisas materiais.” Então, João conclui que só será feliz na eternidade, enquanto isso aguenta o inferno aqui na Terra, e, às vezes, nem se esforça para mudar certas situações ruins que ele e a família vivem.
37. Pelo entendimento “além da letra”, João ouve que tudo é espiritual: Pobre = pobreza espiritual; Fome = fome espiritual; Necessitados = necessitados espirituais; Enfermidade = enfermos espirituais, etc. João fica meio cético e decepcionado, mas “amém”, afinal, essa “Obra é revelada”, é o “projeto” de Deus – reflete João, que ainda não percebia que “espiritualizar” tudo era mais cômodo do que ter que resolver certas questões que requerem muito mais do que oração, requerem, sim, atitude!
38. João vê que a Palavra diz que temos que ajudar as pessoas, socorrê-las, mas aprende que na “Obra” isso se trata, na verdade, de entendimento “letra”, e as necessidades são espirituais, e que todas as necessidades físicas só serão supridas na eternidade. João aprende que quem gosta de cuidar e visitar asilos, mendigos, presidiários e carentes é a “religião”e os “movimentos” da “mescla”.
39. João, pestanejando, acha isso estranho, e começa a se questionar: “Bom, então a melhor coisa que eu posso fazer é me desejar a morte, já que tudo que eu posso fazer é aguentar, até chegar à eternidade.”, e a pergunta é: “Será que só eu estou vendo isso? Está tudo errado ou eu estou errado?”
40. Agora, João tem muitas dúvidas e questionamentos, e vai para o terceiro período do “Maanaim” onde receberá uma enxurrada de estudos carregados de experiências terríveis de pessoas que “saíram a Obra”, “falaram mal da Obra” e “discordaram e questionaram o ministério” – “tocaram nos ungidos do “Sinhô” -, e como elas acabaram e que fins trágicos tiveram por causa disso.

Recebe o estudo “Síndrome da Queda Espiritual” e “Enfermidade no Corpo”, e vê que ele se encaixa na maior parte dos “sintomas” e “sinais”, logo chega à conclusão de que realmente o problema era ele, logo, fica muito grato à “Obra” por ter paciência consigo, por lhe alertar. Por fim, agradecerá a Deus porque ninguém percebeu que ele, na verdade, estava com esta tal “doença”.

41. Ao ouvir o estudo “Histórico da Obra”, João chorou. Deixou-se levar pelo choro do professor e da platéia, e pede para que Deus nunca lhe tire “dessa Obra Maravilhosa”, que jamais tenha “dúvidas” acerca “dessa Obra”, que ele está disposto a morrer pela “Obra”, trocaria até sua família pela “Obra”, que a “Obra” é seu trem para a Eternidade, e é suscitado a perguntar a si mesmo:

“Para onde eu irei, se só na “Obra” eu tenho a Salvação?”

E que um dia ao falarem dele possam contar como viveu a “Obra”; e se ele vier a morrer, quem sabe, poderão contar a sua história, ou até testemunhar de como ele foi um “valente da Obra Revelada”.
42. Agora que já fez o terceiro período, João foi convidado a participar de uma equipe de “Maanaim” (Trânsito, Apoio, Hospedagem, Segurança, Cozinha, Grupo de Louvor, Limpeza ou alguma em que sua especialidade profissional seja útil – se for policial ou militar, prontamente será utilizado).
43. João faz viagens para assistência cada vez mais constantes.
44. Certo dia, João, no culto-profético, recebe uma “revelação” de uma senhora muito espiritual – ele será o “servo do portão”, e fica no portão recebendo os irmãos que vêm ao culto.

Até que, momentos antes do culto iniciar, um senhor mendigo aparece no portão pedindo para adentrar e assistir ao culto. João, confuso, deixa-o adentrar.

O “ungido” vendo aquilo, repreende João asperamente falando a respeito de “zelar a imagem da Obra”, pois aquele homem estava “oprimido”, e não estava “apto” para adentrar à “Casa do Senhor” com roupas maltrapilhas e de mau cheiro. João, então, é ordenando a “convidar” a que o mendigo se levante e se retire do templo, e volte mais adequado.

O mendigo sai arrasado, e diz que não tem para onde ir, não tem outra roupa, e com lágrimas nos olhos e revoltado, pede uma ajuda a João, mas João diz que a “igreja” só oferece alimento espiritual, e diz que o máximo que ele pode fazer é orar por ele.
45. A cada quinze dias João está no “Maanaim” (como participante ou trabalhador).
46. Na segunda-feira João tem reunião do “Grupo de Assistência”.
47. Na terça, reunião com o “Grupo de Louvor”, para o qual foi recentemente levantado.
48. Na quarta, vai dar assistência em uma igreja de outro bairro.
49. Na quinta, “Reunião de obreiros”.

50. Na sexta, é para dar atenção à família, mas João está esgotado de cansado, mas ouviu que tem obreiros displicentes que não estão fazendo o culto no lar na sexta, e ele não quer ser um desses.
51. No sábado à tarde, João está no “Maanaim” ou viajando para alguma “assistência”; nos sábados livres, João está fazendo reformas e mutirão na “igreja”, ou em algum ensaio de “Grupo de Louvor”; ou acompanhando a sua esposa no “Culto de Senhoras”, ou foi deixar a filha em outra “igreja da Obra” para o ensaio de “Grupo de Louvor do Maanaim”.
52. No Domingo pela manhã, culto; à tarde, visita ou evangelização; à noite, culto e assistência depois, ou quem sabe um culto na casa de um visitante, um enfermo, ou um novo convertido.
53. João é levantado para o “Grupo de Intercessão”: reuniões toda terça-feira, depois do “Grupo de Assistência”. Ele fica ao mesmo tempo cético, devido ao aumento de afazeres e responsabilidades na “Obra” e feliz pela confiança do “Senhor” nele. João finalmente vai saber o que se trata tanto lá, uma vez que é tudo muito secreto e oculto (como dizem), apesar de sempre vazar informações ditas “confidenciais”. Pelo menos agora ele saberia antes dos demais da congregação.
54. Maria é levantada à “professora de crianças” e para ser uma das senhoras responsáveis pelo “sagrado” arranjo de flores e toalha do púlpito.
55. Ao completar todos os períodos de “Seminários”, os oito, suportar as provações, após viver fanaticamente a “Obra como forma de vida”, João é “levantado” ao diaconato num encontro de batismo no “Maanaim”. Todos choram, e sua esposa recebe parabéns dos membros.
56. Além de tudo o que ele já conquistou na “Obra”, agora, a distinção do diaconato: João poderá impor as mãos nas orações. Com a sua subida na hierarquia, terá poder de mando sobre os “obreiros” e os demais, e só dará satisfação, agora, ao “ungido” e ao pastor.
57. No “Grupo de Intercessão”, João ouve histórias de problemas sérios de família, casais querendo se separar, filhos envolvidos com drogas, diáconos com problemas financeiros, pastores passando necessidades, mulheres de pastores “que são uma luta”, que certos membros não estão dando o dízimo, e ouvirá muita fofoca sobre a vida de cada membro, e o pastor estabelecendo que averigúem a vida de certos membros, e ficará muito confuso, assustado e decepcionado.

58. No “Grupo de Intercessão ” toma conhecimento, através de uma “senhora linha de frente”, que a irmã dela, que é da Assembléia de Deus, e reside no mesmo condomínio do “obreiro” Fulano, disse-a que esse “obreiro” está indo, vez por outra, visitar a igreja dela (irmã), na qual o irmão do obreiro Fulano é diácono.

59. João fica espantado com a cena: as caras de escândalo e de assustados dos irmãos que compõe o “Grupo de Intercessão” ao descobrirem esse “sacrilégio” do “obreiro”. Parece que receberam uma notícia como alguém tivesse falecido.

João olha imediatamente para o pastor, e percebe o rosto dele de decepção, ciúmes, de choque, e, ao mesmo tempo indignadíssimo, muita raiva. Imediatamente, um obreiro “usado”, muito querido pelo pastor, tem um “dom”:

“Ele via que certo varão da “Obra” estava caminhando no deserto, com uma Bíblia e uma coletânea, e pisou numa areia movediça e começou a afundar, mas vinha anjo e descia um fio de prata para resgatar o varão, e o mesmo lhe entregava um bilhete no qual estava escrito: “Palavra Revelada”.
60. O “dom” é “consultado”, e João dá o “discernimento da visão”: “O varão é alguém da “Obra”, pois estava com a coletânea da “Obra”; o deserto é o mundo; a areia movediça são as doutrinas do mundo, e o afundamento é o resultado do que acontece com aqueles que escutam essas doutrinas da “religião”: é areia, fragmento de rocha, leva à morte espiritual, perde a salvação; mas um anjo do “Senhor” era enviado e salvava-o com um fio de prata, que é a salvação; o bilhete que tem escrito “Palavra Revelada” é que só a “Obra” possui, e nos leva à Rocha, é o Senhor Jesus”.

O pastor e todos concordam consigo, e interpretam da mesma forma. Então, o pastor tem uma “revelação”, e diz que esse “varão” é o obreiro Fulano que está se misturando com a “religião” (no caso, visitando a Assembléia de Deus), e ele precisa de uma “libertação” e “provação”, por isso vai para o “banco”. Punição para o obreiro!
61. Mesmo no diaconato, é agora que João continua mais dedicado em participações em “reuniões de obreiros”, e ouve sempre as mesmas mensagens como: “Servo Devedor”, “Orkut”, “Mordomia”, “Apostasia e Heresia”, “Salvação: Ato e Processo”, “Mescla”, “Obra e Religião”, “Sansão e Dalila” etc.
62. João está cansado, exausto, faz anos que não passeia com sua esposa, nem com seus filhos, então vai para outra “reunião de obreiros” que o tema será: “Josué e Calebe”, “Há muita terra para conquistar”, “Valentes da Obra” e “Limites do Espírito Santo”.

No final da reunião, todos cantam o hino “O estandarte desta igreja”, e sai super motivado a continuar. E um discurso fica reverberando em sua mente: “Essa Obra não é para fracos, se quiser sair pode sair. Não precisamos de covardes! O Senhor não precisa de você, pois se você sair, ele levantará três no seu lugar!” João está aterrorizado!

63. João recorda o que aprendeu: que “servo dessa Obra” não questiona, não murmura, não discorda, apenas cumpre e obedece a tudo – “Que a “Obra” não é para fracos e covardes!” Mesmo que o mandante esteja errado, é esse é quem dará conta a Deus, pois a “revelação” é inquestionável; que os líderes são quem devem pensar por ele, e que, de novo, “na escola ele aprende o ABC, e na “Obra” o “OBDC”.
64. João é “levantado” como professor de adolescentes, e, agora, às quartas, também, terá “reunião para busca de assuntos e também didática”. Sua mulher é levantada à “senhora linha de frente”.
65. João gradativamente foi se afastando de sua família (pais, irmãos, tios, avós etc.) porque ele cria que ela não tem “entendimento a Obra”, não sabe o que é ter “mentalidade de Obra”. Mesmo sendo evangélicos, coitados, estão na “religião”, no “movimento”, na “mescla”, na “tradição”, acredita João. Seus antigos amigos lhe chamam de fanático (não pela sua devoção a Deus, mas sim pelo seu comportamento obstinado, seco, intolerante e preconceituoso), porém João já estava “vacinado”, pois no “Maanaim” o preveniram de que isto aconteceria.
66. Depois de anos ouvindo piadas de humor negro de pastores sobre o diaconato, de receber ordens do pastor a pregarem para os jovens, realizar trabalhos para a “Obra” no interior, não perder nenhum mutirão no templo e no “Maanaim”, João continua como “diácono”, mas agora, como uma espécie de diácono responsável por um trabalho que está sendo aberto num determinado bairro.
67. Então, João começa a ser sondado pelo pastor sobre sua “unção” – “Queremos levar teu nome, então é melhor ver como está o crescimento do teu grupo”. E, logo João percebe, pela intimidade que adquiriu com o pastor, que a indicação de cargos e funções não passa de uma grande politicagem e empatia sobre as pessoas. Mas, mentindo para si mesmo, continua acreditando que é o Senhor quem “revela”;
68. João aprendeu que a “Obra” é de resultados, por isso seu grupo tem que crescer a qualquer custo; todo batismo tem que ter pelo menos algumas pessoas provenientes do seu “Grupo de Assistência”; ouvirá isso constantemente, e sairá como um louco dando um jeito de fazer o grupo crescer, até mesmo competindo com os outros capitães de grupo, afagando os visitantes fingidamente, no intento de cooptá-los ao seu grupo.
69. Agora João é responsável pelas inscrições de “Maanaim”, e terá que muitas vezes tirar dinheiro do próprio bolso para bancar a ida de pessoas do seu grupo que ainda “não se definiram na Obra” e tem que resolver isso.

70. João recebeu a “unção”, agora é “ungido do Senhor”, uma choradeira geral na igreja. Agora não é mais diácono, mas também não é pastor, não sabe muito bem o que pode ou não fazer, também não lhe será ensinado nada sobre isso; mas uma coisa é certa, ele será o maioral da igreja, depois do pastor, e poderá “exortar” e se impor sobre a igreja, e também não será mais objeto de piada de pastores por ser diácono.
71. Participa de “reuniões de pastores” e de reuniões sobre assuntos “confidenciais”.
72. Nos seminários e encontros, ele se sentará em lugar especial, tomará café e almoçará em lugar especial, comerá comidas especiais, terá alojamento especial, colocará seu carro em local especial, irá dirigir o louvor em algum desses encontros, e até ganhou uma igreja para cuidar, mas tem que fazê-la crescer – é o teste.
73. Surge o primeiro problema na igreja que João “está à frente”: certo obreiro apareceu de cavanhaque. Punição: “Banco”! O seu pastor apóia sua decisão! Cassa as funções do jovem, e determina que ele se assente no último banco do templo, e passe a ir à “madrugada” e consagre um jejum em um mês para se “libertar” dessa “opressão”!

Assim como ele aprendeu, João “exorta” o obreiro que servo tem que ter aparência, tal como um soldado militar é bem arrumado e obediente, servo de Deus, também, deve ser.
74. Como sua dedicação está sendo em período quase integral, João foi negligente na sua vida profissional, sua produtividade baixou. Se é autônomo, pior ainda. Então, as lutas financeiras chegaram. João pensa em abrir sua situação na “reunião de pastores”, mas para piorar, sua filha foi vista de calça comprida, por isso lhe foi chamado à atenção, então melhor deixar esse assunto para depois.

75. As coisas pioraram, angustiado, morrendo de medo, mesmo assim João abriu a situação para o coordenador, o qual foi muito compreensivo e tranquilamente disse: “Isso é assim mesmo, varão! Você é “ungido”, e o período da “unção”, é período da “provação”.

Não se preocupe, vamos orar com você na próxima reunião”.
76. João volta a se reunir com o coordenador e pastores, ao orarem tiveram um “dom”, que ele estava escalando uma montanha, estava cansado e machucado de modo que atrapalhava a sua subida, mas uma mão lhe levantava e lhe colocava no topo. João fica emocionado, mas algo lhe diz que achou muita coincidência o “dom” só após tem contado ao coordenador.

Afinal, há tempos estava passando tais dificuldades, e só agora, depois que ele anunciou ao coordenador, é que Deus supostamente falou? João, reflete, mas deixa para lá – “o sinhô sabe todas as coisas”

77. Profecia cumprida: João foi ordenado ao ministério da palavra. É isso mesmo. Agora João é um poderoso pastor. Agora é ele quem manda, quem dá as ordens, quem terá “obreiros” para lhe seguir; será respeitado, admirado, bajulado,

servido, reverenciado, afagado, bajulado, servido, bajulado, servido, bajulado, afagado, bajulado, afagado, bajulado, servido, bajulado etc. Agora, todos os diáconos querem ser amigo e íntimo de João! Todos concordam consigo, jamais discordam de João. Sempre riem das piadas sem graça de João. Os obreiros, da mesma forma, sempre fazendo média com João. João gosta, fica envaidecido…
78. O obreiro “desacertado”, aquele do cavanhaque, não mudou. Agora, João como pastor faz o que tinha vontade de fazer antes, conforme a intolerância que fora doutrinado em Seminários e reuniões: acaba o namoro dele com a jovem professora. “O siô-mostrô que…” que o jovem está acometido com a “síndrome da queda”! Veio para igreja de cavanhaque, embora agora, com rosto feito, posto no “banco”, vindo às madrugadas e jejuando todos os dias, foi visto, segundo o que foi apurado na reunião do “Grupo de Intercessão”, de bermuda e chinela caminhando no shopping junto com a namorada professora de crianças. Ovelha não se deve misturar com um “bode”, justifica o pastor João, de novo, segundo o que lhe foi ensinado.
79. Sua dedicação aumenta, João é visto como exemplo, e agora ele cuida de umas três igrejas, além de ser o responsável por alguma equipe do “Maanaim”.
80. Mais um problema em sua igreja: o Diácono, que era seu braço-direito, está se separando da esposa. Motivo: A mulher não “entendeu a Obra”.

Diácono dedicado, “com “Obra” no coração”, mas a esposa reclama de solidão, ausência, desatenção, frieza, diz que o marido a trocou pela igreja. João fala ao diácono: “Varão, é assim mesmo, as mulheres são uma luta. Mas se ela quer separar a culpa é sua, porque você não teve sabedoria em educar sua mulher”. Fim de casamento, diácono perde todas as funções e o “cargo” na igreja, mas permanece firme e forte na “Obra Maravilhosa”, “esperando no sinhô” uma nova “serva valorosa”.
81. Como a área está com alguns ministérios envelhecidos, e até de alguns “questionadores” e “rebeldes”, o coordenador pede para João ficar de “olho” e diz que está precisando trocar alguns pastores da supervisão de pólo.
82. João fica de “olho”, e rotineiramente entrega relatórios constantes sobre as atitudes de alguns pastores por questionar e desobedecer ao PES. Até mesmo os mais chegados e que confiavam nele, foram observados e relatados, visto que, como esses estão “sem Obra”, João tem que ajudar a preservar a “Obra Revelada”. Ele pensa: “Ah! Mas se a vida deles for destruída?” Porém, faz a ressalva: “O mais importante é a “Obra” ser preservada”.

83. Obediência cega = cargo garantido. João foi colocado como supervisor de pólo. Sim, João está acima de pastores mais antigos do seu pólo. Agora, eles terão que lhe obedecer. No começo ele está meio temeroso, por isso sempre pergunta a opinião dos outros, mas, com o passar do tempo, percebe que eles estão envelhecidos mesmo, e terão que compreender a “nova dinâmica da Obra”.
84. Que coisa maravilhosa: Segunda reunião com os pastores do pólo; terça “Grupo de Intercessão” de uma das igrejas; quarta “Grupo de Intercessão” de outra igreja; quinta “Grupo de Intercessão” de outra, essa que também trata de assuntos do pólo.

A “revelação” dada ao PES é que as reuniões são para acabar às 21h:00min, mas é muito assunto, e o Senhor vai entender que é mais importante tratar os assuntos da “Obra”, então, normalmente, termina depois das 22h:00min. Afinal, não conseguem destrinchar a vida de todos os membros m pouco tempo.
85. Nesses dias da semana, normalmente, sua esposa e filhos voltam da igreja para casa mais cedo, enquanto João fica nas reuniões.

Depois dos filhos dormirem cedo, para colégio de manhã cedo, que, aliás, João é quem vai deixá-los depois do culto da “madrugada”, antes de entrar no serviço.

A esposa, porém, lhe espera voltar da igreja para pôr a sua janta, e depois ir dormir lá pelas 23h:30min. Quando resolvem ficar na igreja, a esposa e filhos ficam nas dependências do templo com as demais esposas e filhos dos outros pastores conversando sobre a vida de corre-corre dos maridos por sempre estarem comprometidos com a “Obra”;
86. Terça-feira, dia de reunião do “Grupo de Intercessão” de uma de suas igrejas: Fica sabendo que um jovem instrumentista foi visto no carro escutando música sertaneja; também, fica sabendo, por um diácono, que o outro diácono, o que faltou culto, aprecia muito as pregações de um pastor da “mescla”; e, por fim, toma conhecimento que há um novo visitante na igreja questionando muita a “Obra”.

Dons surgem – para o primeiro caso: o jovem que escuta música do “mundo” precisa “pagar um preço”, precisa de uma “libertação”, está dando mau testemunho fora da igreja, vai para o “banco”; segundo: o diácono é repreendido, e fica impedido de subir a púlpito durante 02 meses; e, terceiro: determina-se ao “ungido” que repasse à igreja a não se aproximar mais desse homem “oprimido” e deixar ele falando sozinho.
87. Sexta–feira, dia de ir ao “Maanaim”, João vai direto do trabalho ou passa em casa rapidinho para pegar as coisas, nem chega ver a esposa e os filhos. Está na preparação do “Maanaim”, supervisionado sua equipe, e vendo as falhas das outras equipes para tratar na próxima reunião, e é claro, entregá-los para o coordenador, afinal, agora João é da confiança dele, o braço-direito.

88. No sábado de manhã, acorda no “Maanaim”, ou está ministrando aulas, ou assistindo vídeo conferência, ou na correria da sua equipe, e quase não falou com a esposa e a filha. Seu filho, com 10 anos, em tese, não pode ir ao “Maanaim”, segundo a “doutrina da Obra” – mas como João é pastor, ele tem moral, e seu filho vai muitas vezes, mas fica nos bucólicos alojamentos de pastores com os filhos dos demais pastores.
89. No domingo, novamente, “Maanaim”. Pela manhã está participando de batismos, ministrando ou assistindo aulas. À tarde, sua esposa e filha voltam para casa, permanece no “Maanaim” junto com os outros pastores e “ungidos” para preparar os assuntos da próxima “reunião de obreiros”, ou reunir sobre algumas outras questões, ou sobre o que levarão na reunião com o coordenador da área.
90. Domingo à noite tem culto, antes, João tem um importantíssimo assunto para tratar com os jovens – orkut e internet ou namoro na “Obra” (sempre os mesmos assuntos) -, às 18h, e percebe que está difícil encontrar um dia para ele fazer uma vigília.
91. João soube que está tendo um desentendimento das irmãs responsáveis pelas “senhoras linha de frente”, e elas estão há 02 meses querendo falar consigo. Então, pede-as para o procurarem no intervalo do seminário de 7º período da semana quem vem.
92. João já não conhece mais as pessoas da sua igreja, mas chama os diáconos, e lembra-os de que são a extensão do ministério e que confia neles.
93. Ah! Seus problemas financeiros ainda não acabaram, desde o período da “unção” estão cada vez maior.
94. No sétimo período, João ouve o “presidente da Obra” dizendo que o problema da “Obra” são os pastores que não amam suas ovelhas, são duros, não sabem assistir.

Que as ovelhas têm que denunciá-los! Logo, ele fica com medo, receoso, ao mesmo tempo confuso, pois em reuniões, pelos testemunhos dos líderes e nos próprios seminários e reuniões de pastores são instruídos a serem bem severos com “murmuradores”, “enfermos” e “questionadores” da “Obra Revelada”. Mas, deixa para lá, faz de conta que está tudo bem.
95. João comenta com sua esposa, voltando para casa no domingo à noite, que deseja estudar para algum concurso público, porque sua vida estaria estabilizada, para viver a “Obra como forma de vida” com mais tranqüilidade. A esposa ri alto, e se chateia: “Se você não tem nem tempo para a família, vai ter tempo para estudar?! Tem que estudar sabia, disso? Em vez de se preocupar com estudos, devia se dedicar ao trabalho e à família, e parar de se dedicar a obra”, pois estou exausta e angustiada há muito tempo por tanta solidão e dificuldade financeira.

A Igreja não vai colocar comida na boca dos teus filhos e nem pagar as tuas contas!” João apenas responde: “Você me respeite! Você é uma serva! Eu sou cabeça da casa! Você tem que ter “mentalidade de Obra”! Misericórdia! Como pode falar assim da “Obra”! Bem que o pastor GDT falou, que a maior “luta” para o ministério são as esposas que acabam jogando culpa da atual situação do casamento na “Obra”.”

96. Na última reunião de pastores um “companheiro” abriu um assunto particular – casamento -, e foi tratado com certa dureza pelo coordenador, João não concordou com aquilo. Mas ponderou consigo, porque o coordenador deve saber o que está fazendo, afinal, tem mais “experiência de Obra”.
97. João sabe que tem outro pastor com sérios problemas conjugais, tem outro que o filho esta namorando uma menina “do mundo”, o outro tem uma filha “desacertada” que só anda de calça comprida, a esposa do outro é uma problemática, fofoqueira, autoritária e petulante com as ovelhas do marido. Fica sabendo, ainda, que há vários pastores endividados, ouviu até uma história que há outro que já dorme em cama separada da esposa. E aí, João pensa: “Meu Deus quanta tribulação a “Obra” está passando!”;
98. João está preocupado com estes pastores, afinal de contas, alguns deles foram seus amigos, lhe assistiram, lhe instruíram e lhe prepararam. Tem dois deles até que foram seus amigos antes de se converterem, mas João conclui que é melhor não se envolver muito, para ver o que vai acontecer;
99. João sabe que são pessoas de boa índole, sinceros, honestos, éticos, mas outro pastor, recém ordenado, os “entregou”, e foram expostos diante dos demais pastores, e se sentiram humilhados. O coordenador pegou pesado, julgou-lhes! Gritou com eles! Mas João sabe que não é assim, mas teve “dons”, então tem que se calar, afinal, “o sinhô sabe todas as coisas”.
100. Um destes “companheiros” está no seu pólo, então, João é orientado, pelo coordenador, a observá-lo. João viu que esse pastor está em dificuldade, está errando, mas não tem tempo para se envolver e ajudá-lo.

Esse pastor diz a João que precisa de alguém, de um amigo, para conversar, desabafar, de um socorro, mas a situação dele é difícil; então, “por amor à Obra”, ele passa relatórios ao coordenador de como o pastor está se comportando, “está sendo covarde, não está sendo valente”, e não se envolve para não se contaminar com a “síndrome” desse pastor, também, porque isso pode por em risco seu prestígio com coordenador.

101. Esse pastor é mandado para uma igreja menor, ou de preferência para ficar junto de outro pastor “com o coração cheio de Obra”. Esse pastor, lá, é orientado a não usar o púlpito por um tempo.
102. João se sente culpado, fica com o coração pesado pelas restrições que esse pastor amigo dele está submetido, mas pela “Obra” João faz qualquer coisa, afinal, ele aprendeu: “A Obra é minha vida. A minha vida é a Obra. Não podemos trocar essa Obra, nem pela nossa família!”
103. Bom, como João não tem tempo para mais nada, que dirá para estudar a Palavra, como no começo quando almejava seguir a Cristo, e, a propósito, até esqueceu que é para isso que as Escrituras servem: instruir ao Evangelho. Mas, não importa, tem que obedecer a “revelação”, obedecer, obedecer e obedecer! Mas João continua o que sempre aprendeu: pregar exatamente o que vem nas circulares do Presbitério (PES).

Até porque para que perder tempo lendo a Bíblia, se o PES já manda tudo “mastigadinho, bem quentinho, direto da eternidade”, através de “apostilas reveladas”, áudios e vídeos para imitá-lo? Há muitos estudos e pregações que João recebe, chegam sempre para ele por e-mail, de irmãos que receberam de outros, que receberam de outros irmãos, que são ligados a alguém do PES, e assim vai. Vários estudos têm até o timbre do PES.
104. No último “Maanaim” fizeram algumas perguntas bíblicas que nenhum pastor soube responder, algumas perguntas foram até ignoradas, fizeram até de conta que não ouviram. Então, João pensou que era um absurdo. Mas ele ficou aliviado, pois não perguntaram para ele. Se João já tinha um sentimento de culpa, este sentimento é ainda maior.
105. Na reunião de pastores, certo pastor questionou algumas atitudes arbitrárias e orientações despóticas do Presbitério, conseqüência: foi esculachado por palavras pesadas e humilhado. João presencia o coordenador dizer veementemente:

“É por isso que você está cheio de dificuldades. Vamos orar!”. Mas veio um dom: “Tinha uma nuvem negra na cabeça desse pastor, mas veio um vento e soprou ela dali.” O coordenador continua e aponta: “Por isso que nossa região não cresce, não podemos ter “murmuradores” em nosso meio. Questionadores! Que tocam na “Obra”, ferem o Corpo, discordam do Presbitério!”
106. “Reunião de obreiros”, assunto: “Essa Obra é para valentes”. Após a “reunião de obreiros”, outra “reunião de pastores”. Assunto: Vamos intensificar o trabalho, a “religião” e os “movimentos” não têm “revelação”, mas estão crescendo. Como nós da “Obra Revelada” não estamos? A quem enviarei?”

107. Daqui duas semanas vai ter “reunião de pastores” no Presbitério, João tem que apresentar os relatórios de crescimento. Então, reúne os obreiros e pede para por em ordem os “mapas dos Grupos de Assistência”.
108. Para sua surpresa, o número caiu, resultado: “reunião de obreiros”! João, desesperado e angustiado, grita, vocifera, esbraveja e pede que revejam o que está acontecendo: “Que infidelidade é essa? Ninguém tem Obra no coração? Essa Obra é nossa vida, devemos dar a vida por essa Obra!

Visitem as pessoas que não estão vindos nos cultos, façam evangelizações, convidem seus vizinhos, familiares e colegas de trabalho e de faculdade! Não que estamos preocupados com números… Mas temos que encher a igreja! E acertem o relatório!”
109. Relatórios arrumados, sua área cresceu 30% (virtualmente é claro), mas o que importa é o relatório, afinal de contas, o Senhor muito abençoou a Davi quando fez o censo de seu exército. Está na Bíblia, não está?
110. João e outros pastores estão prontos a ir ao Presbitério. Então, João começa a ter dor de barriga, crises de ansiedade, caspas no coro cabeludo, insônia, aftas, déficit de atenção, mas acha que é por causa do jejum de 18 horas que está fazendo a semana inteira.
111. Na dita reunião o “presidente da Obra” está lá, o qual começa falar sobre o momento atual da “Obra”, sobre a posição da “Obra”, sobre certas situações da “Obra”, sobre como devem amar essa “Obra”; que a “Obra” é filho único… ; que a “Obra” é dinâmica… ; que a “Obra” anda na velocidade da luz… ; que a “Obra” é nossa vida, a nossa vida é a “Obra”… ; que a “Obra” é nosso trem para eternidade… ; que a “Obra” não é religião… ; que a “Obra” não tem teologia… ; que a “Obra” é profética… ; que a “Obra” é a vinha… ; que a “Obra” é nossa herança… ; que se Paulo fosse vivo, seria da “Obra”… ; que a “Obra” é perfeita e completa… ; que na “Obra” na há dedo do homem, tudo é revelado… ; que não pode desobedecer ao Presbitério… ; que devemos comer “Obra”, dormir “Obra”, trabalhar “Obra”…; que a “apostasia”…. ; que as “heresias”…. ; os “hereges” no meio da “Obra”… ; que os caídos da Obra… ; que os pastores adúlteros, aldrões… ; que a “religião”, a “mescla”, a “filosofia”, a “teologia”… ; e que, por isso, a “Obra” cresce no exterior, e aponta que certas áreas “onde a Obra tem mais alcance” vêm dando exemplo de “Obra”, e, por isso, dão muita alegria aos irmãos pelo crescimento da “Obra” (e nunca a área, de onde João é, cresce). Parece que ele está calmo. Só parece.
112. João traz consigo nomes para a “unção” e ordenação; viu e reviu a ficha do candidato várias vezes. O “presidente da Obra” lhe coloca na parede, pergunta um monte de coisa! Alguém tem um “dom”. Problema?!

113. O “presidente da Obra” começa a falar alto, rápido, gesticular, a balançar muitos os braços, engrossando o tom de voz, não termina nem uma frase, não conclui nem um raciocínio, e continua a deblaterar… João quase não entende o que o “presidente da Obra” fala, muito roço, embolado, não fala coisa com coisa, uma empulhação de tanta “Obra”, “Obra”, “Obra”, “Obra” e “Obra”… “Obra!”. Enquanto ele deblatera, de vez em quando João levanta a cabeça para ver se o “presidente da Obra” está babando, com sangue nos olhos e vermelho de tanta fúria.
114. João pensa: “Nossa como esse homem leva a “Obra” a sério! Mas por que será que ele é assim?” Então, “na revelação”, ele começa fazer contas “além da letra”: “Obra de Davi!”… hum!
1º. Rei = Davi;
2º. Rei = Salomão;
3º. Rei = Roboão.
Como era Roboão: “Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.” 2 Cr 10:11
João conclui: “Então é isso, o terceiro “presidente da Obra” só poderia ser assim também, é a “revelação”. “Essa Obra” é realmente profética! Obra profética! Obra é filho único! É o projeto revelado! Obra Revelada! Obra Maravilhosa! Obra Gloriosa! Obra Perfeita! Obra filho único!
115. João volta da reunião. Urgente: “Reunião de obreiros”. João, instigado e pressionado com a reunião no Presbitério, esbraveja do púlpito, bate no púlpito, está nervoso no púlpito e manda que haja envolvimento de todos na “Obra”. Imita direitinho seu mestre! Um dom na reunião: “Via um campo muito grande, era de terra fértil, mas tinha muitas pedras e tínhamos que retira-las para depois plantar”. No final cantam o hino “Há tanta terra.”
116. Ele tem imposto um fardo cada vez maior sobre seus obreiros, até mesmo impiedoso, pois eles precisam entender a “Obra como forma de vida”.
117. Faz uma convocação de todos os jovens de suas igrejas: “Reunião de jovens” – Evangelização! Diz que “o Senhor revelou que…” quer usar os jovens da igreja… João impõe, cobra, instrui, chantageia, ameaça, obriga que todos estejam prontos para viajarem a outras cidades, onde estão “abrindo trabalhos da “Obra”, e, a partir de agora, em todos os fins de semana: “Evangelizações” nos bairros da igreja! No fim da aula de jovens um “dom”:

“Via que anjos deixavam carrinhos de bebê em algumas casas das redondezas.” “Discernimento da visão”: Essas casas havia famílias que precisam ter “Obra”.

118. João ficou sabendo que um pastor em outra região questionou o Presbitério, nisso imediatamente alguns chefões da “Comissão Executiva” esteve na região, excluiu o pastor e o expôs publicamente, afirmando: “Dificuldade na “Obra” tem que sair mesmo!

Temos que extirpar o “tumor” do corpo! Punições exemplares se tornam uma constante, com efeito, aterrorizado, advém a João o efeito cascata – João está fazendo isso nas suas igrejas com diáconos e obreiros insubordinados.
119. Orientado pelo Presbitério, João ocupa o lugar e função dos anjos no Dia do Arrebatamento, qual seja, de separar o joio do trigo, os bodes das ovelhas; pois como ele é um “valente da Obra” quer poupar trabalho para os anjos, e dedica muito esforço para arrancar o joio e identificar os bodes, mesmo que na maioria das vezes, arrancará muito trigo e abaterá muitas ovelhas.

Afinal de contas, o Presbitério o ensinou muito bem como julgar e medir as pessoas, e é claro, como o “sinhô” ensinou que deveríamos julgar uns aos outros, e decretar a morte súbita de quem atrapalhar e tocar “nessa Obra Maravilhosa”.
120. João começa a ter algumas enfermidades, físicas mesmo – gastrointestinais, respiratórias, cardiovasculares, crises crônicas de ansiedade, depressão, de modo a deixá-lo uma pessoa rabugenta, grosseira e intolerante com a esposa, filhos e rebanho. E mais outras doenças estão a aparecer! Mas deixa pra lá, “essa Obra” não é para fracos, e sim para “valentes”!”.
121. E continua a sua situação financeira indo de mal a pior, materialmente pior ainda. Piorou depois de custear com seu próprio bolso com a gasolina e os prejuízos mecânicos do carro, de tanto deslocar para outras cidades e igrejas que dá assistência.

Mas deixa pra lá: “Essa Obra não é para covardes, e sim para valentes!”
122. Sua esposa, como sempre, começa a reclamar que não recebe atenção, que não saíram mais de férias, que não viajam, que não passeiam, que não dialogam, que não brincam e nem sorriem juntos, que ele não conversa com filhos senão só os repreende, que a cada dia ele piora como ser humano (está arrogante, impaciente, intolerante e prepotente), e que ela está muito triste e não sabe explicar o porquê. Ele, de pronto, a repreende, e a diz para orar mais, fazer jejuns, ir à “madrugada”, ir aos seminários!

E, termina concluindo que as brigas são porque faz tempo que não a vê indo à “madrugada” e ao culto-profético. E arremata: “Está sem Obra no coração! Está sem entendimento de Obra!”

123. Um problema em uma de suas igrejas: Um obreiro “saiu da Obra, falando mal da “Obra”, dizendo que quer viver uma tal de liberdade em Cristo, quer viver o verdadeiro Evangelho. João, instruído pelo PES, imediatamente vai à igreja, acusa e difama o obreiro.

Convoca a igreja para uma reunião no sábado à noite depois do culto a respeito de Absalão, Balaão, Judas, Adonias, Alexandre, o Latoeiro, etc.. A reunião inicia, com mais dois pastores presentes:

Diz que o obreiro é um “caído”, que ninguém deve ser aproximar dele; diz que ele não “entendeu a Obra”, diz que saiu de nós, mas não era um dos nossos, diz que muitos são chamados e poucos escolhidos, diz que a liberdade que o “caído” busca é, na verdade, “libertinagem”; diz que devem desligar o telefone na cara do “caído” se caso ele ligue; diz que devem bater a porta na cara do “caído” caso ele vá às suas casas; diz que não devem se misturar com “defuntos” para não se contaminar; e diz que deve bater a porta até na cara dele, de João, caso um dia ele “saia da Obra”.
124. Mais uma vez Maria, sua esposa, reclama que João trabalha demais para a “Obra”, que ambos estão sobrecarregados, exaustos.

Sufocados por tanta cobrança, serviços e responsabilidades. João, como um “valente da Obra”, mais uma vez a repreende com aspereza, dizendo que ela tem que ser “coluna”, e que não poder ser um encalço no seu ministério. E dá exemplos de mulheres de outros pastores que “são uma luta”. Nesse momento ele pára e reflete: “Poxa! Não são só algumas, senão quase todas as mulheres de pastores que são “uma luta” contra a “Obra Preciosa”! Misericórdia!”
125. Sua filha quer ir ao shopping e gostaria de fazer balé, e seu filho, jovem, está jogando na seleção de vôlei do colégio e ouvindo músicas da “mescla” – gospel. Ele os chama, e severamente os adverte que como filhos de pastor têm que dar o exemplo, dar testemunho, ser referência, e parar com esses tipos de coisas do mundo, de “libertinagens”, de “opressão” imediatamente.
126. Como João é da confiança do coordenador da área, ele tem conversas informais com o coordenador sobre sua situação financeira. Então, o coordenador lhe pede para lembrá-lo na próxima reunião.
127. Lembrando, João é supervisor de pólo, acima dele está o coordenador da área, o coordenador da região, e depois só o PES.
128. Agora João tem 05 igrejas, todas distantes uma da outra, além das outras funções já acumuladas.
129. Seus problemas financeiros e materiais estão grandes, mas João vem contornando a situação. Quando assiste algumas ovelhas, ele só pensa: “Meu Deus, se ela soubesse como está a minha situação, não tomaria tanto o meu tempo, nem reclamaria tanto”.

Algumas ovelhas fazem alguns comentários: “Nossa pastor, o senhor está com uma cara de cansado!” – “Acho que o pastor não está bem, tem estado com uma expressão pra baixo.” – “Pastor, acho que o senhor está estressado.”
131. João sentiu certo remorso quando chamou a atenção de um determinado diácono e foi até estúpido com ele, até o ridicularizou, debochou, mas João é um pastor e não tem nada que pedir desculpas; pois, se assim fizer, isso seria se humilhar e se rebaixar a inferiores.

Mas João seguirá uma tática que aprendeu com outros pastores, pedirá desculpas de forma indireta, com comentários numa Aula Dominical: alega que pastor também é humano, pode errar, mas cabe tão-somente aos membros entender isso, obedecer e engolir calado. E, no final, arremata com um famoso e antigo clichê: “Não podemos olhar para homem!”
132. Na reunião com o coordenador regional, João está muito abatido e pede oração. O coordenador, então, questiona o que está acontecendo. João abre parte do assunto, não quer falar muito na frente de outros 40 pastores, afinal o coordenador da área já está ciente. Eles escutam João, e dizem: “Ajoelha aí! Que vamos orar por você.” Sua expectativa é grande, e vem um “dom” (do seu coordenador de área): João vai assumir mais 02 igrejas que estão com sérios problemas. Ao valente, mais serviços – diz o “companheiro”.
133. João está confuso, mas feliz: “Nossa como Deus confia em mim.” E a palavra que mais ficou marcada da reunião é: “Cuida das minhas coisas que eu cuido das tuas.”
134. Mãos à “Obra”. 06 meses se passaram, um dia na volta do “Maanaim” João conversa com o coordenador da área, que é seu amigo, que lhe confessa: “Olha, eu não abro isso a ninguém, mas minha situação com minha esposa e financeira está pior que a sua.” João é solidário e exclama: “É, companheiro, vamos orar para Jesus voltar logo, senão a gente não aguenta.”
135. O coordenador da região lhe procura, e diz que está preocupado com o coordenador da área, pois o PES recebeu umas ligações delatoras sobre a situação financeira e familiar dele, e pergunta se João sabe de algo.
136. Receosamente, João sente-se compelido a dá detalhes sobre como está a situação dele, então imediatamente o PES envia circulares ameaçadoras, manda recados e indiretas do púlpito do “Maanaim”.
137. O coordenador da área não pára em emprego nenhum, uma hora ele abre um negócio, às vezes trabalha em alguma empresa, faz bicos, tenta se virar, e ele quase não pára em casa e nem aparece mais nas igrejas, tem reunião praticamente todos os dias, além de ter que viajar todo fim de semana em compromissos da “Obra”.

138. Arrasado e perseguido, João nem percebe o que está prestes a acontecer. Então, como de praxe, mais uma vez, reúne os obreiros e diáconos, briga, esbraveja e pede empenho para apresentar crescimento, mas no final arremata: “Não estamos preocupados com números! Essa Obra não é a religião!” (?)
139. João está sempre tenso, nervoso, com crises de ansiedades intensas, com dificuldades para dormir, inclusive já fazendo até uso de remédios. Não quer que nada aconteça a seu amigo, mas, poxa vida, ele está dando um mau testemunho, horrível para a vida particular dele, e a “Obra” não pode ser manchada por isso.
140. O Presbitério depõe o coordenador do cargo, faz uma reunião de última hora com todos obreiros, fala sobre o testemunho dos servos, que “esta Obra” não aceita “certos” comportamentos, humilha de púlpito seu amigo indiretamente através de fatos e caracteres particulares dele etc. Cargo vago, João é o indicado para a função.
141. João, agora, faz parte dos “intocáveis”, está por cima, chegou ao topo, toma as decisões, tira e coloca quem quer, diz „sim‟ ou „não‟, na sua área. João é a voz de Deus, se ele falou, está falado, está mais do que certo, não se discute, afinal, se João está nesta posição é porque o “sinhô revelou e sabe todas as coisas”, pois Deus confia nele e lhe deu sabedoria e “unção” acima dos demais.
142. João, surpreendentemente, tem lido alguns livros evangélicos, autores famosos, homens com uma profunda intimidade com Deus e fatalmente surgem questionamentos sobre a doutrina e sobre o comportamento do PES, mas João não quer se aprofundar nisso, prefere ignorar, faz de conta que não sabe de nada, mente para si mesmo, depois que começou a ficar angustiado e decepcionado.
143. João ouve dizer que tem uma tal comunidade no Orkut que expõem muita coisa e com embasamento forte, tem agora até blogs de uns “caídos”, vídeos da Obra que publicaram no youtube, e tem até também sites de uns pastores que foram da “Obra” “falando mal da Obra”.

O dono da “Obra”, quer dizer, o “presidente da Obra” os odeia com ódio mortal, diz que a Obra está sendo atacada, o cerco está fechado, e os irmãos tem que serem fortes, e o Presbitério, estritamente, até disponibiliza um login e senha para João ter “ideia” das “heresias e apostasias” que estão escrevendo lá, se possível tentar até calar a boca desses “apostatas” e “hereges”.

144. O Presbitério vai fazer uma “Grande Evangelização” na sua área. Correria, correria, corre-corre para fazer mutirões para arrumar as igrejas, pintá-las e limpá-las, afinal a “Rainha de Sabá” vem com sua comitiva. João aciona aos demais pastores e lhes determinam para que os membros cheguem mais cedo aos cultos, não faltem em hipótese nenhuma, se possível, venham bem mais arrumados, afinal, de repente a sumidade pode aparecer em algum templo de surpresa.
145. “Reunião de pastores” quase todos os dias sobre o assunto “Grande Evangelização”. Ficou definido que cada “Grupo de Assistência” deverá obrigatoriamente levar um ônibus cheio, o custo de deslocamento será por conta dos participantes.
146. Como tem igrejas “pobres”, os responsáveis questionam, e João diz que cada pastor resolverá em sua igreja e cobrará que todos não deixem de faltar o encontro. Bom, sem recursos e com medo do resultado pífio de presentes, muitos pastores, diáconos e até obreiros tiram do próprio bolso para bancar a platéia.
147. Valores realmente muito altos, acima dos ganhos dos obreiros, mas eles têm que saber que pela salvação da “Igreja Fiel” todo esforço é valido. João pensa: “Cuidamos das coisas de Deus e ele cuida das nossas. Depositamos na igreja e Ele vai retribuir, é como num banco de investimentos.”
148. 02 meses de trabalho duro, arrumação, organização, sem dinheiro, obreiros e diáconos trabalhando até de madrugada para arrumar o local, irmãos limpando o dia inteiro, João já desembolsou uma quantia significativa de dinheiro para cobrir os furos. A esposa de João fica indignada, e solta uma versículo bíblico: “Como tu queres cuidar da Igreja, se num cuida nem direito dos seus?” João diz que ela está na “letra”.
149. Na véspera, João, angustiado, tenso e ansioso, até teve um princípio de desmaio devido ao nervosismo, inclusive sente febre à noite; pois conhece bem o que pode acontecer se algo falhar, Deus até perdoa, mas o Presbitério jamais.
150. Tudo pronto, arquibancadas abarrotadas, a “Grande Evangelização” começará às 19h:00min, mas o trabalho está acontecendo desde às 06h:00min, e João chegou lá às 09h00min, porque não conseguiu dormir e tem que averiguar tudo. O Presbitério veio, tapetes vermelhos estendidos, todos a postos, 08 diáconos de prontidão para atender algum pedido do panteão do Presbitério.
151. O 3º. Presidente (aquele, o Roboão, dos chicotes, lembra?) pede reunião só com os pastores da região, ao lado dele tem 02 pastores um segurando água, outro, com uma toalha, abanando seu calor “infern…”, ops, deixa pra lá, vamos dizer só seu calor.

152. Roboão fala do momento atual da “Obra”: fala que a “Obra” é “projeto revelado”, que é a “Igreja Fiel”, afirma que sua região não está vivendo este momento, que regiões que estão muito distantes do Presbitério estão crescendo, que revelações maravilhosas só podem vir do Presbitério. Conta testemunhos de outras regiões já “dominadas” e de como prosperam, diferentemente da de João que tem pouco trabalho.
153. Afirma ainda que a área de João tem apresentado um crescimento medíocre, que a “Obra” tem crescido e invadido todo o mundo, mas João que está do lado do Presbitério não apresenta resultado.
154. Um pastor corajoso, indaga – “Mas, Vossa Santidade, em nossas igrejas, apesar de pequenas, temos tido experiências com o Senhor, temos curas, libertações, alegria, vemos uma manifestação do Espírito Santo!”
155. João abaixa a cabeça e pensa: “Coitado!”

Nisso o “presidente da Obra” fixa o olhar naquele pastor e diz, furiosamente: “Não é disso que estamos falando, isso não nos interessa! Isso a religião também tem! Quer curas? Milagres? Então, vai para o movimento! Vai para mescla! Pode ir! Pode ir! Lá é assim mesmo! Deus quer templos cheios, crescimento. Quer ir para a religião? Você encontra tudo isso lá, só não tem a “revelação”, “não tem Obra”! Não têm entendimento de Obra!”.
156. O coordenador da região olha para João, pois é um pastor da área dele que fez a infeliz pergunta, esse olhar é como se dissesse: “Depois a gente vai conversar sobre esse camarada!”.
157. O palestrante vai para o púlpito logo após a exibição do super “Grupo de Louvor”, os “beethovens” de Vitória, “onde Obra tem mais alcance”. Apresenta uma série de slides de catástrofes mundiais, como furacões, tsunamis, asteroide em Júpiter, torres gêmeas, e em cada slide tenta-se achar um texto (mesmo que fora de contexto) nas Escrituras que justifique aquele acontecimento.
158. Depois começa dizendo que ninguém sabia daquilo, só a “Obra” tem esse entendimento, que a “religião” tem o “cristianismo falido”, “evangelho social”, que “os movimentos” não têm conteúdo. Diz que “Obra” tem uma mensagem que o mundo não conhece… Diz que a “Obra” não pede dinheiro… Diz que a “Obra” é revelada… Diz que a “Obra” não há dedo do homem… Diz que pastores da “Obra” não são remunerados…

E João pensa: Poxa! Parece que estou num seminário de vendas, de marketing de rede! Quanta propaganda!

Pouco escutei o nome Jesus! Não escutei sequer um ensino! Só terrorismo, forçando o povo aceitar a Jesus por medo e vir para “Obra” por medo e por ela ser a melhor de todas as igrejas! Quanta propaganda da “Obra”! E Cantam o hino “Rude Cruz”.
159. No final, entregam 145 “dons”. Começa o show de adivinhações da vida alheia! Idade de Fulano, letra inicial do nome, uma pessoa que se embriaga semanalmente, um homem com uma lesão no braço, uma mulher que sofre de dor de cabeça… apontando até o quanto de dinheiro carrega no bolso, e muitos dons generalizados (que curiosamente os mais identificados, pra não dizer os únicos), e Deus estará abençoado… João, no final, soube que uns 06 homens se identificaram com os “dons”, pois todos têm o nome que começa com a letra “A”, tem problemas familiares e têm mais de 35 anos;
160. Algumas autoridades são apresentadas, só como respeito, porque a “Obra” não quer nada com eles, não! Que é isso…
161. Encerrado o evento, reunião com todos obreiros, isso mesmo, no mesmo dia. Palavra do Roboão: “Agora é com vocês, em todo lugar que passamos abrimos milhares de igrejas e ampliamos a “Obra”, quero ver o que vocês vão fazer”.
162. Feriado. João percebe que o próximo mês terá um feriado na primeira semana, e combina com Maria, sua esposa, e seus filhos a viajarem para uma casa de praia que ele deseja alugar.

O feriado se aproxima, Maria, radiante, vive a comentar e combinar com João e filhos as demais coisas, e que, finalmente, eles terão um momento prazeroso, gostoso, para gozar a privacidade da família com naturalidade. Ambos estão muito felizes, também os filhos, inclusive cada um já combinara de levar um amiguinho da igreja para ir junto.
163. Uma semana antes do feriado, João vai à reunião de pastores, e seu coração já prevê algo que suspeitava que pudesse acontecer. Na reunião, os coordenadores, “orientados” pelo PES, decidem que no feriado em questão um mini-seminário será realizado para todos os membros que possuem função e cargo na “Obra”. Convocação geral! Quem faltar é “banco”! João dará aula. As aulas serão inéditas: “Heresia e Apostasia”, “Mescla”, “Obra de Saul e de Davi”, “Mordomia”, “Salvação: Ato e Processo”,

“A Vinha”, “Obra como forma de vida” e “Ministério e Serviços” e “Limites do Espírito Santo”. João entristece profundamente, se angustia, e chora, como menino, no banheiro ao imaginar os rostos de sua esposa e filhos ao receberem a notícia de cancelamento dessa viagem que fariam e combinavam há um mês.
164. João explica a esposa e filhos, o clima do lar fica carregado: brigam e discutem, e Maria profundamente desgastada e consumida por tanta decepção,sufoco, sofrimento e escravidão, desabafa aos prantos: Eu não aguento mais essa vida, João! Sempre a igreja é prioridade e atrapalha nosso lar. Não adianta reconhecer isso. É mentir para si mesmo.

Estamos tão longe um do outro. Não temos mais tempo de uma intimidade natural e espontânea, de conversas saborosas, tudo é forçado, corrido, obrigatório, artificial…

Teus filhos reclamam tanto de tua ausência… João, nosso lar estar sendo destruído, pois ou você está no trabalho, ou está enjaulado em tantas reuniões, afazeres, preso sob tantas obrigações e responsabilidades na “Maranata” todo fim de semana, todo feriado, todos os dias e noites…

Tenho amigas de trabalho que são servas do Senhor, os meus próprios irmãos e pais que são servos, sim, do Senhor em outra Denominação – e não adianta você dizer que eles são “religiosos”, são da “tradição”, ou “não tem experiências com o Senhor”: conhecemos a árvore pelos frutos –, e são tão felizes, naturais, graciosos, e não vivem a julgar, discriminar, esnobar, desdenhar, se ensoberbecer sobre outras pessoas só porque congregam debaixo de outra placa de Denominação, e principalmente, não vivem sob o fardo e o julgo de tantos afazeres,

esponsabilidades, reuniões, seminários, convocações, mutirões, cultos diários, madrugadas… e mais reuniões.

Eles viajam, curtem um ao outro e os filhos, passeiam no shopping, zoológico, parque de diversão, vão ao teatro e cinema (e não dizem que é “opressão”), e nem por isso deixam de transmitir a graça e o amor de Cristo. São tão amáveis, comportados, educados como servos do Senhor… Precisamos disso, João.

Precisamos ser um casal, precisamos ser uma família, precisamos ser servos de Deus. Precisamos de uma Igreja! Não podemos mais ser servos do Presbitério, “servos da Obra” (como vocês mesmo falam arrogantemente), da „Maranata‟ e seus preconceitos e ganâncias…

João escutando tudo isso apenas derrama lágrimas dos olhos, confirmando meneando a cabeça, mas não comentou nada… Seu silêncio significava notoriamente que concordava com sua esposa.

165. Meses depois João descobriu que ocupou o cargo de coordenador porque 02 pastores do seu pólo tinham recebido reclamações do ex-coordenador e estes pediram para várias pessoas escreverem para o Presbitério, e nestas cartas as pessoas relataram seu zelo pela “Obra”.

Mas, a grande verdade é que eles não se davam com o ex-coordenador, e perceberam que ter João no topo era estratégico.
166. Como excelente fantoche do Presbitério, obedecendo tudo, sem questionar, sem discordar, sem ponderar, pressionando obreiros, enviando relatórios de crescimento “milagroso”, detonando pastores questionadores, sua carreira é longa e segura.
167. Meses ou anos depois João descobriu que outro “companheiro”, pastor novo, antigo “ungido” seu, está lhe observando a pedido do Presbitério. Esse seu amigo acabou de assumir um pólo, e foi João quem o colocou lá.

168. O ex-coordenador que foi deposto, está sofrendo muito, o Presbitério pede para manter certa distância dele, e afirma que “essa Obra é para valentes”, infelizmente ele não era um.
169. A esposa do ex-coordenador está com depressão seriíssima, os filhos fora da igreja, ele está desempregado. João pede orientação ao Presbitério que diz apenas para acompanhá-lo de longe e tratá-lo com indiferença, e que João não deve mais deixá-lo usar o púlpito.
170. João sabe que seu amigo, o seu antigo “ungido”, supervisor de pólo quer muito ser coordenador de área, nota a adulação dele com o PES, nota a vaidade dele, nota como ele idolatra a Maranata.
171. No 7º. Período falaram muito mal sobre os desertores da “Obra”, sobre pastores que dão mau testemunho, e que “esta Obra” não aceitará pastores que cometam erros ou falhem. Não aceita fracos!
172. João nunca recebeu nenhum preparo nem estudo sobre aconselhamento familiar, brigas conjugais, preparo de jovens para o casamento, como lidar com adolescentes complicados, como lidar com marido ou esposa não convertido, como lidar com “marcas do passado”, complexos, cura interior e outros assuntos.

Mas o Presbitério disse que João tem a “unção” e isso é suficiente, inclusive aconselham-no a não perder muito tempo lendo a Bíblia, o importante é estar nos Seminários, assistir as aulas via satélite e ler as circulares.
173. Nos “Maanains” João ouve constantemente que todos problemas da “Obra” são os pastores que não sabem assistir nem cuidar da igreja, que são displicentes com as ovelhas. João se sente muito ofendido por isso, porque sabe que muitos pastores estão dando sua vida pela instituição, conhecendo a história da maioria deles sabe os sofrimentos de cada um deles. Chateia-se de como isso é banal para o Presbitério.
174. João sabe de pastores que dão “tristemunho” em suas famílias e principalmente nos locais de trabalho, mas eles têm muita “moral” com o Presbitério, inclusive toma conhecimento de fatos escandalosos, pecados horrendos de certos “grandões”, mas eles são preservados, pois estão apresentando bons números de crescimento ou possuem uma estima muito grande na sociedade e para a “Obra” (quem lê, entenda).
175. Outro pastor, muito estúpido, arrogante e inescrupuloso de difícil tratamento, não aceita correção, mas esse tem bom relacionamento com alguns do Presbitério, pois ele tem cargo político e tem conseguido alguns benefícios para “Obra” em sua região.

176. Tudo isso tem incomodado a João, que começou a bater de frente com esses pastores. Na última “reunião de pastores” em sua região, João comentou que não concordava com algumas doutrinas, tampouco com algumas atitudes arbitrárias e ditatoriais do Presbitério.
177. Um pastor novo, aquele seu amigo, que João colocou como supervisor de pólo, liga no dia seguinte para o Presbitério, e envia um e-mail detalhando os acontecimentos da área, e principalmente, da última “reunião de pastores”.
178. João teve um problema na empresa: um funcionário tentando se aproveitar de sua postura como “crente” leva-o à justiça trabalhista. Todos sabem que é injusto, inclusive a justiça foi a favor de João isentando-o de qualquer responsabilidade.
179. No entanto, era tudo que o Presbitério precisava para ter algo contra João, e para lhe pressionar. Inclusive o Presbitério enviou um “dom” para a região – “O Senhor revelou que tem um lobo na área”.
180. Eles precisavam de um álibi, não por causa do seu problema, mas como João tem muita influência na região, muitas ovelhas o amam, o escutam, um formador de opinião, e como ele está “murmurando”, João se tornou uma ameaça ao Presbitério.
181. João começa a ver que a Instituição “Obra” tem 02 lados: aqueles que amam ao Senhor e só querem alguém que as ajude em sua caminhada, “carentes de um pastor que dê a vida por suas ovelhas”, e João sabe que tem pastores assim; por outro lado, existem, em maioria, aqueles que são legalistas, preferem cumprir regimentos e a lei em vez da graça, pastores que se pudessem não hesitariam em levar ovelhas para a porta da cidade e apedrejá-las sob a alegação de que não estão cumprindo os mandamentos da “Obra” (inclusive alguns faltaram pouco para fazer isso), e que só pensam em galgar funções, elevar o status, adquirir o poder de cargos eclesiásticos superiores, e receber reconhecimento do Presbitério, e bajulação de membros.
182. No meio dos pastores começa haver divisão – uns falam do amor; outros procuram oportunidade para executar alguém.
183. Por mais incrível que pareça, os pastores carregados de raiva e odiosos em busca de status e posição, estão conseguindo o que querem. São exaltados e convidados pelo Presbitério para estarem próximos de lá, e para conduzir “certos” assuntos da “Obra” na região.
184. Esses pastores quase não estão presentes nas igrejas, estão sempre em reuniões, seminários, eventos, viagens etc.

185. Os demais pastores, preocupados com suas ovelhas, sugerem uma reunião para casais, seminário de namoro, filmes de documentários históricos para os jovens, e também que se intensifique o trabalho com os jovens não de tarefas e mais obrigações, senão de aulas produtivas e inovadoras, pois estão vendo que estão desamparados. Entretanto, são acusados de quererem aparecer, de “religiosos”, de vaidosos, de quererem trazer “os movimentos” para dentro da “Obra”, de “mescla”, e muitos outros pastores induzem que estão aparecendo “hereges” e “apóstatas” na “Obra”.
186. João descobre que aquele pastor amigo seu, supervisor de pólo, aquele que João orou com a mãe dele quando ele ainda era jovem, que consolou o irmão dele que tinha perdido um filho e passou a noite com eles. Sim, o próprio, tem passado diariamente e-mails para o Presbitério sobre cada passo da vida de João, palavra por palavra, inclusive começa a fazer sentido algumas perguntas capciosas que ele fez nas últimas reuniões a respeito ao ministério e a pessoa de João.
187. João está angustiado, não dorme, não come, toma 07 remédios por dia, não tem sentido o amor do casamento, não está bem financeiramente, não consegue mais ter comunhão nos cultos, então tem um colapso nervoso.
188. Em casa, de repouso, João está sozinho, e começa a andar pela casa. Vê o quarto do seu filho e descobre que ele aprecia boliche, mas João não sabia; sua filha é ótima em pinturas e tem uma capacidade incrível de se expressar por essa arte, mas João nunca tinha visto nenhum trabalho dela, aliás, quando ela comentava o assunto na mesa, João dizia que “arte era opressão”.
189. João começa a olhar os álbuns de fotografias e vê os aniversários, festas de família, presentes os pais dele, os sogros, os tios, primos… Aqueles “religiosos”, que são da “tradição”, dos “movimentos”? E João acha estranha que ele não está em quase nenhuma delas: as de aniversário dos filhos, por exemplo, todas só têm a mãe; os aniversários dos sogros, só os filhos e cunhados; no aniversário de seus pais, só sua esposa, filhos e seus irmãos, enfim. João quase nunca está presente nas fotos.
190. João tenta recordar alguma reunião de pais na escola, alguma pescaria com seu filho, algum passeio no parque para levar os filhos para andar de bicicleta, algum passeio despretensioso com sua filha, alguma viajem romântica com sua esposa, algum passeio no parque de diversões com a família, alguma ida à praia com a família, alguma sessão de cinema com a família, algum passeio no circo e zoológico com os filhos e esposa, e nada lhe vem à memória. Nada!
191. João, como pastor, assistia dezenas de jovens, senhoras, casais toda a semana, orientava-os (ao “padrão da Obra”), aconselhava-os (conforme a “mentalidade de Obra”), mas nunca conseguiu fazer isso em casa, nunca encontrou tempo para assistir sua família, apenas cobrá-los, obrigá-los, repreendê-los, reprová-los, castrá-los de forma ácida e distante.

192. Como era de se esperar, ocorre o previsível: o amigo de João lhe entregou. Como pastor agora, cheio de vaidade, marra, arrogância e intolerância em nome da “Obra Maravilhosa” apontou vários problemas de João, exagerou e inventou outros através de conclusões precipitadas, baseadas em “revelações”. Mas o pior: Esse pastor tem aliados, os quais confirmarão as invenções, inclusive já tiveram alguns “dons”.
193. O Presbitério telefona e pede para não usar mais o púlpito, por fim, pede sua presença na próxima reunião em Vitória.
194. João começa a lembrar do que aconteceu com outros pastores que foram chamados para lá – execração pública -, logo, lembra do que fizeram a um pastor de Brasília, lembra do que fizeram com seu ex-coordenador.
195. Faz uma semana que João não vai à igreja, e nenhum “companheiro” sequer o telefonou. Alguns obreiros e diáconos já estão lhe olhando de maneira diferente, porque participaram de uma “reunião de obreiros” que João sequer ficou sabendo que teria, cujo assunto foi: “Morte na Panela”.
196. O Presbitério avisa que não precisa mais ir para lá, eles virão por ordem na casa… A Comissão Executiva chega, faz uma reunião com toda área no “Maanaim”. A mensagem é uma mistura de “Servo Devedor”, “Mescla”, “Mordomia”, “Sansão e Dalila”, “Obra Saul e de Davi”, “Heresia e Apostasia”, hipocrisia… Ops! Essa última não é pregada, apenas vivida.
197. Eles, principalmente o dono da “Obra”, falam de pastores “maus” que dão “mau testemunho”, e que devem ser punidos, orientam a igreja a se afastarem de pastores que foram exortados pelo Presbitério, afirma que recebê-los em casa ou lhes estender a mão é trazer maldição para dentro do lar, é se contaminar com a “síndrome da queda”.
198. O panteão e os demais começam a insinuar indiretas sobre João no púlpito, e querem dar um jeito de humilhá-lo, de destruir sua reputação, de expô-lo ao ridículo, de desconstruir sua imagem perante as ovelhas, de desmoralizar sua espiritualidade e de acabar com seu poder de influência na região.
199. Justificam suas atitudes pelo texto em I Maquiavel 5:8, o qual, estranhamente, ninguém encontra esse livro na Bíblia, apesar de ser tão obedecido pelo Presbitério, mas ninguém questiona e discorda, pois pode ser que seja um mistério revelado ao Rei Roboão, mais um “segredo dessa Obra”, e que logo será aberto para a plebe.

200. Terminada a reunião, todos vão saindo de certa forma constrangidos sem entender nada. Há os que orgulhosamente dizem: “Nossa, como o “sinhô” está revelando coisas profundas ao PES” (essa reunião ocorreu num sábado).
201. No domingo, João vai ao culto, porém não dirige o louvor e nem prega. Sequer se assenta lá na frente. Pra “despistar” fica na porta, nos fundos do “templo”, próximo à saída. Quando o culto termina, ele nem tem tempo de esquivar-se; logo é puxado pelo braço por alguém que estava no último banco. Tratava-se de um casal recém chegado à igreja, de novos convertidos, que inclusive ele já havia assistido algumas vezes.

O varão, bastante empolgado, junto com sua esposa (ambos com um sorriso inocente), cheio de expectativas e planos lhe pergunta de maneira bastante direta: “Pastor, qual será o meu futuro na “Obra”? Eu e minha esposa não vemos a hora de estarmos integrados “nessa Obra Maravilhosa”.

O meu sonho é ser obreiro e o dela é ser senhora linha de frente. Queremos ser igual ao senhor e sua esposa!” João engasgou, gaguejou, e por fim deu uma resposta evasiva. Não teve coragem de responder com sinceridade. Foi tão impactado por aquela interpelação (e conseqüentemente pela omissão da sua resposta óbvia) que nem quis mais assistir ninguém.

Não tinha mais nenhuma estrutura emocional para isso. Se o seu “espiritual” os doutores do PES tinham conseguido abalar, o psicológico, então, se encontrava em fragmentos, destroçado por tanta pressão! Despediu-se de alguns poucos que ele conseguiu encarar no trajeto até o seu carro. Entrou e foi embora. Estava sozinho. Sua esposa nem tinha ido nesse dia, seus filhos já não ia há tempos. Fazia força para segurar a aflição, se contendo na frente dos membros. Já em casa, não resistindo mais, se trancou no quarto e chorou copiosamente! Um pranto de lamento, de profunda decepção.
202. Dois dias depois, João, intrepidamente, busca auxílio com pastores de outras Denominações. Todos os dias conversa com um. João desabafa! Dias depois, João entrega o cargo e, com sua família, passa congregar em outra comunidade cristã. João leu, estudou, pesquisou, conversou, orou, jejuou ao Senhor, na busca de sabedoria, e sentiu que havia encontrado um lugar cristão para a sua família.
203. Anos depois, todos os problemas que a família e João sofria desapareceram. Uma nova vida, uma nova fé, real e verdadeira. Ainda que saiba que alguns de lá o acusam e o pintam como “caído” e outros adjetivos depreciativos, João só ora a eles para que o Senhor lhes dê um dia essa bênção que hoje ele desfruta.
“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” 1 Timóteo 6:3-5 E  ainda:Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Filipenses 3:18-19

Por fim:
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” 1 Coríntios 11:3-4
A diferença de um homem livre para um escravo é que o primeiro faz por gratidão, num espírito voluntário, generoso. Já o segundo age por imposição, pelo peso da mão do algoz.
Que esse texto seja um instrumento de reflexão, para que muitos leitores ponderem suas atitudes. A servidão é um condicionamento mental, ao qual muitos foram submetidos durante longo período. Nesse caso em especial tratado aqui, inicia-se sutilmente. O condicionamento se dá de maneira gradativa, lentamente, até atingir seu ápice.

Há os que percebem tal estratagema em sua fase inicial. Alguns durante o período de cativeiro. Esses ainda encontram forças para romperem os grilhões e se esquivarem dessa “senzala espiritual”. Outros, infelizmente, só percebem o real estado de escravismo em que se encontram já em idade avançada, num estágio praticamente irreversível, sendo praticamente impossível qualquer tipo de mudança ou alteração do quadro.

Já estão tão habituados, condicionados psicologicamente à rotina que vivem que não conseguiriam adaptar-se à uma vida sem aquelas obrigações/imposições.

São como os antigos escravos brasileiros que quando alforriados, ficavam sem saber o que fazer a partir de então, e por isso, pela vertigem, voltavam voluntariamente para seus “senhores”, pois não tinham expectativa de viverem fora da senzala, próximos à Casagrande. Foram condicionados a serem escravos. Nasceram escravos, morreriam escravos. Tristes esses que assim pensam e vivem.
Portanto, não sejamos escravos de homens e suas avarezas. Presas acuadas nas arapucas doutrinárias, produtos de vãs filosofias e tradições. Não nos submetamos à servidão mecânica e programática com fins de alimentar um sistema Denominacional, comprometido consigo próprio em detrimento aos que o fazem funcionar.

O Senhor Jesus nunca foi, não é, e nem jamais será uma “Religião” (pejorativamente falando). Quanto mais uma Denominação e seu arcabouço doutrinário e costumeiro!
“Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livre. Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 e 36 E:“E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão; aos quais nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós.” Gálatas 2:4-5
Sigamos o conselho de Paulo.
A Paz do Senhor Jesus

http://obramaranata.wordpress.com/2011/07/02/livro-dos-atos-dos-pastores/

LIVRO DE ATOS DOS PASTORES

Este texto é baseado na vida de muitos “pastores da Obra”, uma novela reflexiva baseada em experiências que foram e são por demais comuns na vida de todos aqueles que exercem tal cargo/função.

Dado o erro ignorado e imperceptível, homens esses que, até de bom coração, acreditando que vivem uma verdade inexorável, foram corrompidos a viverem uma mentira, apartando-se do Evangelho do Reino.

Que o leitor possa se identificar como as particularidades de cada um desses homens, são, em plena verdade, um mal  bastante comum, e compreendam que o mal não está essencialmente em si mesmos, senão num sistema equivocadamente religioso.

Marcas do passado

Esse termo geralmente é usado pela seita “Obra” para rotular pessoas (membros) que tenham tido algum tipo de “problema” na sua vida pregressa.

Há uma série de “problemas” que podem estar inseridos nesse famigerado pacote “marcas do passado”, porém, com certeza um dos mais utilizados é o fato do indivíduo (homem ou mulher) já ter tido um filho antes do matrimônio.

Chegar na “Obra” trazendo um filho sem ser casado(a) (pai/mãe solteiro(a)) é uma “marca do passado” indelével, e será determinante para o futuro de tal membro em relação a sua “instrumentalidade” (ocupação de cargos e/ou funções) na “Obra”.

Outra “marca” bastante latente é a relativa ao divórcio.

Se tal indivíduo for divorciado não estará apto para ocupar determinados cargos no Sistema.

Ainda que venha galgar algumas funções, todavia não chegará à “ponta da pirâmide”, nem a nível local, nem regional, nem nacional ou internacional.

Não levam em consideração se tais ocorrências na vida dessas pessoas foram antes de um real encontro com Cristo, quando as mesmas ainda não tinham conhecimento do Evangelho, da Sã Doutrina, do conhecimento excelente de Cristo Jesus.

Diz-nos a Escritura que “Deus não leva em conta o tempo de ignorância do homem”, conforme At. 17:13, porém o ídolo “Obra” é um algoz implacável que ignora esse “PEQUENO DETALHE” que nem o próprio Deus ignora.

Não obstante julgar, esse ídolo através de seus adoradores condena aqueles que têm “marcas do passado”, a um status de “inativos” ou meros figurantes sem funções.

Os textos de II Co. 5:17 que diz que “…se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo.”, e de Heb 10:17-18 “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.

Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado”, são inválidos, na prática, por essa doutrina “marcas do passado”, pois subjetiva ser ineficaz o sacrifício de Cristo para PERDÃO dos pecados, e o ser uma NOVA CRIATURA, em Cristo Jesus.

Muitos que foram usados para propagar o Evangelho nas Escrituras, se avaliados pela óptica da “Obra” seriam considerados inaptos para atuarem naquele Sistema. Como exemplo, poderíamos citar aqui alguns, tais como Maria Madalena, a ex-endemoniada (e provavelmente ex-prostituta), Paulo, ou Saulo de Tarso, o perseguidor violento, comparsa dos extremistas que assassinaram o diácono cristão de nome Estevão. Zaqueu, o ex-fraudador e corrupto funcionário público.

Entre outros tantos, esses poucos mencionados aqui já são exemplo suficiente para termos uma idéia do que é um passado antes de um encontro com Cristo. Todos esses tiveram um “antes e depois”, e não foram privados do “depois” por causa do “antes”.

Só aí já temos uma diferença explícita do evangelho bíblico para a “doutrina da Obra”.

Se no evangelho cristão o ser uma nova criatura traz a marca do sangue do Senhor Jesus Cristo sobre um convertido, na ICM (“Obra”) as marcas do passado são mais relevantes e determinantes, conforme o exposto.

Porém, infantilizados, ainda justificam, mas a “Obra é dinâmica, ela muda… (por quê? onde tem isso?)

http://obramaranata.wordpress.com/

Gastaram um dinheirão com uma equipe de 12 pessoas para Ceara alugaram até caminhão de transmissão de uma empresa nordestina e no final das contas não houve transmissão de evento coisa nenhuma,

lembra a tal viagem que eles fizeram com a equipe de telecomunicações para o Nordeste há alguns meses atrás?

Gastaram um dinheirão com uma equipe de 12 pessoas para Ceara alugaram até caminhão de transmissão de uma empresa nordestina e no final das contas não houve transmissão de evento coisa nenhuma, mas a turma aproveitou para um passeio turístico.

Os formatados funcionários desfilaram em restaurantes de comida japonesa e desfrutaram de bons hotéis durante uma semana.

Alugaram um ônibus de 15 mil reais (cuja lotação é pra 44 pessoas) simplesmente para dar conforto à equipe de 12 integrantes.

Toda essa produção deu em nada porque  houve inviabilidade de localização do sinal do satélite.

O burro do tal Valerio Bosolni alugou tudo e planejou tudo sem testar o sinal.

Gastou mais de 40 mil reais para não fazer nada, causando revolta toda em membros do Conselho Presbiteral e especialmente no VPC (vértice da pirâmide do crime).

 

O mal estar foi tão grande pela situação que foi necessário bancar uma nova viagem para o nordeste com a RADIO MAANAIM.

Mas dessa vez não houve oba oba e nem festa, a radio foi com um grupinho discreto liderados pelo pastor Josias Jr. um professor universitário na área de radio e TV (ganha quase 8.000 /mês.

Enquanto o Valério tem um diploma de bajulador, o Josias Jr. gastou simplesmente 9 mil reais transmitindo eventos via web pela Radio Maanaim e 9 lugares diferentes e todos com qualidade de áudio e vídeo, sendo um sucesso para a diretoria atual do Pes.

Foi cortado todo o luxo q os anteriores haviam utilizado, Josias e seu grupinho de 3 pessoas da radio maanaim , não ficaram em hotéis , nem comeram japoneses , mas sim ficaram em alojamentos de maanains e comeram PF tanto na beira de estrada quanto se serviram de refeições nos próprios maanains. 40 mil para 10 mil hein?!

Economia boa neh , a situação da radio maanaim e tão boa e esta tão a frente do chatelite, q o conselho presbiteral esta tentando acabar com o chatelite para que eles possam investir tudo na radio maanaim ja que o chatelite com o burro do Valério não dá lucro e nem retorno para eles, tanto e que no último final de semana o evento q ocorreu na área de Valadares MG, área de coordenação de do cuecão Daniel Moreira , não quis usar o chatelite para transmissão de jeito nenhum dando toda a prioridade a radio maanaim.

O Valério ficou revoltado com essa situação e ta tremendo na base com medo do Conselho Presbiteral acabar com todos o sistema de transmissão via chatelite da igreja maranata e continuar e investir pesado na radio maanaim.

Oi Cv, lembra a tal viagem que eles fizeram com a equipe de telecomunicações para o Nordeste há alguns meses atrás?

Gastaram um dinheirão com uma equipe de 12 pessoas para Ceara alugaram até caminhão de transmissão de uma empresa nordestina e no final das contas não houve transmissão de evento coisa nenhuma, mas a turma aproveitou para um passeio turístico. Os formatados funcionários desfilaram em restaurantes de comida japonesa e desfrutaram de bons hotéis durante uma semana. Alugaram um ônibus de 15 mil reais (cuja lotação é pra 44 pessoas) simplesmente para dar conforto à equipe de 12 integrantes.

Toda essa produção deu em nada porque  houve inviabilidade de localização do sinal do satélite. O burro do tal Valerio Bosolni alugou tudo e planejou tudo sem testar o sinal. Gastou mais de 40 mil reais para não fazer nada, causando revolta toda em membros do Conselho Presbiteral e especialmente no VPC (vértice da pirâmide do crime).

O mal estar foi tão grande pela situação que foi necessário bancar uma nova viagem para o nordeste com a RADIO MAANAIM. Mas dessa vez não houve oba oba e nem festa, a radio foi com um grupinho discreto liderados pelo pastor Josias Jr. um professor universitário na área de radio e TV (ganha quase 8.000 /mês. Enquanto o Valério tem um diploma de bajulador, o Josias Jr. gastou simplesmente 9 mil reais transmitindo eventos via web pela Radio Maanaim e 9 lugares diferentes e todos com qualidade de audio e video, sendo um sucesso para a diretoria atual do Pes.

Foi cortado todo o luxo q os anteriores haviam utilizado, josias e seu grupinho de 3 pessoas da radio maanaim , nao ficaram em hoteis , nem comeram japoneses , mas sim ficaram em alojamentos de maanains e comeram PF tanto na beira de estrada quanto se serviram de refeições nos próprios maanains. 40 mil para 10 mil hein?!

Economia boa neh , a situação da radio maanaim e tão boa e esta tão a frente do chatelite, q o conselho presbiteral esta tentando acabar com o chatelite para que eles possam investir tudo na radio maanaim ja que o chatelite com o burro do Valério não dá lucro e nem retorno para eles, tanto e que no último final de semana o evento q ocorreu na área de Valadares MG, área de coordenação de do cuecão Daniel Moreira , não quis usar o chatelite para transmissão de jeito nenhum dando toda a prioridade a radio maanaim.

O Valério ficou revoltado com essa situação e ta tremendo na base com medo do Conselho Presbiteral acabar com todos o sistema de transmissão via chatelite da igreja maranata e continuar e investir pesado na radio maanaim.Imagem