ICM E SEU CONCEITO DE “REVELAÇÃO”

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“A nossa curiosidade nos embaraça, muitas vezes, na leitura das Escrituras; porque queremos compreender e discutir o que se devia passar singelamente. Se queres tirar proveito, lê com humildade, simplicidade e fé, sem cuidar jamais do renome de letrado.” Thomas de Kempis

Umas das características mais notórias da ICM é seu alto grau de exclusivismo religioso. Uma índole negativa que é cultivada dentro do seio institucional de que a ICM foi agraciada desde sua fundação às suas práticas doutrinárias com “segredos” ou “elementos” concedidos pelo próprio Deus que nenhuma outra denominação religiosa recebera ao longo da história da Igreja Cristã.

Um sentimento de exclusivismo, de eleição, é cultivado no coração dos membros. Pretensioso. Arrogante. Altivo. Por isso, um diligente ou versado cristão ao aferir, sobriamente, o teor dos discursos exclusivistas dos membros, percebe que isso não passa de um feroz argumento propagandista e marqueteiro para enaltecer a ICM e desfazer das demais igrejas cristãs, muitas vezes, até involuntariamente em razão de estarem tão açulados pela paixão à “Obra Maravilhosa”.

No seu alto grau de presunção, a ICM tende a ser de forma obstinada contrária a todo e qualquer ensino ou prática das outras Denominações, ainda que as tais tenham, de fato, pertinência bíblica. Mas não é isso que, a priori, a ICM está interessada. Se é bíblico ou não, não importa! Ao analisarmos a situação fria e clinicamente, percebemos que tudo que a ICM faz, faz no intento de ser contrária ou inovadora àquilo que já existe ou que é comum em outras instituições religiosas, na pretensão vaidosa de ser “diferente”, ou melhor, “única”. O importante é ser do contra – pensa a liderança.

Não estamos se referindo a heresias ou doutrinas sem amparo bíblico que hoje existem no meio “evangélico” ou “católico”, aliás, é devido rechaçarmos preceitos extra bíblicos. Essencialmente, o intento da ICM não é isso, verdadeiramente, embora combata tais heresias também. Como já dizia o apóstolo: verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção (disputa), não puramente… (Flp 1.15-16).

A ICM faz algo muito semelhante às palavras de Paulo. Embora a ICM, em seus seminários escarneça e expõe ao ridículo todas as outras Denominações irresponsavelmente, sem desconsiderar nenhuma, haja vista que não estão elas sob o domínio do Presbitério (PES), a verdade é que, hipocritamente, ela faz exatamente o mesmo, costurando novos ensinos, particulares e diferentes de suas concorrentes, mas com o mesmo objetivo final – marketing religioso – novas engrenagens doutrinárias que supostamente “facilitam” a comunhão ou aquisição de bênçãos de Deus. Um chamariz para seduzir novos membros.

São as suas próprias invencionices forjadas na pretensão de confirmar o seu exclusivismo e se auto-afirmar perante as outras Denominações. De tal sorte que, ao se deparar com essas “novidades” e “sofisticações” doutrinárias, muitos neófitos, em sua ingenuidade e desinformação bíblica, acabam se deixando levar, crendo que, por isso, há autoridade espiritual e piedade genuína na ICM. Um desses ensinos que é incutido na mente dos membros é a tal da “Palavra Revelada” ou “Além da Letra”.

Ao primeiro momento quando se escuta tal expressão, de logo, vem em mente o fascínio. Cativante. Sedutoramente espiritual, que, naturalmente, faz o ouvinte a associar, de pronto, a algo arrebatadoramente divino – “A Palavra Revelada… Segredos dessa Obra!” Altamente piedoso.

Espetacularmente espiritual. Suspirante. É Santo! E é exatamente isso que os líderes querem que os inocentes e desavisados neófitos acreditem. Quanto mais seduzidos e fascinados ficam, inebriados e empolgados se tornam ao ouvirem exaustivamente expressões revestidas de uma sensação de pretensa piedade “exclusivista” e “sofisticada”. Por isso, para os neófitos e inocentes, mais fácil é de suas faculdades racionais ficarem tímidas e inertes, implicando, efetivamente, no perigo da manipulação através da indução e de reações impulsivas e emotivas.

É sabido que as instituições ou grupos religiosos contraditórios utilizam exaustivamente a palavra “revelação” justamente para dar um ar de autoridade espiritual ao líder e ao grupo religioso, de modo a, invariavelmente, inibir qualquer senso crítico ou racional por parte de uma pessoa que estar a ser recrutada pelo grupo. São promovidas emoções, intuições, revelações e conhecimentos místicos acima da palavra objetiva e das decisões sóbrias e moderadas.

Tudo na vida do neófito, sejam decisões seculares, espirituais ou matrimonias, enfim, tudo, agora, passa a ser tomado sob um alto apelo de “espiritualização”. Ou seja, decisões e tarefas forçadamente “espiritualizadas” ficam mais importantes que conclusões objetivas, sensatas e lógicas através da racionalidade dada por Deus ao ser humano. Até mesmo o cerne e a primariedade da mensagem que fora revelada nas Escrituras ganha sentido secundário para dar evasão à “espiritualização”.

Pensamento crítico, lógico, honesto, cauteloso, moderado e independente de um exemplar cristão, inspirado pela sabedoria do Espírito, é desencorajado, e pode ser visto como egoísta, pois o intelecto racional é mal, é “razão”, agora tudo tem que ser pretensamente “revelado”- “consulta ao Senhor” ou “revelação do Senhor”.

Evidentemente, para uma pessoa despreparada, se deparando com esses ensinos, infantilmente abraçará essas conclusões, porque tais ensinos, por si mesmos, traduzem em credibilidade espiritual. Logo, a primeira sensação de uma pessoa que estar a ser arregimentada por um grupo dessa natureza é um conflito existencial que impregnaram em sua mente, o sentimento de culpa em relação à dualidade “Revelação x Razão”; que, tendenciosamente, quer dizer: ou escolhe “a verdade”, “a revelação”, a “orientação do Senhor” e se dará bem ou escolhe a sua “razão humana”, “filosófica”, “teológica” ou vai se dá mal etc.

Aparentemente tudo parece revestido da mais pura honestidade, mas por trás disso há um ardiloso interesse de manipulação e controle fácil sobre a vida alheia, retirando a responsabilidade racional que perfaz o ser humano criado por Deus. A fé deixa de ser racional e sóbria e passa a ser baseada na “revelação” (leia-se, baseada em reações emotivas, irracionais, impulsivas e, sobretudo, na obediência cega e subalterna à liderança). Tudo não passa de uma manobra puramente humana e maligna para atingir objetivos puramente pessoais e, assim, os líderes infantilizam as ovelhas, logo, numa posição privilegiada, eles acabam isentos de qualquer argüição pela Palavra de Deus, senão livres para exercer o mando e desmando a bel-prazer.

Dessa forma, com o tempo, a pessoa fisgada passa a enxergar como “revelação” tudo aquilo que sai da boca da liderança do grupo exclusivista e “razão” tudo aquilo que é dito por outros cristãos e líderes de outras igrejas, e “letra” tudo aquilo que está primariamente e objetivado nas Escrituras. Ou seja, as palavras de seus pastores tomou o lugar da Bíblia e da cautela cristã devida a todo servo de Jesus, e passou a ser a fonte e o árbitro de toda a vida do crente que se apequenou diante dos homens. Portanto, não é surpreendente ouvir, à exaustão, essa expressão “Palavra Revelada” lá na ICM.

É inclusive um DIVISOR de águas entre os que a “possuem” e os que “não a tem”. É um “requisito” imprescindível para quem almeja galgar funções e cargos, sobretudo para “ungidos” e pastores que necessitam dominar muito bem essa “habilidade” da “Palavra Revelada” para serem considerados “na revelação”.

Mas, o que seria dentro do “entendimento de Obra” essa expressão? Nós, como fomos membros lá durante muitos anos da vida, começamos a buscar entender isso. Após um período não curto de observações, estudos e orações em busca de sabedoria divina, chegamos a uma conclusão.

1) ALEGORIA BÍBLICA x ALEGORIZAÇÃO DA BÍBLIA

Em sua pretensão exclusivista, a ICM tende a rotular suas doutrinas com expressões bem originais, jargões próprios, que remetem a um apelo de espiritualização, logo, credibilidade espiritual, àquilo que, claro, pertence a ICM. Um marketing bem elaborado, mas tendencioso. A “Palavra Revelada” não é nada de novo e muito menos é um “segredo dessa Obra”. Embora muitos membros da ICM comprem essa idéia que lhe vendem, a famigerada “Palavra Revelada” é um método muito antigo de se ver as Escrituras. Historicamente, a alegorização teve sua origem na Grécia (século IV a.C.), influenciou o judaísmo através de Filo em Alexandria (século II a.C.) e só depois veio para o cristianismo através de teólogos cristãos, tais como Jerônimo, Orígenes e Agostinho. Nos meados do século XX alavancou popularidade no seio pentecostal com o chinês Watchman Nee, cujas obras literárias seduziram e influenciaram por demais os fundadores da ICM, principalmente o primaz, na elaboração das mensagens tipológicas da ICM.

O problema da ICM é essa sua obstinação de querer arrogar para si a “invenção da roda” ou a “descoberta da pólvora”. No intento oportunista e avarento de seduzir os visitantes e novos convertidos para si, a ICM tenta trazer para si a glória de ter “descoberto” esse método de interpretar as Escrituras, dogmatizando, agora, isso de “Palavra Revelada Além da Letra! Segredos dessa Obra!”.

Só que todas as demais Denominações cristãs, na pessoa de seus líderes, conhecem a teologia de alegorizar os Escritos Santos. Sabe que isso é antigo. Entretanto, não a denominam com um termo pretensamente espiritual – “palavra revelada” -, mas simplesmente com aquilo que ela sempre foi e é: alegorização ou espiritualização das Escrituras. Simples. O caso da ICM seria como aquele episódio que anos atrás ocorreu entre Brasil e Japão a respeito do suco de assaí. O Japão queria patentear como propriedade de suas fábricas a descoberta de tal suco, que é originariamente brasileiro, do Pará. Claro não teve sucesso judicial.

É a mesma coisa que ocorre com a ICM e a alegorização das Escrituras. A ICM apresenta e vende o produto como um “segredo da Obra”, muda só o “rótulo do vidro” e coloca lá a marca “Palavra Revelada”, mas o conteúdo é o mesmo. Alguns ingênuos, acomodados e ignorantes na Palavra, compram a idéia e retransmitem para outros, e esses outros, retransmitem para outros. Sim, é um tipo de pirataria teológica. Percebemos o exclusivismo pretensioso da ICM? Jogada marqueteira. Porém, a alegorização ou espiritualização das Escrituras, seja o que a ICM e as outras denominações fazem, não é algo eminentemente positivo e salutar para a vida do cristão e da Igreja.

É justamente por causa da alegorização dos Escritos bíblicos que muitas heresias surgem a torto e a direito, através de sentidos totalmente descontextualizados que fogem radicalmente do objetivo central do ensino das Escrituras. Pastores empavonados, ávidos por reconhecimento e aplausos, costuram mensagens espetaculosas, cheias de malabarismos e arranjos coloridos, de modo a tanto elevar o ego do pregador à glória, como seduzir a uma manada de ouvintes da igreja. 

E, além do mais, esse método de alegorizar as Escrituras, quer queira quer não – por fugir das instruções ou lições primárias e centrais da mensagem de Deus – não tem nenhuma aplicabilidade concreta na vida cristã, mas sim o ouvinte escuta um calhamaço de divagações tipológicas que não lhe trazem nenhum preparo consistente para os desdobramentos da vida, tampouco um alimento denso para o preenchimento da alma.

De fato, é vazio, oco e tedioso as mensagens, as aulas, as pregações da ICM, a partir do momento em que você percebe que a tal da “revelação” gira em função de tipologias e simbologias. Entretanto, não há como negar que os escritores bíblicos mencionam e usam alegorias, figuras, metáforas ou parábolas. Isto é um fato inegável. Aliás, lançar mão desses recursos é pertinente a todo e qualquer pregador ou professor secular. Não precisa ser muito inteligente ou metido a “espiritual” para saber que é muito pedagógico utilizá-las. Afinal, em todo o ramo de ensino se usa o mecanismo das metáforas, das parábolas ou das ilustrações para imergir mais facilmente o ouvinte no resultado prático que a mensagem quer alcançar.

No entanto, usar uma parábola (linguagem figurada) para ensinar, ilustrar ou destacar uma verdade é bem diferente de ficar procurando, por exemplo, obstinadamente figuras, tipos, números, significados sobre isso e aquilo em toda e qualquer versículo, para toda e qualquer situação, para toda e qualquer pregação, desviando daquilo que a mensagem de Deus quer nos atingir, ingressando no perigoso campo da especulação e da inverificabilidade que o “varão da mensagem” sugere ter “alcançado” a “verdade escondida” que ele diz estar “além da letra”. O “servo da mensagem” foge do conteúdo primário da mensagem bíblica e cai no campo da especulação, e, arrogantemente, assevera que aquilo é “revelação além da letra”. Ou seja, notemos as sutilezas, muitas vezes imperceptíveis para nós: o pretensioso pregador eleva a sua interpretação alegórica como a mais pura Verdade Absoluta – “a revelação” – e, indiretamente, inferioriza as Escrituras Sagradas.

Além de ser uma postura de falsa humildade, demagógica, desacata e destorce a Palavra de Deus, embora cheias de aparentes boas intenções a postura do “varão valente”. Por isso, cabe distinguir a alegoria propriamente bíblica da alegorização das Escrituras. O uso literário da alegoria dever ser distinguido do método de interpretação (bíblica) chamado “alegorização” (ou alegórico). Este método é caracterizado pela busca de um significado dito mais profundo nas declarações literais de um texto, que diz não está facilmente visível – que a ICM dogmatizou isso de “revelação além da letra”.

Por isso, do perigo. Porque método freqüentemente indica mais os padrões de pensamento do intérprete do que do autor original. Nesse método, o significado histórico, instrutivo, objetivo é negado ou desprezado, de tal modo que a tônica central e real das Escrituras recai inteiramente em um sentido secundário, e a alegorização ou a “Palavra Revelada”, oriundo da cabeça do intérprete, ganha uma importância primária e falsamente real da mensagem bíblica – “a verdade oculta” que somente os “campeões de Deus” que detêm a “Palavra Revelada” é que serão os portadores da interpretação verdadeira da Bíblia.

Percebemos o caminho sutil e tenebroso que o homem vaidoso e soberbo religioso procura de tal forma a desembocar nas heresias?

“Existe […] uma liberdade ilimitada para a fantasia, basta que se aceite o princípio, e a única base da exposição encontra-se na mente do expositor.” Angus & Green.

O grande perigo do método alegórico é que ele não interpreta as Escrituras. Ele vai justamente “além da letra” segundo a opinião e sugestões do pregador, subjetivando e especulando uma “verdade oculta” que ele diz que encontrou, mas que tais conclusões são impossibilitadas de serem testificadas. Assim, a Igreja passa a ver a Bíblia não como autoridade maior da doutrina de Deus, mas sim a “revelação” (interpretação) que a liderança detém da Bíblia. “Afirmar que o principal significado da Bíblia é um sentido secundário e que o principal método de interpretação é a “espiritualização” é abrir a porta a imaginação e especulação praticamente desenfreadas. Por essa razão, insistimos em que o controle na interpretação se encontra no método literal“. Angus & Green.

A autoridade básica da interpretação deixa de ser a Bíblia e passa a ser a mente do intérprete, sob a qual não há meios de provar as conclusões do intérprete. Ora, como corruptível o homem é, sua interpretação pode então ser distorcida por suas posições doutrinárias, por seus preconceitos, estado de espírito, tradições e costumes da Instituição Religiosa à qual ele pertence, por seu ambiente social, interesses e por sua formação ou por uma enormidade de fatores. Portanto, não procede de forma alguma a pretensão infantil e irresponsável de defender a tese de que o que o “varão da mensagem” falou foi uma “revelação do Senhor”. Quem nos garante? Prove! Como irá a provar, se não há base bíblica? Como irá provar, se fugiu da primariedade daquilo que a Bíblia assevera? Logo, se não está na Bíblia é o quê? Estão vendo o perigo dos ensinos da ICM nas nossas vidas?

Assim, os grandes perigos inerentes a esse sistema são a eliminação da autoridade das Escrituras, a falta de bases para averiguar as interpretações da “Palavra Revelada”, a redução das Escrituras ao que parece razoável ao intérprete e, por conseguinte, a impossibilidade de uma interpretação verdadeira das Escrituras. No frigir dos ovos, a verdade passa não está mais naquilo que as Escrituras e o Espírito, pela leitura, dizem na intimidade ao servo de Cristo, mas naquilo que a liderança, numa posição de mediadora, diz a respeito daquilo que ela entende por verdade ao servo, que ele, portanto, deve cumprir. No caso, na ICM, a verdade – “a revelação” – passa a ser tudo aquilo que o PES diz e entende; ao passo que tudo aquilo que as Escrituras dizem em seu sentido objetivo, primário e real é “letra”, é “razão”, é “teologia”, é “sem-revelação”.

Percebamos a que ponto chega a obstinação, o fanatismo, a arrogância de permanecer no erro, de defender o indefensável? A ponto de desacatar, inferiorizar, diminuir, relativizar e blasfemar dos ensinos de Deus.

Por incrível que pareça, como mais um exemplo de distorção bíblica, a ICM procura justificar essa atitude com textos bíblicos como o de 2 Coríntios 3:6b, em que Paulo fala: “…pois a letra mata, mas o espírito vivifica”. Basta lermos o contexto desta passagem para concluímos que “a letra” da qual Paulo esta reprovando não é aplicabilidade central, literal, primária, simples e objetiva do contexto das Escrituras, mas a observância da Lei de Moisés, em seus ritos e cerimônias, como um fim em si mesmo; inúteis para a vida cristã, a qual é dependente tão-só do Espírito de Deus. É exatamente a falta de entendimento espiritual, da carência de humildade para com as Escrituras Sagradas, que faz com que o homem não creia na singeleza de Jesus, e ignore essa prescrição de Paulo: E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro. 1 Coríntios 4:6

2) O OBJETIVO DA “PALAVRA REVELADA”

Ouve-se enfadonhamente o Panteão de Vila Velha gabando-se de ter “alcançado” a “revelação” das Escrituras. Mas eles só falam é porque tem uma geração que lhe dá crédito. Infelizmente nos deparamos com uma geração analfabeta de Bíblia. Os crentes querem sentir, mas não pensar. Querem sentir arrepios, mas não querem estudar a Bíblia com dedicação. Querem bater no peito de orgulho (por serem da “Obra”), mas não querem pôr a prova o que lhe vendem. Tudo o que é falado em nome de Deus, estas pessoas aceitam. Basta ter o carimbo do clichê “o-siô-mostrô” ou “o-siô-revelô” que está tudo bem, acreditam. Ou basta dizer que quem falou foi um “ungido do sinhô” que está tudo certo também, defendem. E tudo que eles ouvem, repetem como um gravador – a síndrome do Papagaio. Um dos maiores perigos é quando nos acostumamos com afirmativas que, de tanto ouvi-las, acabamos condicionando-as como verdades absolutas e imutáveis. Correndo o risco de sermos reputados como “sem revelação” ou “letrista”, gostaríamos de questionar o uso de algumas “figuras” que nos são apresentadas na ICM e em outras denominações. Cremos que uma figura só é válida quando se aplica a todas as situações e pode ser levada às últimas conseqüências. Vejamos alguns exemplos:

a) Egito é figura do mundo. Todos nós já ouvimos ou até mesmo já dissemos esta frase. Mas será que uma palavra que é usada em um lugar com um sentido tem o mesmo sentido em outro texto e contexto? Quando fugiam da ira de Herodes, para onde José e Maria levaram Jesus? E aquele texto que diz: “Do Egito chamei meu Filho?” (Mt 2:15). Perguntamos: Egito aqui pode significar o mundanismo?

b) O Barco é tipo da “Obra” ou do “Corpo”. Também todos nós escutamos essa tipologia, inclusive utilizada muito em “visões” no “culto-profético”. É uma pregação muito tendenciosa da ICM sobre o episódio em que Jesus caminha sobre as águas e encontra Pedro e os demais num barco no mar da Galiléia. A ICM para defender o seu exclusivismo e isolacionismo sócio-religioso, apregoa que Pedro, ao sair do barco em direção a Jesus, afundou devido ao fato de que “saiu do corpo”, “da Obra”, e afundou porque sua fé só tem aplicabilidade no “corpo”, “na Obra”. Perguntamos: Pedro saiu do barco foi por rebeldia ou foi por que Jesus o chamou? Pedro afundou foi por ele não confiar, seguramente, nas palavras de Jesus ou foi por ele ter saído do barco, no caso, “do corpo” (Mt 14:29-31)?

c) Faraó é figura do diabo. Esta é outra afirmação que já ouvimos bastante, mas que não se encaixa bem, pois, se assim fosse, em Gênesis 47:7 veríamos Jacó abençoando o maligno!

Com isso, vemos inúmeras mensagens dos mais variados tipos, para todos os gostos, para as mais diferentes pessoas. Pastores, diáconos e obreiros embalados no afã da vaidade de serem reverenciados como um servo com “palavra revelada” ou que “alcançou a revelação” usam o texto bíblico como querem, e vêem nas Escrituras, aquilo que Jesus e nem os apóstolos viram, tampouco os renomados estudiosos ao longo do tempo da Igreja. Em obras literárias vendidas no “Maanaim”, cujos autores são da ICM, observamos os arranjos carnavalescos que fazem com as Escrituras, sem nenhuma responsabilidade.

Tais como: Juízes 15: 14 ao 19 Vers. 15 – queixada fresca dum jumento. Queixada – direção do Espírito Fresca – precisamos buscar diariamente às revelações para vencermos os filisteus (mundo) Jo 6: 35, 57. Jumento animal pequeno, aparentemente frágil, mas que suporta grande carga, fala da obra do Espírito (I Reis 1:33 ao 35). A palavra nos diz que a entrada do Senhor Jesus em Jerusalém foi triunfal (Mt. 21:5,9). Ele entra montado num jumento, mostrando toda a humildade, beleza e mansidão do seu caráter (semelhança do Pai), um Rei que veio para servir, e levar os nossos fardos, nossos problemas, nossas enfermidades – Is. 53:4,5 – Fil. 2:5 ao 9. Através da obediência e humildade ao “PAI”, JESUS pode vencer o mundo (os filisteus) Jo 16:33.

Quando Sansão se apodera da queixada fresca dum jumento, ele se apodera da revelação dada ali no momento (fresca), segundo à sua necessidade; mostrando que a revelação tem que ser uma constante na vida do servo. Dia a dia, enfrentamos lutas, dificuldades, as mais variadas e vamos precisar da orientação do Senhor para resolvê-las, para vencê-las. Vers. 16 – Sansão conta a vitória que teve sobre os filisteus. Vers. 17 – Acaba de falar, “lança à queixada” – Lançar a queixada é o que geralmente acontece com nossas vidas, nos esquecemos muito facilmente das bênçãos recebidas, logo estaremos diante de outras lutas, e não podemos deixar à revelação. Vers. 18 – Sansão teve grande sede, e clama Isso nos fala da dinâmica da nossa salvação.

As lutas são constantes, elas não cessam, não há tréguas, por isso Sansão mal vence uma luta, já está com sede (justiça), e, ao clamar vemos que no vers. 19 Deus responde fendendo a caverna (Jo 4:10,14). A água (revelação) estava oculta (na caverna) foi necessário a ação do Senhor de (fender, abrir, revelar) e a ação de Sansão de buscar (clamar). (grifos nossos) Isto é uma falta de respeito ao Texto Sagrado. Isto é torcer as Escrituras e interpretá-las sem nenhum critério. Uma das regras fundamentais de uma boa exegese bíblica é: a Bíblia diz justamente o que ela quis dizer.

O pregador não cria a mensagem, ele a transmite. A mensagem emana das Escrituras, e não de sua habilidade de deturpá-la. A Bíblia diz aquilo que realmente ela nos quer dizer, nos transmitindo uma simples lição de vida, seja por testemunhos de episódios históricos, seja por prescrições diretas. A Bíblia mediante o seu CONTEXTO como todo, nos responde qual fora o ensino prático do episódio de Sansão. Queixada – direção do Espírito. De onde tiraram essa pérola? A queixada foi um instrumento de luta, uma arma. Ela jamais poderia “dirigir” Sansão. Ele é que a manipulou com tal habilidade e força, que obteve vitória sobre os inimigos. Sansão USOU a queixada. Sansão MANIPULOU a queixada, e não o contrário. Como é que ela pode, mesmo assim, ser comparada à direção do Espírito? Em nenhum momento, Sansão caiu em transe e deixou-se levar pela mandíbula de um animal.

NÃO somos nós que manipulamos o Espírito de Deus, mas Ele que nos inspira. O ensino da “palavra além da letra” inverte os valores e pretende anular a PROMESSA de Deus que repousava sobre a vida de Sansão, ao designar-lhe para julgar o povo de Israel. A direção do Espírito residia na própria mente de Sansão, e ele agia com confiança total no Senhor, que lhe garantia o sucesso. Se não fosse assim, ele jamais teria enfrentado tantos soldados treinados para a guerra sozinho e apenas com a mandíbula de um asno.

A propósito, a ICM também defende a alegorização de que as CINCO PEDRAS que Davi pegou no ribeiro são tipo dos “meios de graça” (da ICM, claro). Ora, se ele acertou Golias com a primeira pedra, o que Davi fez com as outras?

Jogou fora? Foram inúteis? Prestemos atenção numa coisa: A ICM dá mais importância aos objetos, ao ritualismo, do que o feito do servo de Deus guiado pelo Espírito Santo. É através dessa “alegorização” irresponsável e sem critério nenhum que surgem as heresias. O erro da ICM de espiritualizar objetos bíblicos, como que em si mesmos eles detivessem uma aura de poder ou superstição, levou-a conseqüentemente por espiritualizar “arranjos de flores” sobre o púlpito (julgado como tipo do Espírito Santo, dos dons espirituais); os “maanains” (chácaras da ICM) – “santo lugar”, “onde Deus opera de forma especial”, atribuindo-os como um local espiritual onde a “Obra tem mais alcance”; assim também é o livro (estrutura e organização) da Bíblia que fora espiritualizado para jogar bibliomancia; e diversos outros objetos como seus templos (a “Casa de Deus”), púlpitos (só varões podem estar sobre ele e só se pode prostrar-se em direção ao mesmo), horários (madrugadas), recitação de frases (“clamor”) etc. Observemos que a ICM desviou a fé, pois a confiança, agora, em Deus ficaram condicionadas não de ser através da fé em Cristo – “o justo viverá pela fé” –, mas sim na superstição.

Para ser fiel e receber bênçãos, venha à “madrugada”, recite o “clamor”, faça mutirões, venha ao templo, vá aos “maanains”. Enfim, tudo iniciado por querer encontrar “pêlo em casca ovo” nos versículos bíblicos, nos quais, simplesmente, era uma simples lição de vida quando o servo é dependente tão-só da fé no Senhor. Um “abismo leva a outro abismo”. Como os católicos, tiveram as experiências, e resolveram dogmatizar os objetos como meios espirituais para se alcançar bênçãos e esqueceram-se da fé no Abençoador. Querem as bênçãos, mas não querem a verdade do Abençoador.

Feito essas colocações, reparemos nisto, se estamos nós errados: os estudos considerados como “Grandes Revelações da Obra” estão sempre contidas no Antigo Testamento. Será que já refletimos acerca de tal fato? 2.1. “Palavra Revelada” no Antigo Testamento. É claro que nem todos os estudos deles estão no Velho Pacto, porém, digamos, que a maioria esmagadora das aulas de seminários, reuniões de jovens, obreiros e professoras são amparadas em exemplos tirados sempre dos escritos veterotestamentários.

Por que será? A ICM como uma igreja cristã, não deveria concentrar-se mais especificamente nos ensinos de Jesus como, por exemplo, o SERMÃO DO MONTE e as PARÁBOLAS? Já nas cartas apostólicas, não podiam focar o motivo de Paulo, João, Tiago e Pedro terem redigido as cartas às igrejas da região da Palestina, Ásia Menor e parte da Europa? Até porque são cartas cujos ensinos e prescrições são para a edificação de congregações de cristãos e vida individual em Cristo. Percebemos o contra-senso?

Todos nós sabemos que o Antigo Testamento nada mais é para nós – CRISTÃOS – que o cumprimento das coisas futuras. E, que atualmente serve para nós apenas como relatos históricos, lições através de servos de Deus que perseveraram em momentos de luta (testemunhos ) em demonstrações de muita fé e também a fim de que vejamos o simbolismo de todo dogmatismo judaico cumprindo-se EXCLUSIVAMENTE na pessoa do Senhor Jesus, ou seja, o Messias, o Cristo. NUNCA, jamais como FONTE DOUTRINÁRIA, uma vez que NÃO SOMOS JUDEUS. Se não, vejamos o que disse o próprio Paulo: “Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;” 2 Coríntios 3:14 Enfim, todo o seu simbolismo judaico nada mais é que isso: “SOMBRA DAS COISAS FUTURAS”. Alguns devem saber disso, outros não. As Sagradas Escrituras homologa nossa afirmativa: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” Colossenses 2:16-17 (Leiam o capítulo inteiro para entender)

Todos esses elementos ritualísticos e costumeiros são pertinentes à cultura hebraica ou ao judaísmo, as quais foram todos abolidos por Deus, mediante Cristo para nós, os gentios. Em outros termos, não são mais aquilo que há de cumprir-se ainda em nosso tempo, mas sim do que já cumpriu – EM CRISTO – no tempo de Jesus. Porém, “o segredo” da “ICM-Obra” não é convergir todo Antigo Testamento em Cristo, como se deve, mas sim encontrar cumprimento em SI MESMA. Ainda que façam de maneira superficial para remeter a Cristo, em sua grande maioria, quase todo seu conjunto dogmático, doutrinário e costumeiro é alicerçado e defendido pela alegorização do Velho Testamento.

O povo sem conhecimento da Palavra é levado a entender que “A OBRA” (A própria ICM e seu arcabouço de doutrinas) é tudo aquilo que está simbolizado na Escritura, principalmente no Antigo Testamento. Muitos ficam extasiados e impressionados com tamanhas “correlações” doutrinárias da ICM com o Antigo Testamento. E o pior, é que acham isso positivo. Vários estudos divulgados maciçamente em seminários, por períodos distintos, baseados à exaustão no Velho Testamento, são destinados a justificar as heresias da “Obra”, a exaltá-la e glorificá-la como uma denominação escolhida de Deus (“Igreja Fiel”), e, por fim, a fazer o paralelo entre a ICM e as outras denominações, afirmando que as demais não “alcançaram a revelação. Segredos DESSA Obra!”.

Alguns desses estudos apesar de não mais serem parte integrante do roteiro de um Seminário, ainda são repassados nas congregações, sejam em aulas, reuniões ou diluídos em pregações com o foco de reforçar a doutrina. Isso é feito comumente até hoje. Alguns desses estudos citamos abaixo, para relembrar os que já o assistiram em algum momento:

VIRAI-VOS PARA O NORTE;

O USO DO ARCO;

OBRA NA ARCA;

ECUMENISMO;

HISTÓRICO DA OBRA;

FUNDAMENTOS DA OBRA;

OBRA DE DAVI E OBRA DE SAUL;

TABERNÁCULO;

A CRIAÇÃO;

MESCLA;

OBRA COMO FORMA DE VIDA;

VIVA O REI;

CANTARES;

OS VALENTES DE DAVI;

LIMITES DO ESPÍRITO SANTO;

E muitos outros. Muitos. Mas por que não focam estudos nas cartas apostólicas, dirimindo as circunstâncias e os problemas que levaram Paulo a redigirem-nas a determinadas igrejas, e a dos outros apóstolos? Exceção a carta de Judas, que, aí sim, eles focam, mas de uma forma deliberadamente distorcida e oportunista em favor dos interesses da ICM. Explicaremos mais adiante. Então, percebemos como a discrepância é gritante? Poderíamos dizer que a ICM seria uma denominação de judeu-messiânicos? Ou de gentios que querem ser judaizantes, mesclando a doutrina do judaísmo (com alterações próprias, com algumas conveniências e adaptações), mas com o reconhecimento de Jesus Cristo e Seu Espírito? É justamente através desses estudos e de outros que a ICM ampara toda a sua política administrativa e sua doutrina religiosa. Atos como:

Censo da Instituição;

Exclusão de membros;

Isolacionismo ou sectarismo;

Exclusivismo religioso;

Autoritarismo religioso;

Punição de membros;

Aquisição de imóveis;

Consulta a Deus;

Usos e costumes;

Sacralização de objetos e patrimônios;

Levantamento para funções;

Organização de cargos e funções;

Estrutura doutrinária;

Enfim, tudo isso é baseado e justificado pelas doutrinas do Antigo Testamento, adaptadas do judaísmo para o tempo presente segundo as conveniências e entendimentos da liderança para o regime da ICM. Quando lermos o Velho Testamento, é possível notarmos algumas semelhanças entre essas duas categorias citadas – o judaísmo e o “icemitismo”, Em contrapartida, o Novo Testamento já não é tão fácil fazer distorção, visto que o mesmo já está exposto de forma CLARA e OBJETIVA evidenciando CRISTO e Sua Doutrina. Sendo assim, qualquer desvio logo é identificado, reputando-se sem dúvida como uma heresia. O Novo testamento é simples, conciso e sólido quanto ao fazer e o não fazer, cumprir e o não cumprir, enfim, o ser ou não ser. Por isso, os membros e líderes da ICM não conseguem justificar o seu arsenal doutrinário através da Sã Doutrina (Novo Testamento), senão com os desvios convenientes e especulativos lá dos obsoletos costumes judaicos do Velho Testamento. Com efeito, eis o motivo da ICM focar tanto o Velho Testamento: “A PALAVRA REVELADA” dentro desse contexto da ICM é nada mais nada menos que conseguir justificar sua doutrina própria e particular em textos bíblicos vétero-testamentários, ainda que para isso seja necessário isolá-los de seus contextos, forçando sua alegorização para que no fim possam “explicar” o porquê de suas práticas, usos e costumes, e até mesmo julgarem-se a parte central de um grande “PROJETO” (como sempre dizem). Abrimos aqui um parêntese para explicar algumas práticas, usos e costumes da ICM pautadas na alegorização do Antigo Pacto, para melhor proporcionar a compreensão do leitor. Vejamos:

a) “CONSULTA À PALAVRA”: justificada no Urim e Tumim. Ressalte-se que nem a Torá (V.T) era usado dessa forma bibliomântica pelos profetas, sacerdotes, reis ou pelo povo judeu;

b) “NÃO TOQUEIS NOS MEUS UNGIDOS”: justificar o autoritarismo e a intocabilidade (leia-se inquiri-los segundo as Escrituras) em seus pastores. Regressam ao judaísmo para se tornarem sacerdotes, reis e profetas de Deus na prerrogativa de serem inquestionáveis;

c) “MESCLA”: Deus proibia a “mistura” dos judeus com os gentios (pagãos). A ICM, então, por suas torpes conveniências, justifica que seus membros não podem ouvir, assistir, congregar, relacionar com os cristãos de outras denominações, ainda que os tais sejam cristãos de fino trato e de bons procedimentos em Cristo. Ou seja, como os membros da ICM fossem o atual povo escolhido (judeus) e os outros cristãos fosse a gentalha espiritual (gentios). Afinal, todos já devem ter escutado, nos seminários, o espantoso jargão: “Assim como Israel foi escolhido entre as nações, a Obra foi escolhida entre as denominações”.;

d) “CLAMOR PELO SANGUE DE JESUS“: Aqui realizam uma verdadeira bananada de doutrinas. Misturam o holocausto do Antigo Testamento com o Holocausto do Novo Testamento (o Sacrifício do Senhor). Explicamos: Enquanto o holocausto judaico cessava-se na medida do tempo, à medida que o povo caía em pecado, e Deus, em tese, o perdoava através da oferenda de sacrifícios de animais, ou seja, um holocausto imperfeito, no Novo Testamento, o Senhor mesmo se fez como Holocausto, Cordeiro Eterno, para o perdão de todos aqueles que nEle cressem, não precisando mais de oferecer sacrifícios periódicos, senão o crente estaria negando a eficiência completa e perfeita do Cordeiro Eterno. Porém a ICM diz que não é bem assim, pois segundo a “Palavra Revelada”, agora, o crente (da ICM), em vez de sacrificar animais, deve “clamar pelo poder do sangue de Jesus” para que Sacrifício do Senhor (Novo Testamento) tenha efeito sobre a vida do crente. Não basta apenas crê e se arrepender, mas também de recitar essa frase par ser perdoado, mas também para recorrer de Deus proteção e livramento. Isto é, a primariedade do poder do perdão de Deus não está mais na Sua misericórdia pelo Sacrifício do Filho, senão no mérito do crente (da ICM) recitar a frase do “clamor”, pois uma oração sem o devido “clamor” não teve efeito. Um engodo!

e) “JACÓ E RAQUEL”: Justifica esse enlace para que seus jovens só procurem namoro na ICM, ou seja, como eles dizem: “Namorem membros da nossa parentela, dessa “Obra”;

f) “OBRA DE DAVI E SAUL”: Aqui tentam incutir na mente do auditório que a “Obra de Saul” são as demais denominações religiosas, de aparências, muitos membros, mas “sem revelação” e “obediência”. Ao passo que a “Obra de Davi”, são eles, da ICM, obedientes, que não olham para o homem (segundo eles) e vivem sempre “na revelação”.

De todos os disparates destacamos estes dois:

A deturpação no Antigo Testamento do trecho de Joel 2, sobre o advento do Espírito Santo – fato esse cumprido no dia de Pentecostes entre os

discípulos do Senhor e os primeiros seguidores da doutrina cristã, lá em Jerusalém, e desde esse dia o Espírito vem operando aqui na vida dos cristãos. Só que a ICM, inclusive registrou em seu site (e repete em outras várias ocasiões verbais: seminários) que a instituição ou seu sistema religioso é o próprio cumprimento dessa profecia relatada pelo profeta Joel. Como se o profeta estivesse profetizando sobre a fundação da denominação Igreja Cristã Maranata. Se disserem que não é bem isso que queriam ou querem dizer, então rebatemos afirmando que a frase da maneira que é lida soa de uma forma muita capciosa e gera essa margem de entendimento, induzindo o leitor/ouvinte a pensar isso que relatamos. Se não, vejamos na íntegra a descrição da fundação, atentando ao último parágrafo, para ver quem a fundou, segundo eles: Igreja Cristã Maranata A Igreja Cristã Maranata emergiu no seio da comunidade evangélica mundial como resultado de um acontecimento previsto na Bíblia para o tempo presente, como se lê em Joel 2:28 que diz: “E há de ser que nos últimos dias derramarei o meu Espírito sobre toda a carne. E vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.” Fundador e fundamento O fundador e o fundamento se identificam na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Não há, portanto ênfase a outro nome ou nomes já que a sua existência é parte do plano profético de Deus para os nossos dias. A existência de quem? Quem eles estão se referindo nesse último grifo? Arrogar para si o cumprimento de tal trecho bíblico é pausar a história do cristianismo em praticamente 2000 anos. E ainda complementam que a ICM é um plano profético de Deus para os últimos dias. É de uma presunção sem tamanho. Absurdo! Outro ponto que eles normalmente baseiam tal “profecia” de sua fundação é neste versículo: “Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.” Habacuque 1:5 Se alguém se der ao trabalho examinar as Escrituras nesse livro do profeta Habacuque, verá logo no versículo subseqüente, que essa “obra que vós não crereis” se refere, sim, à opressão que a terra de Judá sofreria nas mãos dos caldeus. Logo, o Senhor não está se referindo, através do profeta, sobre a fundação da ICM lá no futuro, no ano de 1968, d.C, numa nação chamada Brasil.

Aliás, para todo e qualquer versículo que contém a palavra “obra”, seja o versículo do livro de Neemias, sejam os versículos que escolheram e escolhem

para ser o “lema do ano”, sempre fazem questão de escolherem os tais que tenham menção da palavra “Obra” dada à obsessão exclusivista em arrogar para si, por ilustrações e alegorias, as passagens para o que eles vivem. Justamente para cultivarem cada vez mais e enaltecerem “essa Obra” que eles vivem, chamada Igreja Cristã Maranata, ratificando o exclusivismo no coração dos inocentes membros. Quanto às pregações que entregam no dia a dia em cultos diários, aulas dominicais e de jovens, a grande parte das mensagens estão em textos do Antigo Testamento, a fim de expor à congregação as simbologias, tipologias, alegorias com cores, e demais outros comentários que não tem proveito espiritual (amor e fé) nenhum para os desdobramentos da vida cristã. Não obstante, fascinam e cativam os novos convertidos com essa pseudo sabedoria de busca de mistérios nas Escrituras ainda a “serem revelados” só a eles. Prestemos atenção numa coisa: SEMINÁRIOS é um foco; CULTOS é outro. Em seminários são onde demonstram todo o espírito faccioso e exclusivista deles, expondo esse emaranhado doutrinário do Velho Testamento convergindo na “Obra” quase que em todas as aulas. Não se sentem nenhum pouco constrangidos em tocar trombeta para si mesmo. O exclusivismo e sectarismo são escrachados mesmo! Ao passo que em cultos, como não é possível doutrinar visitantes num primeiro momento e também para fugirem de um possível embaraço público, claro, diminuem essa ênfase exclusivista a si mesmo pelo Velho Testamento, embora não deixem pregar sob o mesmo. Nos cultos, buscam simbolizar e alegorizar todas as passagens da Velha Aliança em Jesus Cristo, mas com pitadas sutis exclusivistas e pretensiosas subtendendo que só eles “alcançaram” essa “revelação” de enxergar Jesus profetizado nos simbolismos veterotestamentários. Quando recorrem ao Novo Testamento, mesmo sendo ele coeso e objetivo, tentam fazer o mesmo, sobretudo nos evangelhos. Já nas cartas apostólicas pescam versículos isolados, fugindo e ignorando todo o contexto. Dessa forma, fogem da literalidade que é tão maravilhosa, que fala sobre o amor, a fé, para costurar significados sem finalidade de crescimento espiritual nenhum. Quanto mais se consegue “MARANATIZAR” a Palavra, então mais “revelação” se tem, segundo esse conceito. Tiram o foco de CRISTO, e sutilmente acabam por substituí-Lo pela DENOMINAÇÃO ou “OBRA” (seu sistema de doutrinas), como queiram. Como dissemos, isso ocorre demasiadamente em seminários, não tanto como nos cultos para não “escandalizar” os visitantes. Tanto que, é muito comum escutarmos isto: “Aqui, no maanaim, falamos sobre coisas que não podemos falar nos templos para não escandalizar os visitantes”.

Claro, as defesas das doutrinas esdrúxulas e da explícita demonstração do exclusivismo e sectarismo intenso só podem ser feitos às escuras,

para os membros já efetivos, jamais diante de visitantes ou novos convertidos, para não espantá-los ou até a ICM passar vergonha como uma indagação aguda em público ou o abandono imediato em pleno culto de algum visitante após alguma heresia apregoada, ou mesmo a ciência da comunidade cristã sobre o teor da ICM. A Palavra de Deus, como deve ser pública, diz: “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” 2 Coríntios 4:2 E: “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.” Lucas 12:2 Enfim, e de tempos em tempos surge um novo “estudo”. E sempre encontram um “cumprimento” da Palavra na “OBRA” em si mesmo. Os mais velhos REJUBILAM, orgulhosos. Os mais novos suspiram de vaidade, os aprendizes que num futuro próximo estarão repassando tudo que hoje lhes é transmitido. Disse Jesus: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim (de JESUS CRISTO, e não de uma denominação) testificam” João 5:39 2.2. A “Palavra Revelada” No Novo Testamento Nos comentários acima apresentamos alguns títulos de estudos embasados na Antiga Aliança, dentre os quais sempre buscam encontrar um “GANCHO” pra enaltecerem “A OBRA”, bem como justificar essa “IMPORTÂNCIA” de sua “MENTALIDADE”. Porém, ao menor sinal de esforço da nossa memória recordamos de alguns estudos da Nova Aliança, ou seja, do Novo Testamento, que são usados não na intenção de “promover a Obra”, mas sim de confirmá-la ou reprovar as outras agremiações ou tudo aquilo que possa prejudicar seus interesses institucionais. Eis alguns: a) IGREJA CORPO DE CRISTO:

Pelo conteúdo do estudo o título não faz jus. Deveriam atualizar, abstendo-se do sentimento cínico, para ICM como o CORPO DE CRISTO, pois esse estudo nada mais é que uma APOLOGÉTICA a doutrina “revelada”, bem como a auto-afirmação de que O CORPO DE CRISTO é a própria “OBRA” – Igreja Cristã Maranata. Sempre procuram alguma passagem de Jesus Cristo e seus discípulos, ou alguns textos das cartas apostólicas para justificar a distorção de que Corpo de Cristo se traduz no enclausuramento diário dentro dos limites da denominação, para

não perder a comunhão com o “corpo” – “o sangue não circula” – justificam. Uma das grandes heresias desse estudo é dizer que as bênçãos de Deus, como o amor fraternal, a fé, são só eficazes e condicionados se estiverem no “Corpo”, isto é, na ICM. b) ENFERMIDADE NO CORPO ou SÍNDROME DA QUEDA ESPIRITUAL: Um apanhado de exemplos que intimidam qualquer pessoa, em qualquer instância. Discordar, contestar, questionar ou debater acerca das “pseudo-revelações/orientações” da liderança é terminantemente proibido. A regra é “OBDC” as ordenanças dos líderes e cumprir com fidelidade os dogmas e costumes da ICM, sob pena de ser rotulado de “enfermo”, se assim não proceder. Esse é um dos métodos mais eficazes para intimidar e alienar um membro, concedendo-lhe o MEDO, um aperto opressor no coração, angústia, dado o sentimento de culpa que brota no coração depois de ouvir essas famigeradas aulas. Testado com sucesso e aprovado (salvo raras exceções – como é o caso de nós – Graças a Deus!). c) CARTA DE JUDAS A referida carta foi redigida com o objetivo de alertar o povo cristão a não serem tragados pelos ímpios e incrédulos que tentam levar as ovelhas do Bom Pastor para a dissolução e libertinagem. Esse é o foco dessa carta. Então, em vez de usarem de forma HONESTA e JUSTA o conteúdo de tal carta, descontextualizam-na direcionando a “religião” e aludindo às pessoas que saíram da ICM. E evidentemente que a “Obra” é isenta de tudo aquilo reprovado na carta. Os textos que convém aplicam em favor da “OBRA”. Notem que a carta de Judas, ao contrário das demais cartas apostólicas, ela é amplamente utilizada pelos mestres da ICM, sobretudo esta passagem: “Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos em qualquer recato, pastores que a si mesmo se apascentam¹; nuvens sem água impelidas pelos ventos²; árvores em plena estação dos frutos³, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas, ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades, estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.” Judas 12

Portanto, pelo primeiro grifo eles atacam os desertores da ICM, chamando de ovelhas que se perderam na libertinagem e foram para o orkut, o que é uma inverdade visto que muitos ainda servem ao Senhor Jesus, inclusive muito mais felizes do que nos idos da ICM, onde eram eles sufocados e oprimidos pelo autoritarismo, sectarismo e heresias. Pelo segundo grifo, atacam as outras agremiações alegando que os pastores e os membros não possuem a água para se

ou seja, o Espírito de Deus. E o terceiro, de resto, dizem que eles não dão frutos para o Reino de Deus. Por outro lado, a “Obra” é perfeita, completa e maravilhosa, sem nenhuma mácula, diferente da “religião” e dos “caídos da Obra”, que tudo formam a apostasia. E “Obra”, diga-se de passagem, adivinha quem É ou quem TEM? Nem responderemos…

d) APOCALIPSE

Além da “salada” que fazem nesses estudos (como a mais escandalizável e absurda das heresias da ICM, que é o estudo das trombetas, que só falta a quarta trombeta tocar) sempre querem encontrar profecias que apontem pro advento “desta Obra”. Mas o mais evidente é nas últimas partes do livro, que convergem a Noiva, a Igreja, o corpo de Cristo que será arrebatado à IGREJA FIEL, ou seja, nada mais nada menos que a própria denominação Igreja Cristã Maranata. Uma pretensão digna ser estudada pelos psicólogos como “complexo de messias”. E igreja INFIEL, quem é? Claro, todos os restantes das denominações religiosas… Muito confuso e tendencioso.

e) VINHO NOVO E ODRE VELHO

Por fim, no Novo Testamento outra forçação de barra é descontextualizarem o trecho de Mateus 9:16-17, que fala do remendo novo em pano velho e vinho novo em odres velhos. Usam tal passagem para enaltecerem a ruptura de seus fundadores com o “tradicionalismo” presbiteriano, e, assim, num pano novo, ou odre novo, darem início “a Obra”. O título desse estudo é HISTÓRICO DA OBRA. Para nós cada um desses estudos foi como o soar de um badalo que nos fez despertar de um sono profundo. Em vez de prolongar o nosso coma, acabou por nos despertar.

3) CONCLUSÃO

A multidão, nos seminários, que foi doutrinada à inércia do senso crítico, já não sabe discernir o certo do errado, vai ao êxtase quando se deparam com essa brincadeira cheia de picardia com as Escrituras. Embasbacados, olham uns para os outros e dizem: “Meu Deus, que palavra revelada! Que revelação! Que varão valoroso!” Mas não são como os bereianos, que a cada dia, examinavam as Escrituras (At 17:11). Não podemos misturar ou deturpar aquilo que é Escritura, com conhecimento secular, histórico, enciclopédico, muito menos com nossas opiniões e divagações em prol de nossas paixões e conveniências ao grupo religioso, e a favor de nossas vaidades e egocentrismos de adquirir destaque e aprovação no sistema.

Onde a Bíblia afirma taxativamente uma figura podemos e devemos entender como tal, mas devemos cuidar para não distorcer o sentido original da verdade que o autor queria transmitir. O que é bíblico é bíblico (Rm 5:14; 1 Co 10:6-11; Gl 4:24; Hb 9:9; Hb 9:23-24; Hb 11:19; 1 Pe 3:21; 1 Co 10:4; Jo 3:14), não podemos descumprir a orientação paulina de irmos além do que está escrito (1Co 4:6). Podemos afirmar categoricamente a favor dessas figuras arroladas acima porque a Bíblia as cita expressamente. Foi o Espírito Santo que usou estas alegorias. Vemos, então, que às vezes os autores bíblicos usam alegorias para ilustrar algumas verdades. Onde isto é feito devemos, observando o texto e o contexto, respeitar a intenção do autor. Não fazer isso seria um tipo de desonestidade hermenêutica. Porém, o contrário também é verdade. Não podemos, a nosso bel prazer, alegorizar um texto literal, pois estaríamos fazendo o autor dizer o que ele não disse. Isso fica mais sério, quando lembramos que por trás dos autores humanos estava o Espírito Santo e que Ele é o verdadeiro autor da Bíblia. Contudo, temos visto na ICM, com preocupação, pessoas querendo achar figura para quase tudo na Bíblia, e o pior, para justificar suas doutrinas sem autoridade escriturística. Isto sem falar na numerologia que atribui significado especial a todo e qualquer número que aparece na Bíblia. Infelizmente, pastores e membros da ICM foram doutrinados pela liderança a não pensar de forma humilde e singela a respeito do conhecimento das Escrituras. Poucos são aqueles que lá estão dispostos a dedicar tempo ao estudo sistemático e profundo da Palavra. E principalmente pouquíssimos se dão ao trabalho de ler o texto bíblico, honestamente, dentro do contexto, quando estão preparando suas mensagens, a fim de que sejam, realmente, alimento para os ouvintes. Estão mais preocupados em dar espetáculos: arrancar suspiros, revirar os olhos da igreja e adquirir aplausos e tapinhas nas costas. Aliás, alguns nem sequer preparam suas mensagens. Em sua pretensão e soberba espiritual, a idéia daquela falsa humildade de “abra sua boca que eu a encherei” é seguida literal e bitoladamente, implicando de fato numa tentação contra o Senhor – como Deus fosse coagido a sempre ceder aos oportunismos e comodismos do pretensioso “servo da mensagem”.

Alguns chegam a gabar-se do fato de terem mudado a mensagem na última hora, dizendo: “O sinhô acabou de me revelar que eu não devo pregar o que havia preparado. Alcancei uma nova revelação!”. Ora, parece que o Espírito não sabia o que a sua Igreja precisava ouvir até a hora do culto. Se crermos que, de fato, o Espírito Santo age desta maneira, mudando o sermão no último minuto, então é sinal de que não estamos buscando a sua direção diligentemente na hora de preparar a mensagem ou estamos negando a onisciência de Deus. Mas eles ainda não perceberam tal paradoxo, e preferem endossar essa tese a fim de facilitar a ostentação e o exibicionismo de sua “espiritualidade”.

O povo da ICM é induzido a entender que o mais espiritual é aquele que permite que o “Espírito fale” por meio dele, no momento em que ele ocupa o púlpito, ao passo que aquele dedica ao conhecimento e à preparação de uma mensagem, pela inspiração do Espírito, é visto, no mínimo, como um “letrista”, “teólogo”, ou qualquer outro rótulo pejorativo. O Espírito Santo de Deus conhece as necessidades de sua Igreja e sabe exatamente que ela precisa ouvir muito antes do pregador subir a púlpito para pregar. Se este ouvir atentamente a sua voz enquanto prepara o sermão, não haverá motivo para mudanças radicais de último minuto. Não é dessa forma simplista e “espetacularmente de reviravoltas espirituais” que necessariamente as coisas de Deus funcionam. Isso soa mais como falsa humildade e soberba espiritual. Pode acontecer ou não. Não podemos é viver assim, como um dogma fosse, colocando o nosso Deus preso no canto da parede, através de uma fé exagerada, mas comodista e pretensiosa, como o crente que mandasse em Deus – “Deus vai fazer! E pronto!” Senão viver por uma fé singela, confiante, por meio da qual o servo humildemente se prepara, sente pelo tocar do Espírito, qual a mensagem deve oferecer à Igreja, seja hoje, amanhã, no fim de semana que vem, daqui a um mês, enfim. Deus não está preso a métodos, fórmulas e tempo. Ele faz quando, como e onde quiser. Nosso relacionamento com Deus é como Ele estivesse nos olhando sobre os ombros e nos estimulando, nos ensinando com os desdobramentos e experiências de nossa vida, tanto espiritual como secular. E não nos controlando como marionetes ou carrinhos de controle remoto. O papel do Espírito de Deus não é de enxergarmos o oculto das Escrituras, mas sim nos fazer esvaziar-se para que tenhamos sede, desejo, para que a Palavra de Deus nos preencha e transforme, e, em seguida, nos disponhamos, com humildade, a aplicar os seus valores na nossa vida prática e real. Esse é o objetivo do Espírito Santo na vida do servo junto às Escrituras. Essa é a inspiração do Espírito de Deus em nossa vida. Não tem nada de enxergar coisas ocultas e encobertas que só os super-espirituais conseguem “alcançar a revelação”. Não podemos ler a Bíblia como se tivéssemos lendo um jornal, uma revista ou um periódico. Tampouco devemos ler a Bíblia desviando o seu objetivo principal e fundamental: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Timóteo 3:16-17

Este ensino bíblico não cita que as Escrituras são proveitosas para alcançar “palavra revelada” ou “além da letra”, mas sim todas elas são para instruir e preparar o servo de Deus em todas as implicações da vida, seja secular e espiritual (toda boa obra)

Tomar a Bíblia e lê-la com o objetivo de ficar desvendando mistérios e simbolismos para toda e qualquer passagem, para toda e qualquer situação, não trará sequer uma edificação para a vida espiritual do servo de Deus, mas só lhe trará empáfia e vaidade por supostamente ter “alcançado” aquilo que ninguém alcançou, delirando em suas especulações. “A Bíblia não nos foi dada para satisfazer a nossa vã curiosidade, mas para edificar nossas almas.” A.W. Pink E o maior o erro da ICM é insistir demasiadamente nisso, na pretensão de ostentação e elitismo espiritual, a ponto de DECRETAR – em alto e bom som – que pregar uma mensagem de Deus é só, e somente só, através da utilização da “palavra revelada” – “pregar na revelação” – o discurso carregado de metáforas, parábolas e tipologias, alegorizando e espiritualizando toda e qualquer passagem bíblica, ainda que seja tal passagem altamente enxuta, literal e objetiva. Na verdade, a falta de leitura com singeleza é a causa da difusão de tantas “doutrinas” perniciosas no seio da Igreja. Se os membros da ICM e de outras igrejas se dedicassem mais à leitura do Texto Sagrado, com certeza, não seriam tão facilmente enganados e nem participariam de “estórias” chamadas bíblicas. Urge a necessidade de surgir novos expositores da Palavra. Urge a necessidade desses jovens pregadores em vez de ficarem copiando as mensagens, tipos e simbolismos, no canto das páginas bíblicas, imitar as línguas estranhas, as vestes, até os tique nervoso dos pastores, deviam sim estudar mais e mais a Bíblia, submeterem ao ensino, amarem a sabedoria do Espírito, ler bons livros para não reverberarem seus pensamentos e idéias que não valem nada. Philip Brooks disse: “Pregação é uma verdade pregada com personalidade”. Se você é um eco, um clone, um papagaio, fique sentado. É a Escritura que deve ser pregada, e não as idéias e opiniões religiosas de seus líderes. Somente a Escritura. Nada mais que a Escritura, e não seus delírios, subjeções e especulações pessoais ou de seus mestres. Aos singelos expositores da Palavra, continuemos nossa missão. Preguemos a Palavra. Amemos a Palavra. Transpiremos a Palavra. Deus está “preso” a sua Palavra. Afinal, Ele é a própria Palavra. E não pode negar a si mesmo (2Tm 2:13).

Sugerimos aos leitores que procurem usar o método de interpretação literal-gramatical-histórico-lógico. Não falamos em fundamentalismo literal, senão haverá leitor achando que devemos cortar a mão e arrancar o olho para não pecar. Literalidade referente à mensagem real e primária que o ensino contextual das Escrituras quer passar. Ou seja, devemos procurar o sentido real da mensagem do texto, observar as regras gramaticais (significado das palavras, verbos, adjetivos etc.) e observar o momento histórico no qual ele foi escrito. Isso nos ajudará a entender e transmitir melhor as verdades bíblicas. A vantagem deste tipo de

interpretação é mesmo que quando o autor tiver usado alegorias nós as ensinaremos como tais. E não nos esqueçamos da inspiração e sabedoria do Espírito de Deus. Cremos que quando o Senhor decidiu “escrever” a Bíblia, Ele queria comunicar-se com os homens. Portanto, não faz sentido achar que por trás de versículos bíblicos há verdades ocultas que só podem ser descobertas através de figuras e alegorias. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronômio 29:29 Sejamos simples. Roguemos ao Senhor que Ele nos dê sabedoria para entender a Sua Palavra da melhor forma possível para nossa edificação e instrução cristã.

“Jesus considerava ofensivas as pessoas pegarem as Escrituras, que tem o potencial de uni-las a Deus e aos outros, e as usarem para exercer poder.” Mark W. Baker Em nome de Jesus, reflitam! Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis. 2 Coríntios 11:3-4

Paz, no Espírito Santo a todos os irmãos

http://obramaranata.wordpress.com/

5 thoughts on “ICM E SEU CONCEITO DE “REVELAÇÃO”

  1. Meia Sola Veloz says:

    É sua jumenta você está se superando agora caga pela boca, eu sei que não vai publicar meu comentário afinal se fosse malhar com certeza publicaria, pare de ficar vendendo peixe podre pros outros, a minha igreja e todas da minha Área estão lotadas, estamos finalizando a construção de mais 2 e vivendo grandes experiências. Você esqueceu de citar a aula das carpideiras se tiver esta aula por aí dê uma lida, para de emprestar sua boca para o capeta, você é quem está malhando nossa igreja, não tenho culpa de ter se desviado. Que o Senhor tenha compaixão por nós.

    • Esse aqui é um pastor que fica se esperneando sempre que posto sobre as doutrinas reveladas.

      E ainda se chama meia sola, francamente esses caras perderam a vergonha na cara.

      Ele disse que eu não teria coragem de postar, se enganou, realmente não me conhece, ai está sua postagem, seu IP, seu email.
      ################################################################

      Meia Sola Veloz
      meia_sola@hotmail.com
      66.249.83.60

  2. FiqueiComCristo says:

    Ô, Cavaleira, acho melhor você parar de colocar os textos desse cara, ele escreve mal pra caramba! Fora que lá pelo meio do que ele escreveu a gente desiste de ir até o final de tão chato o texto. Prefiro seus próprios posts.

  3. Tenho pena desse meia sola, achou que eu não postaria? esta ai, seu polo deve estar crescendo mesmo com essa boca suja que tem, imagino

  4. claudius says:

    Parece que quem vende peixe podre é quem resume um debate à falas toscas.

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