Apostila dos diáconos da obra

O DIÁCONO

ATOS 6:1, 4 – Ora, naqueles dias, crescendo o número… este importante negócio.

As palavras gregas diácono e diaconia, têm sentidos diferentes.

A palavra diácono está relacionada a serviço, e a palavra diaconia está ligada a ministério.

No sentido mais simples, a palavra diácono significa servir no pó (prefixo dia = através de). Em outras palavras, é servir na humildade, nas coisas mais simples da Igreja.

A função de diácono foi instituída pelo Espírito Santo no início da Igreja primitiva, era uma função específica, e o Espírito Santo levanta servos fiéis para exercê-la. Por quê?

Porque antes do Pentecostes, a Igreja era composta de cento e vinte pessoas, aproximadamente, mas quando Pedro entrega a primeira mensagem naquele dia, três mil pessoas entram para a Igreja (a Bíblia não diz que todas elas se converteram, que todas aceitaram a Jesus naquele dia).

Dias depois, quando Pedro e João vão ao templo para orar, às três horas da tarde, um coxo que ali estava pediu-lhes uma esmola, e aqueles discípulos são usados pelo Senhor na cura daquele homem.

A multidão fica maravilhada com aquilo e Pedro, por revelação, lança a rede pela segunda vez, ele entrega a segunda mensagem sobre Jesus, dizendo que aquele povo havia consentido na morte de Jesus, exatamente o mesmo Jesus que havia curado aquele homem coxo.

Neste dia, mais cinco mil pessoas entraram para a Igreja.

Então nós vemos que antes do Pentecostes eram cento e vinte pessoas e doze apóstolos, mas de repente e em pouco espaço de tempo, esse número salta de cento e vinte para oito mil. O que aconteceu?

Os apóstolos já não podiam dar a mesma atenção a todos, já não tinham condições de dar aquele atendimento e, por causa disso, começou a haver murmuração dos gregos contra os hebreus porque as viúvas gregas estavam sendo mal assistidas pelo ministério, no tocante às necessidades materiais mais prementes que elas tinham.

Foi nesse contexto que o Espírito Santo revela e institui essa nova função dentro da Igreja, que era a função de serviço, uma função que deveria ser exercida por homens fiéis, chamados diáconos.

A função do diácono consistia em auxiliar o ministério.

E qual seria a função do ministério a partir dali?

Pedro disse: Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

Então nós vemos que diácono não é ministério, diácono é serviço, a sua função na Igreja é ajudar o ministério, ele é um complemento do ministério. É como se o ministério tivesse uma equipe e ele fizesse parte dessa equipe.

Por que ele complementa o ministério?

Porque ele exerce, na vida da Igreja, as funções de comando, as funções de orientação, mas sempre na dependência do governo, do ministério, do pastor. Ele tem tudo aquilo que o pastor tem, exceto o governo.

O que ele pode fazer? – Ele pode ouvir sonhos, pode discernir (se não tiver discernimento, ele deve passar para o pastor), pode impor as mãos, pode visitar, pode estar à

frente de grupo de assistência, enfim, todas aquelas funções básicas dentro da Igreja que complementam o ministério.

O que ele não pode fazer? – Não cabe a ele, por exemplo, mudar o horário do culto, mesmo se estiver tomando conta de um trabalho (Olha, pastor, eu mudei o horário do culto, era na segunda-feira e eu mudei pra terça-feira). Ele tem que ser orientado porque isso é função do pastor e não dele, se ele não aceitar, deve ser disciplinado, porque ele não pode passar por cima do pastor, ele é um complemento do governo.

Nós tivemos um caso aqui. Eu chamei o instrumentista e perguntei:

_ Como é que está o trabalho lá.

_ Está bem, mas eu não estou tocando.

_ Por que não?

_ Eu estou disciplinado.

_ Como? Que disciplina é essa? Como foi isso?

_ O irmão que está lá me disse que havia uma revelação para eu ficar seis meses no banco.

Eu chamei o diácono e perguntei:

_ Quem foi que disciplinou Fulano?

_ Fui eu, pastor, o Senhor me deu uma revelação.

Aí eu fui lá na igreja e disse: Olha, o diácono Sicrano errou porque não é função dele disciplinar ninguém, O irmão Fulano vai retornar à sua função, vai voltar a tocar e o diácono Sicrano vai sair daqui da igreja.

Depois ele veio falar comigo:

_ Mas pastor, o senhor acabou comigo aqui na igreja.

_ Você falhou e a sua falha foi pública, portanto, a sua repreensão também é pública, certo? Para que a Obra entenda o que é doutrina e a doutrina é: Você não tem função de governo, você não pode exercer governo, você não pode disciplinar, não pode mudar a ordem das coisas porque isso é função do governo e você é diácono, você é serviço, você é um auxiliar do pastor, do ministério.

É por isso que há todo um trabalho em relação a escolha do diácono.

Como é feita a escolha?

A escolha segue aquilo que a própria Palavra ensina. Nós não podemos escolher o diácono sem que ele esteja de acordo com a Palavra.

E quais são os requisitos bíblicos?

Ser cheio do Espírito Santo – Ele tem que ser cheio do Espírito Santo, ter intimidade com Deus.

Hoje a Obra cresceu tanto que não se admite mais um diácono sem dons espirituais.

O pastor chega e diz:

_ Eu vou levantar um diácono lá.

_ É? E quais os dons que ele tem?

_ Ele tem dom de curar.

_ Só o dom de curar? Esse a Igreja toda deve ter também.

Ele precisa ter dons, ele precisa ser cheio do Espírito Santo, ele precisa ter as evidências do Espírito Santo. Um homem que tem visões, que tem revelações, que é usado, esses servos com dons são servos credenciados ao diaconato, desde que preencha todos os

outros requisitos bíblicos.

Ser cheio de sabedoria – Não basta que ele seja cheio do Espírito Santo, é necessário que ele também tenha sabedoria.

Tivemos um candidato ao diaconato que deixou de ser candidato por causa da sua falta de sabedoria. O pastor estava dando um atendimento a um homem bem gordo e careca e ele estava ali, de repente ele diz assim: Pastor, eu tive uma visão. Eu via uma rosa que nascia na careca do gordo aqui. Esse irmão teve que ser afastado porque lhe faltou ética, respeito, uma série de coisas. Ninguém tinha mais visões nem revelações do que ele, um santo homem, mas não servia para o diaconato porque não tem sabedoria. Não se deve levantar, isso é bíblico. Não adianta ensinar, são obreiros, mas eles não aprendem. Você ensina uma coisa hoje e no outro dia… Olha, pastor, aquele obreiro que o senhor mandou pra cá, ele é estranho. Nós fomos encerrar o jejum (nós aqui não estamos acostumados), todo o mundo se ajoelhou na poltrona da sala e aí ele deu um pulo pra trás, deu um salto mortal, aí botou as pernas pra cima, ficou “plantando bananeira”, todo eufórico com o encerramento do jejum.

Você não pode ter um obreiro sem sabedoria, tem que ter cuidado porque você já sabe que ele não pode ser diácono.

Quando você fala de sabedoria, você está falando de uma série de coisas, inclusive no lidar com as pessoas.

Ser de boa reputação – Você tem que ver o testemunho dele, como ele é como obreiro, como ele serve, as características, como ele atende, a sua confiança na fé através daquilo que ele está realizando.

Quais são os outros requisitos?

I Tm. 3:1,13

Não ser neófito – Neo = novo / fitos = planta

É o novo convertido (planta nova).

Não se deve levantar novo convertido, um irmão que tem seis meses, um ano de Igreja, para o diaconato porque é um perigo. Por quê?

Porque uma das condições para ser diácono é conhecer a doutrina, ser apto para ensinar. Como pode ser isso se ele não conhece a doutrina?

Para ser levantado a diácono, o irmão tem que ter, no mínimo, o 4º período, para conhecer a doutrina básica da Obra e nós não corrermos o risco.

Um pastor levantou um obreiro a diácono que estava nesta condição. O texto para a mensagem falava da cólera do Senhor, mas na hora de ler, ele disse: A coleira do Senhor e pregou em cima disso, toda a mensagem foi sobre a coleira do Senhor: Porque o crente deve andar na coleira do Senhor… Porque o Senhor manda, leva e traz, vai e volta…

Isso só acontece porque não conhece a Bíblia. Não pode porque você expõe a Obra, você expõe a Palavra.

Que governe bem a sua casa – Se você percebe que ele tem uma dificuldade com relação à sua casa, é preciso tomar cuidado. Por quê?

Porque ele, assim como o pastor, ouve os problemas das ovelhas. Uma irmã chama para contar um problema pessoal, particular… a mulher está de cá… se ela tiver uma certa autoridade sobre ele, quando terminar a conversa, ela chama o marido num canto e começa o

interrogatório:

_ O que aquela mulher está querendo com você?

_ Nada não, bem.

_ Como nada não? Vocês ficaram vinte minutos conversando. Qual é o problema dela?

Aí ele, com medo dela, vai e conta o assunto que foi tratado.

Ela sai dali e vai contar para uma irmã da Igreja e, daqui a pouco, todo o mundo está sabendo do problema daquela irmã. Tudo por causa do diácono.

Esse diácono não manda em casa, ele não está governando bem a sua vida.

Se acontecer uma coisa dessa com você que é diácono, se a sua mulher quiser saber qual o problema de alguém que conversou com você, qual deverá ser a sua atitude?

Você vai chegar pra ela e dizer, mansamente, educadamente, o seguinte: Querida, isso não é da sua conta. Só o servo que está cheio do Espírito Santo dá essa resposta, se ele estiver na carne, não dá não. Assunto que você ouve de irmão na igreja, você não pode levar pra casa, não leve para a sua esposa. O servo que faz isso não está preparado para ser diácono. Por quê?

Porque ele tem que guardar segredo, o irmão confiou a ele um segredo da sua vida.

Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há

Isso é muito importante dentro desse contexto todo.

FUNÇÃO

A principal função do diácono é zelar pela doutrina.

É necessário que ele conheça a doutrina, ele tem que conhecer as doutrinas básicas da Obra, ele tem que saber acerca do clamor pelo sangue de Jesus porque através do conhecimento dessa doutrina, é através do clamor pelo sangue de Jesus que nós entramos na Palavra.

Quando você entra na Palavra através do clamor pelo sangue de Jesus você vai descobrir o segredo porque ele é a chave que abre o segredo da Palavra, ele é a chave para você entrar nesse projeto de Deus.

O diácono precisa conhecer profundamente essa doutrina, que é o clamor pelo sangue de Jesus, para que sejam tiradas todas as dúvidas daqueles que estão chegando, daqueles que são tentados a serem levados pelo engano.

O diácono tem que saber também a respeito da Palavra revelada, a respeito da consulta à Palavra, que é, na verdade, aquilo que movimenta a Igreja. Por quê?

Porque o novo convertido vem e aprende duas coisas fundamentais, que são: o clamor pelo sangue de Jesus e a consulta à Palavra.

Aquele que vem, ele coloca essa doutrina, o clamor pelo sangue de Jesus, rapidamente quê?

Porque ele chega em casa, a opressão vem em cima dele, ele clama pelo sangue de Jesus e o Senhor opera naquela hora. Ele entrou no seu local de trabalho, veio a opressão, ele clama e tem o livramento. Ele vai-se defendendo das opressões que estão vindo porque ele começa a clamar pelo sangue de Jesus e começa a ter experiências com o Senhor.

Depois ele começa a ter experiência com a Palavra. Por quê?

Porque ele não tem dons, não tem visão, não tem revelação. Ele abre a Palavra e Deus começa a falar com ele através dela, de tal forma que ele até se assusta.

O que firma o novo convertido no começo da caminhada é isso, é ter experiência com o clamor pelo sangue de Jesus e com a consulta à Palavra, porque ele vai-se desviando de todas as dificuldades que surgem, ele clama e Deus fala com ele.

Lembro de uma nova convertida que aprendeu e entendeu o clamor pelo sangue de Jesus e a consulta à Palavra. Nunca vi nada igual, de como o Senhor falava com ela pela Palavra.

Um dia, quando ela chegou em casa, o marido estava em “pé de guerra” , teve uma briga terrível com ela e disse que ia-se separar dela.

Ela clamou pelo sangue de Jesus e abriu a Palavra e o Senhor lhe disse: Não acontecerá. Ela glorificou ao Senhor.

No dia seguinte ela o viu com uma moça e foi saber do Senhor: Mas o Senhor me disse que ele não vai-se separar de mim. Já pensou se ele arruma um outro filho lá? Como eu e o meu filho vamos ficar?

Ela abriu a Palavra e o Senhor disse: Se gerar, certamente abortará.

Passaram dois meses e a situação não melhorava e ela perguntou ao Senhor: Até quando, Senhor, isso vai perdurar?

E o Senhor lhe disse: Isso vai durar mais um tempo.

Ela foi-se firmando porque Deus falava com ela tão diretamente, Pastor, como Deus fala comigo! Deus fala mesmo!

O diácono tem que saber levar o novo convertido a essas duas doutrinas básicas da Obra, que são o clamor pelo sangue de Jesus e a consulta à Palavra. Por quê?

Porque, a partir daí, abre-se um leque, o novo convertido clama pelo sangue de Jesus, depois consulta a Palavra, e aí os dons começam a entrar na vida dele, de repente é uma visão, e ele está lendo, orando, abrindo a Palavra, e o Senhor falando com ele através da Palavra, daqui a pouco, uma revelação, depois outra, daqui a pouco está falando em línguas. É a abertura, e a doutrina começa a fluir na vida dele, ele começa a ter experiências com a doutrina.

É por isso que é importante que o diácono conheça, pelo menos, a doutrina básica para conduzir o novo convertido a ter essas primeiras experiências com o Senhor.

A partir daí, ele vai mostrar o que é corpo, que o dom não é isolado, que o dom é no corpo, que o dom é incompleto. Ele vai introduzindo, vai preparando, vai apresentando as demais doutrinas da Obra, o culto profético, as experiências do culto profético. É uma seqüência, e o diácono é importante para dar esse seguimento na vida do novo convertido,

O diácono tem que zelar pela doutrina.

Quando você vir no grupo um que está com a cabeça virada, nunca deixe que ele levante os assuntos porque a opressão dele é exatamente esta, levantar as questões no meio de todo o mundo. Quando ele vier com aquela história de: Olha, eu tenho uma dúvida… tem algumas perguntas que eu preciso saber… Você diz logo: Olha, irmão, depois da nossa reunião do grupo de assistência aqui, eu converso com você, em particular e vamos falar sobre isso.

Os problemas sempre são isolados, não podemos jogar o problema de um em cima dos demais.

A participação do diácono no culto

A participação do diácono no culto é fundamental porque, enquanto o pastor está

preocupado com o culto em si, como ele vai ser conduzido, ele está vendo aquilo que é necessário.

Culto de casamento – Ele vai reservar os primeiros bancos para os parentes dos noivos, vai orientar os fotógrafos e os cinegrafistas (filmadores) para que a ordem seja mantida.

Eu fui fazer um casamento numa igreja em que os diáconos ficaram parados. Me deixaram “na onça”, na dificuldade. A noiva tinha combinado tudo com o fotógrafo e foi um desastre.

Eu comecei o casamento. Já no louvor, o fotógrafo rodava, aí ela virava, fazia “psiu” e ele batia a foto. Enquanto isso eu estou lá fazendo o culto. Aquilo já estava me aborrecendo. Depois ele foi para trás de mim, ficou no púlpito comigo, e ela “psiu” e ele lascava o flash. Aquilo foi me aborrecendo, a mulher fez um show à parte. Aí eu parei e disse: Tem um negócio errado aqui. O culto é para os noivos. Vai parar com esse negócio de fotografar agora, a noiva vai prestar atenção no culto, na mensagem porque senão vai ficar difícil.

Culto de sepultamento – É um culto já com aquela dificuldade natural. O pastor orienta sobre a colocação dos bancos em diagonal, a saída, fechar a urna quando começar o culto para não dar azo aos curiosos. Terminou o culto, os varões já levam, saem naquela ordem que nós já sabemos.

Isso é trabalho de diácono, ele segue as orientações do pastor que está à frente.

Culto de formatura – O diácono vai orientando os visitantes, os convidados dos formandos.

Culto normal – Evitar aquela interrupção do culto, o diácono andando toda a hora pelo corredor, arranjando lugar, chamando daqui e de lá, isso atrapalha.

É importante zelar pela ordem do culto.

QUANTO AO ASPECTO ÉTICO

Quem fala mal de diácono é pastor.

Eu fico impressionado porque há uns tempos atrás, eu estava com um diácono lá na igreja. O presbitério foi lá e esse irmão foi levantado para o ministério. Terminado o culto, toda a Igreja foi abraçá-lo, aquelas coisas. Aí ele virou-se para os diáconos e disse assim: Olhem, vocês sempre deram problemas. Tratem de arrumar as coisas lá dentro.

Ele era diácono meia hora antes e agora já estava brigando com os diáconos. Eu olhei para a cara dele… os pobrezinhos dos diáconos … são perseguidos até por aquele que passa a pastor, como se ele nunca… E eu posso falar porque nunca fui diácono, eu não tive este privilégio. Alguns dizem que é por isso que eu implico com eles.

Quando o diácono falta na igreja, o pastor pula, Olha, eu estou sem diácono lá. Tratem de me arranjar uns diáconos bons. O pólo de vocês está cheio de diáconos e eu lá não tenho nenhum.

Todo o mundo fala mal do diácono, mas todo o mundo quer o diácono, então é porque não é tão ruim assim, na verdade, eles são uma bênção, são uma necessidade.

Tinha um diácono muito humilde lá na igreja. Um dia eu fui atender uma senhora e perguntei:

_ Tudo bem com a senhora?

_ Tudo bem.

_ Está esperando para orarem por você?

_ É, eu estou esperando sim.

_ Está esperando quem?

_ Estou esperando Fulano (e apontou para aquele diácono).

Tem aquele pessoal que gosta mesmo do diácono e isso é bom.

No tratamento ao visitante – Como você aborda o visitante? O diácono tem que saber isso. No caso de um senhor, uma senhora, o tratamento deve ser cerimonioso, você não vai chegar para uma senhora e tratá-la com intimidade, você não vai dizer: Como é que você está?

Às vezes é uma autoridade, um juiz de direito, uma outra coisa qualquer, chame-o de doutor, essa turma aí fora gosta disso, dessa deferência toda, crente é que não gosta, mas eles gostam.

No tratamento à criança – Como é que você entrega um dom a uma criança? Precisa ter cuidado, tem que saber lidar com ela, não pode ser de qualquer maneira, tem que usar de inteligência. Você não pode entregar um dom a um adulto perto de uma criança, porque pode ser algo complicado.

No tratamento ao idoso – Você orou pelo idoso e aí começa: Pois é, irmão, oitenta e cinco anos, não é? A Bíblia diz que depois dos setenta é só canseira e enfado, mas o Senhor está sempre de braços abertos para nos receber… Ele começa a armar um cenário de morte, uma expectativa de morte para o pobrezinho, o homem sai dali pensando que está prestes a morrer.

Estas coisas não são sábias. O que você vai conversar com o idoso?

Você vai conversar com ele, alegre… Mas senhor está muito bem, vamos orar aqui… Se ele tiver noventa anos, você diz: Eu quero ir ao seu centésimo aniversário…

São pessoas que têm algum tipo de carência.

No tratamento às autoridades – Você tem que ter cuidado com a pessoa pública, não pode colocá-la num lugar de evidência, você não pode expor, colocá-lo de frente para a porta, até mesmo por medida de segurança, tem que ser num lugar mais protegido. Chegou o governador, leva para um canto mais protegido.

Nós não tratamos mal ao político. É claro que você não vai botar o político lá na frente para falar, Olha, estamos recebendo a visita do deputado Fulano de Tal. Deputado, faz favor, venha entregar uma palavra… Nós não fazemos isso. Se quiser, você pode fazer uma menção apenas.

Às vezes, em época de eleição, chega lá na igreja, aí o diácono vai logo “barrando”: Você veio fazer campanha política aqui é? Nós não nos metemos com política não. Por favor, retire-se daqui pra fora.

Não precisa ser mal educado. Se ele disser: Olha, eu poderia entregar o meu papelzinho aqui? O que você vai dizer? O senhor pode ficar à vontade, mas aqui do portão para fora. O senhor pode distribuir para os membros da Igreja sem dificuldade alguma, não tem problema. Não pode fazer isso aqui dentro porque nós temos uma orientação nesse sentido, é um lugar de culto, as pessoas estão mais envolvidas com o culto. Aí na calçada não tem problema nenhum.

Não vamos tomar nenhuma posição, mas também não vamos tratá-los mal.

Na visita aos lares – O diácono que visitar uma irmã quando ela estiver sozinha em casa, ele deve ser repreendido. Ele foi lá e o marido dela estava trabalhando e os filhos estavam na escola; volta da porta mesmo. Ele fez a visita a primeira vez, foi avisado para não fazer mais aquilo, se repetir a visita na casa daquela irmã, nas mesmas condições, ele deve ser afastado sem consultar ao Senhor porque já é uma orientação, isso é questão de ética. Ele foi a primeira vez, você chamou a atenção, ele repetiu, foi desobediente, pode e deve afastá-lo.

Nos lares incompletos – Tem que ter muito cuidado em se tratando de lares incompletos, tem que haver sabedoria com relação a dons e tudo o mais, precisa ver isso.

Horários impróprios – Você vai fazer uma visita à casa de uma irmã na hora que o marido dela está vendo o futebol. Você fica ali trinta minutos, ele não vai prestar atenção, vai ficar oprimido, com raiva porque perdeu o jogo.

Hora de almoço, ou de janta, ou onze horas da noite. Tem que ser conforme a disponibilidade da pessoa a ser visitada, Irmã, qual é o melhor horário para fazermos uma visita à senhora? Fale com o seu marido, veja se não é na hora do descanso dele.

Tem que ver isso.

Intimidades – Tem que evitar certas intimidades, certas coisas que trazem problemas.

QUANTO AO ASPECTO ESPIRITUAL

Guardando o ministério da fé – O diácono leva as experiências porque o seu trabalho na vida da Igreja é com as experiências de fé, experiências maravilhosas, de sinais, de curas, de libertações, de revelações.

Eu tinha um diácono à frente de um grupo de assistência, era o grupo que mais crescia, chegou a ter noventa e oito pessoas. Ele não dizia pra ninguém, É, tem muita gente, mas eu não contei.

Um dia a minha filha me disse assim:

_ Estou impressionada com Fulano.

_ Por quê?

_ Porque eu queria ir ao morro de Juburuna com mais duas colegas para orarmos, mas não tinha ninguém para nos acompanhar. Conversei com ele, era o dia do aniversário da irmã dele e ele deixou de ir ver a irmã e foi conosco no morro.

Deixou de ir ao aniversário da irmã. Eu não faço isso não. Ele fez espontaneamente e por isso o carinho que elas dedicam a ele agora é muito grande, se ele lhes chamar a atenção, elas vão ouvir, porque o gesto dele foi um gesto de fé, de abnegação. Isso é muito importante na vida do diácono, você conta com ele a qualquer hora do dia ou da noite. Ele chama a atenção e a pessoa ouve porque sabe que ele zela, é o ministério da fé.

Não de língua dobre – Diz uma coisa ali e outra aqui. Isso não pode acontecer.

Provado – Ele é provado e aprovado.

Irrepreensíveis – Ele tem que ter uma conduta irrepreensível.

QUANTO AO ASPECTO MATERIAL

Não cobiçosos

Honestos

Tendo bom testemunho dos que estão de fora

Hospitaleiro

Não espancador – Nós colocamos isso aqui para contarmos um fato interessante que aconteceu com um obreiro. Ele estava pregando no culto e o filho dele, um garotinho de quatro, cinco anos, começou a fazer bagunça. Aí ele parou e disse assim (se dirigindo à esposa dele): Eu pediria à irmã, à mãe da criança, que tratasse do caso. E continuou pregando. A mãe… na maior comunhão… o bichinho… Lá pelas tantas, ele desceu do púlpito, passou a mão no bichinho, botou embaixo do braço e começou a bater no filho enquanto ia pregando, ele não parou a pregação, ia batendo e ia pregando: Irmãos, porque a Obra… TAP! TAP!… e o bichinho… Ai! Ai! Ai!… Deus tem-nos falado… TAP! TAP!… de várias maneiras… porque a operação do Espírito Santo… O bichinho quase morreu.

Ele pregou cinco minutos enchendo o menino de tapa. O bichinho saiu tonto.

Tem certas situações, as vezes o obreiro tem uma filha que já está uma mocinha, precisa ter cuidado.

Dias atrás uma irmã conversou com um pastor, ela disse que a filha de dezesseis anos falou uma coisa e o pai, um obreiro, deu um tapa no rosto da moça. (Se bem que ela não tem mesmo nada na cabeça, não tem Obra, não tem nada… apesar de que tem gente que tem dons, mas não tem Obra e aí cria uma dificuldade).

Não contencioso – Tem gente que contenda com tudo.

Não avarento – Aqui também tem muita coisa.

Amém.

One thought on “Apostila dos diáconos da obra

  1. Fred says:

    faltou a apostila dos diaconos da obrar falar sobre: diacono que se envolve em desvio de dizimo e é reintegrado as funções na igreja………eita obra vinda da eternidade maravilhosa!

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