A ICM E SEU CONCEITO DE “OBRA”

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OBRA MARANATA – SEITA E HERESIAS

A ICM E SEU CONCEITO DE “OBRA”
As justificativas tentam negar, mas atitudes são as provas do exclusivismo e idolatria
“Aquele que começa a amar o cristianismo (a religião) mais do que a Verdade acabará por amar a sua seita ou a sua igreja mais do que o cristianismo, e depois por amar a si mesmo mais do que qualquer outra coisa.”

                                        Samuel Coleridge

                                                                    PARTE 1
A regra é que os membros da ICM acreditam que formam o grupo religioso que vive a mais exata e fiel expressão de Igreja de Deus; os mais extasiados acreditam, ainda que inconscientemente, que a ICM é a personificação ou representatividade do próprio Reino de Deus aqui no mundo. Creem ser um grupo de pessoas mais espirituais, fiéis e obedientes àquilo que Deus deseja em detrimento dos demais cristãos do mundo.

Por isso, como estivessem à parte, alimentam pretensiosamente a sensação de que foram selecionados à dedo pelo Altíssimo, para compor um scratch ou uma “tropa de elite” espiritual que aguarda o arrebatamento, enquanto se jacta de si mesmo observando, de cima, em seu pedestal, “a religião”, “a mescla”, “os movimentos”, “a tradição”, enfim, todas as demais denominações e cristãos ordinários e inferiores iludidos pelo mundo. Esse é o entendimento que permeia, em regra, o coração condicionado à “mentalidade de Obra”, que caracteriza um membro de fato da ICM.
A propaganda e o culto de si mesmo são tão intensos que, além de reforçarem a idéia que a ICM é uma revelação de Deus para os últimos dias, sentem-se bem à vontade, cheio de autoridade, para generalizar erros de outras Denominações, a fim de, indiretamente, engrandecerem aquilo que eles vivem e fazem parte, que eles denominam de “a Obra”. Fora de seus arraiais é “deserto”, é “religião”, é “mescla”, é “água turva”, é “pneu furado”, é “barco à deriva”, é “meia-sola”, é “meia-verdade”, “são mobrais, mas a Obra é nível superior” – acreditam por doutrinação assim, seus membros.
O ensino partidarista e o narcisismo religioso não são apenas ministrados nas nas exaustivas, repetitivas e  tediosas aulas de seminários, mas, além no convívio corriqueiro e diário no sistema, também reforçados por “dons”, tanto pela cúpula, como também pelos elementos mais devotos, membros da “Obra”.

Podemos também observar que há um comportamento “padrão” entre os membros da ICM, cuja dinâmica convencionou-se na famigerada “assistência”, que nada mais é do que um acompanhamento diário para a “formatação” de um novo convertido aos moldes da “Obra como forma de vida”. Um acompanhamento insistente e pegajoso para que a pessoa de fato se sinta muitas vezes pressionada e constrangida a aceitar os convites e sugestões religiosas, as quais provocam nos desinformados visitantes um sentimento de culpa e inferioridade espiritual, caso não aceite os convites e sugestões dos insistentes membros da ICM.

   PARTE 2

Funciona assim: a princípio ficam ao seu lado durante os cultos, por vezes, até sendo inconvenientes e invasores de privacidade, depois de realizarem um discurso altamente propagandista das práticas religiosas da ICM (proselitismo), o estimulam e o levam para os “Maanains” (sítios da ICM onde os neófitos e os adeptos ficam isolados do contato social, durante um fim de semana ou mais, recebendo doutrinamento sobre as “descobertas” exclusivas e únicas da “Obra”), lá a “Obra” é vendida como algo maravilhoso, completo, perfeito, algo que você nunca encontrará senão ali nos arraiais da ICM.

Assim, numa salada doutrinária totalmente confusa, com ar de sofisticação doutrinária e autoridade espiritual, eles conseguem convencer de que a tal “Obra” é a personificação da própria pessoa ou da mais exata expressão da própria obra do Espírito Santo resumida em uma série de compromissos e burocracias: reuniões, ensaios, costumes, visitas, tarefas, horários, serviços, mutirões etc. Isolam trechos da Bíblia, pincelam acontecimentos isolados no mundo e constroem doutrinas baseadas em fragmentos de textos, com versículos isolados e descontextualizados, e seduzem pessoas despreparadas a se arregimentarem ao sistema.

Mas como e por que disso tudo? Para entendermos do motivo que levou os líderes e membros da ICM a agirem dessa forma, é necessário voltarmos no tempo e explicar o buraco em que a liderança cavou na década de 60 despertando um ídolo o qual eles nunca imaginaram que iriam despertar. A verdade é que esse ídolo se desenvolveu paulatinamente até ganhar proporções megalomaníacas, tanto na forma material, quanto na forma espiritual no coração dos líderes e membros.

          1) A IDOLATRIA

Os fundadores da ICM desgostosos com o cenário evangélico de seu tempo romperam com a Igreja Presbiteriana de Vila Velha-ES na tentativa de buscar uma aproximação maior do Senhor Deus e uma vivência mais plena de Seu Evangelho. Em tese, louvável. Mas acabaram por incorrer no equívoco de isolar-se em sua própria autosuficiência e razão religiosa (a que chamam pretensiosamente de “revelação”), rendendo-se ao falso messiânico entendimento de que foram escolhidos por Deus para estarem realizando um “projeto” profeticamente descrito desde o Antigo Testamento, e que consiste em restaurar o Corpo de Cristo, e formar a tal da “Igreja Fiel” (outra alcunha da ICM). Acreditam piamente que todo o cristianismo tenha se corrompido e perdido a “revelação”, da qual, no presente tempo, somente eles são detentores. Nascia, então, a Igreja Cristã Maranata.

Logo, devido a esse desejo narcisista, soberbo e carnal, canalizaram todas as suas ações, imprudentemente, para a criação de um ídolo. Nessa “aventura” obstinada de arquitetar a uma Instituição Religiosa com um sistema religioso perfeito, uma “igreja fiel”, através da qual recorreriam para uma vida espiritual perfeita, desviaram o foco e o fundamento da Salvação em Cristo Jesus para a uma “Igreja”, reputada em seus corações como a “salvadora da pátria”, a “bendita sois vós entre as Instituições”, que seria a única que levaria o crente ao Jesus Vivo e Verdadeiro. Em outras palavras, “mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente” (Rm 1:25).

Os fundadores começaram a inclinar para um perfeccionismo doentio, um zelo religioso paranóico, um formalismo extremo para com o sistema institucional, preocupando-se, de forma intolerante e legalista, com mínimos detalhes de aparência e pormenores fúteis, acreditando que esse afeto e mimo para com o sistema, ostentariam compromisso e seriedade espiritual (fidelidade a Deus), de modo que, involuntariamente, passaram a servir, logo, adorar o sistema religioso. Perderam o foco do Evangelho e a da Igreja – que é o próximo – e passaram a servir não a Deus, mas às necessidades da nova Instituição. Esse zelo extremo ao sistema culminou em sua adoração, que, por sua vez, resultou na criação de um ídolo abstrato, uma entidade que personificou a organização e o sistema da ICM, um egrégoro a que chamaram de “A OBRA” (alcunha da própria denominação ICM enquanto sistema religioso).

Esse ídolo, “A Obra”, na realidade, é um conjunto de procedimentos que inclui, desde um figurino próprio, a um jargão particular, usado para a disseminação de uma certa “palavra-revelada-alem-da-letra”. O ídolo “OBRA” ganhou vida própria com o cultivo cego de sua ideologia e filosofia no coração de seus devotos. Tornou-se sistematicamente vivo na mente de seus embriagados (de paixão) membros, que o proclamam, orgulhosamente, de “Forma de Vida”. Para esses, o ídolo “Obra” passou a ser, além de exclusiva propriedade da ICM, indissociavelmente, passou também a ser reputado como a personificação e expressão da própria pessoa do Espírito Santo em forma de sistema religioso. Desenvolvia, então, a Igreja Cristã Maranata.

O ídolo “OBRA” (o sistema da ICM) passou a ser tão adorado e venerado que se tornou maior que seus próprios criadores. Cresceu tanto que extrapolou também as fronteiras de seu nome. Esse ídolo passou a exercer um poder de indução tão avassalador sobre as pessoas que ainda que o seu grande mentor, o Presbitério Espírito-santense (PES), negue tudo o que pregou na tentativa de subverter os seus adeptos ao arrependimento, ele continuará a existir nos corações e nas mentes de muitos de seus seguidores, que prosseguirão adorando e defendendo-o até mesmo com a própria vida.

Um exemplo material do que falamos é que muitos dissidentes da ICM, que não saem por sede, amor ou zelo pelo Evangelho, mas sim por causa de desavenças, libertinagens, escândalos, enfim, esses que não saem por conversão ou abertura dos olhos, ou seja, convencidos das contradições bíblicas e da distância do Evangelho que a ICM se encontra, fatalmente ainda cultivarão esse ídolo em forma de sistema religioso em suas almas, de modo a desembocarem suas ações, cedo ou tarde, numa vida eminentemente regrada pelos mesmos dogmas e costumes da “Obra” ou, quando mais, na fundação de uma nova instituição que professa a mesma índole, filosofia e política da ICM, divergindo somente a placa denominacional. Sair da ICM não é o suficiente para o crente desvincular da adoração desse ídolo “Obra”, mas sim abandonar todas as tradições, caprichos, dogmas, enfim, todos os entulhos e tralhas que o sistema lhe submeteu e que estão sobre a Palavra de Deus, para assim, passar a vivê-la de forma pura e genuína.

Com essa paixão ao egrégoro “Obra” implantada no coração de seus adoradores, pessoas que até antes de ingressarem na ICM demonstravam possuir um caráter sociável, agradável e fraternal (seja ímpio ou não) junto à sociedade como todo (famílias, amigos, empregos etc.), agora, paradoxalmente, tiveram o caráter transformado de forma totalmente oposta. Ficaram até pior nas relações sociais; pior do que um próprio ímpio. À proporção que se engajavam no sistema e participavam mais ainda dos doutrinamentos, as pessoas desenvolviam um caráter arrogante, orgulhoso, pernóstico, pedante, altivo, mesquinho, debochado, insensível, ciumento e nervoso, tudo em função do ídolo “Obra” (Mat 23:15). O culto à instituição, ou ao sistema, ou ao ídolo “Obra”, ou à “Igreja Fiel”, como queira, era diariamente realizado, seja nos seminários, seja nas reuniões fechadas, seja nas conversas informais, seja nas relações entre os membros, de sorte a impregnar e engessar essa paixão mais ainda no coração e na mente dos adeptos. A “Obra” sempre era ovacionada. A “Obra” era a ânfase de toda e qualquer discurso da liderança dos membros – “Não existe uma Obra como essa!” – “Fazemos parte de uma Grande Obra” – “Aí fora, na religião, não há milagres e testemunhos como na Obra!” etc.

Os membros passaram a viver gravitando em função dos caprichos e melindres desse egrégoro “Obra”. A vida das pessoas era anulada para satisfazer os mimos e carências dessa entidade “Obra”, que as obrigavam e estimulavam a uma severidade de horários, compromissos, costumes, atividades – diariamente. O sistema religioso “Obra” não media esforços para a satisfação de seu regime, por isso, reclamava, “revelava”, emitia “dons”, dava “orientação”, através do coração inebriado de seus apaixonados líderes e subalternos pastores das “unidades locais” (que diziam ser o próprio Deus falando), arregimentando as “formiguinhas” a trabalharem, a cirandarem e a tocarem tambor em função da “Obra”, almejando viverem a “Obra como forma de vida”, a se tornarem verdadeiros “Valentes da Obra”, adquirindo a “mentalidade de Obra”, seguindo piamente as “orientações” com “entendimento de Obra”, para, no fim, o coração ficar “cheio de Obra”.

Embora a dedicação dos “valentes da Obra” para a satisfação do sistema seja de uma doação nervosa e ofegante, de sorte a refletir negativamente no trâmite das necessidades da vida secular, o ídolo “Obra”, verdadeiramente, pouco está preocupado com a vida espiritual ou secular de seus “valentes”. O sistema “Obra” funciona tal como uma empresa comercial que só está interessado com aquilo que o “valente” pode lhe ser útil. Se o “valente” não tem o que oferecer para a “imagem da Obra”, para a manutenção do arquétipo nervoso do sistema, a pessoa do “valente” é esnobada, como um copo descartável de plástico depois de usado. Por isso, inevitavelmente, desperta um sentimento carnal de competição entre os membros, a saber, de quem será ali, naquela panelinha religiosa, o mais prestigiado e estimado “varão valente” do sistema “Obra”. Uma religiosidade de méritos religiosos!

Os membros ativos, ou seja, os “valentes” são forçados a viver nessa condição de ganância, pois são constantemente avaliados por seus superiores e colegas, que não têm misericórdia de ninguém para zelar pela “imagem da Obra”, e assim se torna um ciclo em que, como no mercado de trabalho competitivo e feroz, o membro não é avaliado pelo que é (uma vida para qual Cristo se crucificou), mas pelo que pode oferecer a eles, amantes do sistema “Obra”. O ídolo “Obra”, verdadeiramente, tem as pessoas como “coisas”, como “bens” de propriedade de seu sistema, que podem ser usadas do modo como ele bem aprouver. E na hora que estas “coisas”, “instrumentos”, “engrenagens” já estão bem “gastas” ou que não lhes é útil para suas conveniências e interesses do sistema, o ídolo “Obra” as subutilizam ou jogam fora sem o menor pudor ou remorso. Há pessoas que dão a vida lá, anulam sua vida secular e sentimental muito em função do que a “Obra” incute na mente das pessoas, de quanto mais se trabalha, mais fácil é de alcançar méritos e justificação por parte de Deus; e depois, quando conveniente, são tratados como cachorros de rua, com toda indiferença e exclusão.

Então, com essa enormidade de tarefas e valores mesquinhos e religiosos, por conseguinte, implicou aos adeptos numa vida infeliz – tensão, nervosismo, frustração, sentimento de culpa, estresse, marasmo, esgotamento físico e mental – somando-se à paixão desenfreada à instituição ICM. Os membros tiveram seu caráter talhado para algo totalmente distinto do espírito que compõe a nova criatura, não apenas remida, mas transformada pelo Espírito do Senhor (a saber: Mat 5:44-48; 1Co 13:4-8; Efe 4:2; Flp 2:3-9; Gal 5:22; Rm 12:9-21; 1Pe 1:22). Em vez dos membros da ICM exalarem o bom perfume de Cristo, ter palavras temperadas com sal e ter uma presença agradável, doce e terna junto ao próximo, passaram a exercer, a rigor, tais atributos só entre si mesmos (e olhe lá), muitas das vezes num fingimento politiqueiro visando, lá na frente, sua elevação ou permanência no status religioso dentro desse universo “obral”. Em outras palavras, pelos valores que o sistema da ICM cultiva, os membros gravitavam todos em razão não das necessidades do próximo, como Jesus nos ensina (Gal 6:2), mas daquilo que essa atmosfera e contexto religioso lhes açulavam a fazer para a satisfação do ídolo “Obra” – a Instituição ICM enquanto sistema religioso.

Os mais radicais e ferrenhos adoradores desse ídolo “Obra”, movidos por essa paixão, causaram desgraças nos lares, na família, no trabalho, e,principalmente, entre si mesmos – cobra engolindo cobra, embalados nessa competição religiosa, com intolerâncias e requintes de crueldade, alimentados cada vez mais, na medida em que eles se doavam para a satisfação dos mimos e caprichos do sistema religioso. Como toda essa idolatria, o ídolo “Obra” investiu diretamente contra aquilo em que o Evangelho e o Espírito de Deus visam, na prática, ao ser humano: a construção de relacionamentos fraternais, de amor puro e não fingido, sem torpes ganâncias, entre as pessoas com um objeto de construir, em amor, a família de Deus.

A paixão ao sistema gerou uma índole distorcida nos membros radicais para com os seus próprios familiares que não aprovavam a instituição ICM. Passou a ser comum o surgimento de casamentos deteriorados e desfeitos por causa do fanatismo à “Obra”. Namoros sólidos foram destruídos. Noivados foram desfeitos. Amizades de anos foram rompidas. Relações paternas tornaram-se geladas e secas. Sogros cultivando inimizades com o genro ou nora. Mulher abandonando o marido e seu lar para satisfazer as cobranças dos caprichos do sistema. Avós afastando-se dos netos. Filhos rejeitando e abandonando os pais fraternal e socialmente. Essa situação negativa era até mesmo contra familiares servos de Deus de outros grupos evangélicos, que eram reprovados, inferiorizados e discriminados pela arrogância, orgulho e soberba religiosa dos membros da ICM.

Se algum familiar da “religião” comentasse das bênçãos de Deus recebidas em sua congregação, os da “Obra” duvidavam, esnobavam e menosprezavam. Se algum conhecido elogiava e reconhecia virtudes de alguma igreja que não fosse a “Obra”, os membros da ICM ficavam desconfortáveis e enciumados. Se deparassem com alguém que “saiu da Obra”, cheio de alegria, felicidade espontânea e vida resolvida, o “dia acabava para eles”, pois ficavam se remoendo e refletindo sobre a razão pela qual aquele “caído” não se encontrava infeliz por ter “saído da “Obra”; num sentimento que misturava frustração, decepção, inveja e ciúme. A idolatria “Obra” corrompia tanto o caráter das pessoas de tal maneira que se algum amigo ou familiar emembrado em outra Instituição falassem muito bem sobre o Senhor e a Palavra de Deus, em vez de se regozijarem, ficavam, de fato, constrangidos e enciumados, perceptível em seus olhares e feições – porque, em seu interior corrompido pela religiosidade, não podiam admitir que esse “religioso” (crente de outra Denominação) fosse reconhecido como homem edificado espiritualmente, e não podia ter a pretensão e desenvoltura de falar de Deus, se ele não era da “Obra” (pois só os membros da ICM conheciam plenamente a “Palavra Revelada”).

Porque acompanhado do amor doentio está o ciúme. Isso não é caso isolado, mas um sentimento que desce de cima para baixo, da própria liderança central aos adeptos, em que os membros viam neles exemplos da idolatria e do ódio religioso e, acostumando-se com esses sentimentos, passaram (por que, não?) a imitarem os líderes nos valores, palavras e ações. Ataques de ciumeira contra aqueles que saem e abandonam à devoção ao ídolo “Obra” era praxe entre eles. Líderes passaram a utilizar até os púlpitos para difamar a vida alheia, numa verdadeira demonstração de “dor de cotovelo”, inclusive a “perseguir” a vida dos dissidentes, fuxicando e bisbilhotando, a fim de saber notícias dos mesmos para desmerecerem posteriormente, utilizando-s como exemplos negativos. Se não bastasse, demonstravam profundo desconforto, ciúmes mesmo, quando obtiam notícias de ex-membros que se encontravam com uma vida feliz, bem resolvida e estruturada, engajados em outros grupos cristãos de forma muito positiva, espiritualmente falando.

Toda essa divisão e desconstrução de relacionamentos extra “Obra” causada pelo partidarismo religioso (porque consigo mesmos, a panelinha se firmava cada vez mais, pelo menos politicamente – numa grande representação teatral para manter a conveniência do sistema) é porque o ídolo “Obra” implantou esse sentimento de eleição em seus devotos, e corrompeu o caráter deles, com orgulho e ódio religioso. Não a eleição divina, mas uma eleição narcísica, na formação uma raça “ariana espiritual”, para o estabelecimento de uma “Prússia espiritual”, declarando, praticamente, guerra, indiferença e ojeriza a todos os demais “mestiços” e “judeus” (crentes em Cristo Jesus). Bem como, uma eleição em que todos aqueles que não fossem partidários e militantes do ídolo “Obra,” não seriam dignos da salvação em Cristo e da plenitude do Espírito de Deus, senão se filiassem à instituição ICM e passassem a vivê-la “como forma de vida”.

De fato, os membros da ICM foram adestrados a olhar para o espelho e a arrazoar consigo mesmos: “Espelho, espelho nosso, existe alguma outra Denominação melhor do que a Obra?” E assim, viviam nesse “mundo de Alice”, isolados em sua alta jactância, gabando-se entre si, batendo no peito e jogando confetes um no outro, por se sentirem os melhores e mais espirituais de todos os homens.

E essa religiosidade adoecida continua sendo suscitada pelo ídolo “Obra”, arregimentando cada vez mais adoradores e mão-de-obra barata para satisfação de suas melindres. E muitos, na sua inocência, continuam comprando esse pacote religioso que os líderes da ICM lhes vendem, o qual lhes vai, num futuro próximo, lapidar sua personalidade para uma criatura totalmente distinta daquela almejada pelas Palavras de Jesus, mas perfeitamente harmoniosa com os valores mesquinhos da religiosidade farisaica da ICM. Tal criatura passa a ser uma projeção ou “holograma” dos próprios valores da liderança, dos grandes arquitetos do ídolo “Obra”.

Sendo assim, podemos concluir que tais pessoas que se deixam ser subjugadas à corrupção do caráter e personalidade, como o que ocorre na ICM, têm a ação caracterizada, sobretudo pelos reflexos e instintos. A ação instintiva é regida por leis sociais idênticas neste tipo de pessoa, e quase, invariável de individuo para individuo. A rigidez do Sistema lhes dá a ilusão de perfeição, por isso todos agem, falam e pensam da mesma forma – padrão! Convenhamos dizer que o sistema operacional deles é aos olhos de muitos críticos tido como “formidável”. Todavia essa forma de pensamento e de agir não se renovam e são os mesmos em todos os tempos, num ciclo programático e vicioso (madrugada, cultos ao meio-dia, seminários, mutirões, ensaios, etc.), voltado tão-só para a satisfação do sistema religioso ICM-Obra.

Esse ídolo abstrato em forma de sistema religioso é o mesmo que corrompeu o coração do grupo dos fariseus nos idos de Jesus. O sistema elegeu e rotulou seus adeptos como “fariseu” (cujo significado é “separado”), forjou suas particularidades doutrinárias e passou a desdenhar da espiritualidade de todos os demais judeus que não compunha a sua patota religiosa. O sistema religioso ganhou vida própria cultivada nos corações daqueles homens que faziam de tudo para preservar a sua autoridade e imagem, as quais estavam sendo desconstruídas pela sinceridade, autenticidade e pureza do Evangelho de Jesus. Movidos por essa paixão pelo sistema, do qual retiravam poder e prestígio religioso, os fariseus não poderiam admitir que o “movimento” causado por “aquele simplório nazareno” ganhasse mais fieis, pois, cedo ou tarde, culminaria no descrédito total da seita dos Fariseus. Logo, arquitetaram o plano para crucificarem o Senhor. Esse é o exemplo concreto da idolatria a sistemas religiosos.

A “Obra” é só mais um, dentre tantos que conhecemos hoje, de sistemas religiosos de instituições sectárias que priorizam a necessidade de seu ventre em desfavor do ser humano. A Parábola do Bom Samaritano destruiu os caprichos que envolvem esses sistemas ao apregoar que os valores tradicionais e religiosos, cultivados por anos num sistema como aquele, não são os mesmos apreciados pelo Senhor Deus. Impendente de quanto você ostenta e lustra as suas práticas religiosas, elas não têm valor nenhum para Deus, senão só o amor, demonstrado por aquele samaritano. Um samaritano, um homem de uma estirpe religiosa idólatra, pagã e errática, totalmente desprovido das tradições judaicas; entretanto, embora isso, havia um resquício de Deus em seu coração – o amor.

Então, em sua dissimulação e sutileza, o ídolo “Obra” tenta tirar o fundamento da salvação e a mediação por Cristo Jesus, trazendo-o para si próprio. Tenta imitar a Cristo e usurpar-Lhe sua glória, colocando-o, agora, como secundário ou um mero acessório para a Salvação – pois o fundamento agora é “a Obra”. A ICM apregoa, sim, a salvação em Cristo Jesus, prega supostamente a Palavra de Deus, mas há por detrás disso algo sutil e imperceptível para os devotos desse ídolo. Os membros da ICM só agem com tamanha belicosidade para com aqueles que não “são da Obra” porque acreditam piamente na particularização e restrição da Salvação só (ou quase certa) entre eles da “Obra” – devido às invencionices doutrinárias da ICM que lhes posicionam como exclusivos. Ou quando não acreditam na Salvação exclusiva aos membros da ICM, acreditam que estão bem a frente dos demais. Ou seja, podem até acreditar que há Salvação fora da ICM, mas certamente cultivam em seus corações altivos e arrogantes que a “Obra” facilita, dá uma mãozinha a mais, à Salvação aos que são membros da ICM. Quer queira quer não, o seu sistema religioso da ICM é posto, portanto, como mediador entre os membros da ICM e o Filho e Pai.

Para isso, o ídolo “Obra”, na pessoa de seus devotos, utiliza de um discurso diferente ao do Senhor. O Mestre Jesus fala pela Sua Palavra de forma simples, direta, sincera, pura e genuína, mas que penetra até a alma, eliminando tudo de ruim que está no coração do homem. Para alguns, isso é até doloroso, todavia eficaz. Já o ídolo “OBRA” fala aparentemente pela Palavra de Deus, mas utiliza-se de seu próprio evangelho, a “palavra-revelada-além-da-letra”, pois não se contenta com a simplicidade e pureza das Escrituras Sagradas, fermentando seus ensinos, enchendo-a de tradições, opiniões, entulhos, corrompendo-a e distorcendo-a em prol de seus interesses egocêntricos (denominacionais), tal como os fariseus e escribas do tempo de Jesus (o fermento dos fariseus).

O ídolo icemita desacata as diretrizes simples, porém plenamente eficazes da Bíblia, rotulando-as como mera “letra”, e concede a autoridade às sofisticações dos malabarismos exegéticos feitos com versículos descontextualizados e forçadamente “espiritualizados”. Retiram a mensagem primária, real e central da Escritura para aquilo que o homem quer escutar, de modo a saciar-se de orgulho religioso, por tantos “segredos” e arranjos interpretativos e metafóricos, somente revelados à “Obra” (ICM).

O objetivo da “palavra-revelada-além-da-letra” é abastecer o ego humano, inflar de jactância e orgulho religioso o coração do homem, concedendo-o a sensação de segurança e privilégio por pertencer a “essa Obra”. Cultivam orgulho de estar ali, ouvindo os extraordinários joguetes de numerologia e tipologias revolucionárias, só encontradas na ICM. A “palavra-além-da-letra” foi o mesmo ardil utilizado pelo Diabo ao investir contra o Senhor Jesus, quando afirmou: “não foi assim que Deus disse?”
Para tanto, os membros são lobotomizados, corrompidos e ludibriados pela linguagem do não-pensamento ou programação neuro-linguística (ensino por saturação e exaustiva repetição de jargões). É nisto que se baseia a pregação icemita. Vejamos alguns exemplos de expressões amplamente repetidas e utilizadas no clichê da “Obra”, da linguagem do não-pensamento, que formata e implanta essa paixão na mentes das pessoas:
A Obra é filho único!
 Obra é Obra, o resto é sobra!
 A Obra tem que está em primeiro lugar!
 Só a Obra tem a palavra-revelada. Segredos dessa Obra!

 Para aonde iremos nós, se só na Obra alcançamos a revelação?
 Assim como Israel foi escolhido entre as nações, a Obra foi escolhida entre as denominações.
 Quem discorda da revelação, não entendeu a Obra!
 Falar mal da Obra vai trazer um juízo para sua vida!
 Saiu da Obra perdeu a salvação!
 O destino de quem sai dessa Obra é a morte e a sepultura!
 Se eu sair da Obra, bata a porta na minha cara! Não fale comigo! Não liguem para mim! Nem minha família fale comigo!
 Eu não troco essa Obra nem pela minha família!
 Assim como temos um Pai, também temos uma mãe: A Obra é nossa mãe!
 Dormimos a Obra, acordamos a Obra, almoçamos a Obra, jantamos a Obra, vivemos a Obra. Obra é Obra. É a Obra, meus irmãos. Se não for assim, não é Obra.
 Temos que ter Obra no coração! O coração cheio de Obra!
 A Obra é minha vida, a minha vida é a Obra!
 Essa Obra é filho único. Não existe Obra igual a essa. Não há outra Obra para aonde ir.
 A Obra é o nosso trem para a Eternidade.
 A Obra é nosso bem maior.
 A Obra é tudo para nós.
E outras expressões que convergem diretamente na Instituição, ratificando o viés de idolatria:
  Obra Maravilhosa;
 Obra Gloriosa;
 Obra Perfeita;
 Obra Completa;
 Obra Vitoriosa;
 Obra Profética;
 Obra Redentora;

 Obra Preciosa;

 Obra Revelada;
 Obra Filho Único.

Percebamos que esses atributos acima citados são todos atributos de DEUS. Maravilhoso, Redentor, Glorioso, Completo, Perfeito e Vitorioso – só Deus. Ao se autodenominar “maravilhosa”, esse maligno ídolo tenta usurpar o título messiânico do Senhor Jesus Cristo, vaticinado pelo profeta Isaías, onde podemos ler os atributos: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz. E o pior: “Filho Único”. Sendo assim, fica notório o quão contraditório é esse ensino pervertido que exalta essa famigerada “Obra”, essa deusa falsa, esse embuste ofensivo ao verdadeiro Deus. Esse ser que passa a dividir a glória de Deus e o fundamento da Salvação entre os membros da ICM.

Quem há de negar isso que escrevemos? Qual dentre eles, sejam líderes ou membros, pode vir desmentir-nos dessa infame prática idólatra, denunciadas nesse artigo, expostas através dos clichês supracitados em destaque?
Ficamos impressionados de como não atentam para esse viés de idolatria que se enveredaram esses que propagam, defendem e divulgam essa ideologia “Obra”. Saturadamente repetem esses jargões nas pregações, nas orações, e os ouvintes, naturalmente, começa a também a repetir por consciência coletiva, por osmose, de tal sorte que um ouve, e outro ouve de alguém, que ouve de alguém… E o pior: ensina a alguém, que vai ensinar a outro alguém…

Assim como no Catolicismo Romano há uma 4ª pessoa integrando a TRINDADE, que é a figura de Maria. Nota-se claramente que, por sua vez, a ICM adicionou também esse 4º elemento, de mesmo gênero (feminino), porém de nome diferente (“Obra”), cujo peso e importância têm o mesmo que Maria tem para os Católicos. A “Obra” se tornou tal qual como o ídolo católico – mediadora dos membros da ICM para com o Filho e o Pai.

Notem as sutilezas: Cristo nos ensina que não mais vivemos nós, mas Ele vive em [dentro de] nós, porque para nós o viver é Cristo, e o morrer é ganho; o ídolo “OBRA”, por sua vez, ensina-nos a tê-lo como “forma de vida”, a entendê-lo (será que é possível?). Cristo é o primogênito de Deus; por outro lado, a “OBRA” se autoproclama “filho único”. Cristo é o caminho, a verdade e a vida, e como o próprio evangelho lhe atribui a declaração “ninguém vem ao Pai senão por mim”; a “OBRA” por sua vez se apresenta como a nossa condução para a eternidade. Cristo é a vida. Entretanto, na ICM, todos dizem: a “OBRA” é minha vida. Cristo nos ensina a guardar a Sua Palavra, de modo que o Pai nos amará, e Ele e o Pai farão em nós morada; a ICM, a seu turno, ensina que devemos ter o coração cheio de “OBRA”. A Escritura nos ensina que devemos ter, através do Espírito Santo, a mente de Cristo; já o ídolo icemita nos impõe a absorção da “mentalidade de OBRA”.

“Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.” João 7:18
“Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.” 1 Coríntios 1:31
“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.” 2 Coríntios 4:5
Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento. 2 Coríntios 10:12
“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva.” 2 Coríntios 10:18

Portanto, entendemos que a “OBRA” é apenas mais um anticristo. É só um ensaio do mistério da injustiça que há de vir (e aí já está), tal como são seus demais co-irmãos, os sistemas religiosos, econômicos e políticos, que forjam ídolos e arrebanham adoradores para si ou para suas criações. O tal ídolo “Obra”, semelhantemente ao anticristo, ganhou um nome, ganhou espírito e vida. É adorado!

              2) O TERMO

Por causa do narcisismo e exclusivismo religioso, cremos que um “fenômeno” que ocorre com aqueles que saem da ICM, é uma tentativa pueril de demonstrar para os ex-correligionários que, apesar de terem saído de lá, continuam mantendo o mesmo “nível espiritual” dos que lá permanecem. Na maioria das vezes, nós, em nossa imaturidade e concepção espiritual de outrora, devido aos ensinos maniqueístas da ICM de que pertencer ou não a determinada Instituição se traduz na mesma coisa de ser ou não um servo fiel a Deus, incorremos nessa bobagem para dar certa satisfação a eles, com receio de usarem nossa pessoa como objeto de mentiras, alvo de difamações ou um troféu de exemplo a não ser seguido.

É uma atitude geralmente inerente e involuntária do dissidente de um grupo com tal índole sectária para querer transparecer que ele continua crente em Deus, com os resquícios do comportamento adquirido enquanto membro doutrinado naquele segmento. Aconteceu isso conosco, por isso cremos ter acontecido com outros também…
Uma característica que identifica esse processo seria uma frase bem comum, dita por quem sai(u) da ICM:

“Eu saí da ICM, mas eu tenho Obra”;

“Eu não estou fora da Obra, eu estou fora da ICM”.

E outras assim, de mesmo teor…
Analisando essa nossa própria fala, buscamos fundamentar tal afirmativa. Ficamos a pensar no sentido intrínseco dessas expressões, ditas assim, da forma que relatamos. Levamos em consideração o conceito ICM de “Obra”, e concluímos que reproduzir essa(s) frase(s) é uma grande incoerência.

Por mais que os membros da ICM tentem demonstrar, cinicamente e por uma humildade fingida, principalmente advindo da cúpula (tanto no sentido PES ao da igreja local) que quando falam em obra de Deus, não estão se referindo à “Obra”, mas a verdade é que a “Obra” que se referem é nada mais nada menos que a própria Igreja Cristã Maranata. Alguns chegam ao extremo do cinismo, dizendo que isso é invenção nossa, o que é uma grande mentira! Na verdade, devido ao crescimento avassalador de comentários sobre a péssima fama da índole messiânica e narcisista que perfaz os membros para com a ICM-Obra , o PES tenta dissociar o jargão “Obra” da Instituição ICM. Mas, tal conceito já está tão enraizado na cabeça dos subalternos dessa “Obra”, que fica difícil essa separação, assim como o açúcar se dissolve na água.

Não obstante, portanto, os membros da ICM tentarem se justificar, a verdade é que essas palavras se perdem ao vento, pois é de conhecimento material de todos cristãos que professam a fé do Senhor Jesus (somente segundo as Escrituras), que o termo “Obra” está associado diretamente à Instituição ICM. E ponto final!

A “Obra” seria todo conteúdo doutrinário da ICM, com suas particularidades e “segredos”, bem como sua execução a risca pelos membros. A ICM seria uma espécie de recipiente, onde a tal “Obra” se processa. Ainda assim, mesmo o “recipiente”, segundo a liderança, foi uma revelação de Deus, tanto a denominação, como também o arquitetura dos templos, o modelo da mobília, objetos de culto etc. Contrariando, drasticamente, os preceitos da Nova Aliança (Gal 1:6-9).
Explicaremos logo abaixo, e concluiremos, de fato, que a realidade é exatamente que estamos afirmando. Antes, precisamos ver a ICM de duas óticas: pessoa jurídica¹ e bojo doutrinário².

1 – Igreja Cristã Maranata como uma instituição religiosa voltada a adoração monoteísta, dita cristã, a qual, logicamente, é uma pessoa jurídica, logo, com estatuto, CNPJ, escritura pública e patrimônios, cuja sigla é “ICM-PES”.

2 – Igreja Cristã Maranata enquanto sistema doutrinário, ou seja, todo seu arcabouço de dogmas, práticas, usos, costumes e doutrinas, cuja totalidade desse sistema convergem numa só definição ou alcunha – “A Obra”.
Eis as evidências:
 Emembrar-se na ICM é “fazer parte da Obra”;
 Sair da ICM é sinônimo de “sair da Obra”;
 Concordar com as doutrinas da ICM é ter “discernimento de Obra”;
 Seguir a rotina da ICM é viver a “Obra como forma de vida”;
 Obedecer aos dogmas da ICM é ter “entendimento de Obra”;
 Não seguir os conformes do sistema da ICM é “não entender a Obra”;
 Apregoar a ideologia da ICM é ter “mentalidade de Obra”;
 Linguajar carregado de jargões e clichês da ICM é ter “padrão de Obra”;
 Elogiar a ICM é ter “Obra no coração”;
 Criticar ou discordar da ICM são “falar mal da Obra”;
 Relatar o histórico da ICM é falar da “História da Obra”;
 Submeter às ordens e afazeres da ICM é ser “Valente da Obra”;
 Pregar os dogmas e doutrina da ICM é pregar a “Doutrina da Obra”;
 Falar do crescimento da ICM no estrangeiro é falar da “Obra no exterior”;
 Falar de uma congregação da ICM é falar de uma “igreja da Obra”;
 Cantar louvores de autoria da ICM é cantar “louvores da Obra”;
 Deputados e empresários que cooperam com a ICM são “amigos da Obra”;
 Os dogmas exclusivos da ICM são “segredos da Obra”;
 Ser um membro da ICM é ser um “servo da Obra”;
 O trabalho com surdos na ICM é o trabalho com os “surdos da Obra”;
 Etc.

Sendo agora mais específico, tirando exemplos corriqueiros dos atos e expressões dos adeptos, vejamos quando eles falam em “Obra”, verdadeiramente, estão se dirigindo à instituição ICM, bem como ao seu campo doutrinário, demonstrando, assim, todo espírito sedicioso e exclusivista deles:
 Fulano “saiu da Obra”, foi para “religião” – ICM e outra denominação;
 Antes da “Obra”, você era do “movimento”, varão? – Idem;
 Há quanto tempo você está na Obra? – ingresso na ICM;
 Uma intercessão para o “crescimento da Obra no exterior”, para o levantamento de novos obreiros e ordenação de ungidos e pastores, e para construções de novos templos – ICM e seus patrimônios e cargos;
 “A Obra” foi revelada na década de 60, erguida com muito esforço pelos irmãos, que jejuavam até 03 dias diretos. – ICM e sua história da fundação;

 “Essa Obra” é perfeita e completa, não é o movimento. – ICM em relação a outros grupos religiosos;
 Tudo “na Obra” é feito na revelação, não há dedo do homem, como a “religião” que é obra de homens. – Idem
 Os templos da “Obra” são padronizados, revelados pelo “sinhô”. – Patrimônios da ICM;
 A “Obra” não é seita! – referindo ao status da ICM;
 Aqui na “Obra” não tem pastores remunerados, como na “religião” – ICM em relação a outros grupos religiosos;
 A “Obra” está adquirindo mais “Maanains” no Brasil! – ICM e seus patrimônios;

 Esse ano a “Obra” fez 40 anos! – ICM e seu quadragenário em 2008;
 A Obra é nível superior, a religião é mobral! – ICM em relação a outros grupos religiosos;
 Só na Obra o “sinhô” fala. A religião não escuta a revelação! – ICM e seus dogmas;
 Só a “Obra” fala sobre a volta do Sinhô! – ICM e suas ignorâncias;
 Em Vitória, a “Obra tem mais alcance”! – Local onde fica a sede da ICM;
 Só a “Obra” tem culto-profético! – ICM e sua doutrina;

 Na “Obra” em tal lugar, eu estava como ungido. Hoje estou como pastor da “Obra”! – ICM e seus cargos;
 Só a “Obra” alcançou a revelação de Cantares. – ICM e suas doutrinas;
 A “religião” é um balde emborcado; a Obra é um balde para cima que apara todas as bênçãos do Espírito Santo! – ICM em relação aos demais grupos;
 Temos as 05 armas do servo de Deus, os meios de graça. Só a “Obra” conhece esse segredo. A “religião” não alcançou essa revelação! – ICM em relação a outros grupos religiosos;
 Os cultos da “Obra” são de apenas 30 min. – ICM e seus costumes;
 O Fulano quer voltar para a “Obra”. Mas o “sinhô” não permitiu! Ele não tem mais parte nessa Obra! – ICM em se tratando de casos com dissidentes;
 Quem sai da “Obra”, perde a salvação! O destino é a morte e a sepultura! – ICM e seu exclusivismo;
 A “Obra” caminha a velocidade da luz! Não é como a religião! – ICM em relação a outros grupos religiosos;
 Para aonde iremos nós, se só na “Obra” temos revelação? – ICM e seus dogmas;
 Não podemos “falar mal da Obra”. É blasfêmia! Cuidado, hein?! – ICM ou líder sendo discordado ou criticado;
 Essa é a “Obra de Davi”. A Religião é o tipo de Saul. – ICM em relação a outros grupos religiosos.
Poderíamos dar outros tantos exemplos assim, mas não é necessário. Aplicando esse “senso comum” (acima relatado e que provamos pelos exemplos de fala e comportamento dos adeptos), então, se torna muito particular a eles esse tipo de expressão “ter Obra” ou “fazer parte da Obra”. Nós, enquanto cristãos precisamos ter a Palavra de Deus em nosso coração, bem como a marca do sangue redentor de Cristo em nossas vidas e o selo do Espírito Santo. Precisamos, sim, é fazermos parte da Igreja cristã. Ficar repetindo esses clichês e bordões, de que “temos Obra” ou “que fazemos parte da Obra”, talvez seja uma profunda falta de conhecimento bíblico, no mínimo.
Revendo o conceito de obra nas Escrituras observamos que:
 Nunca aparece como substantivo de nome próprio (Ex: Obra);
 Não representa nenhuma “entidade física”, muito menos “jurídica”;
 Não nos remete a nenhuma localidade específica (tal qual templos,

A palavra “obra”, biblicamente falando, é trabalho no Reino de Deus, é atividade espiritual de divulgação do Evangelho. Tanto no Novo como no Velho testamento, a palavra “obra”, se refere ao empenho dos servos em pregações, curas, libertações, adoração ou ainda o ato de transformação que o Espírito Santo opera na vida dos convertidos.
Analisemos os textos neotestamentários que utilizam essa expressão de “realizar” ou “fazer” a obra, e em nenhum deles veremos o sentido partidário e/ou institucional; tampouco em referência a uma doutrina ou mentalidade que se subentendem nos exemplos dados nesse texto e que outrora foi nos transmitidos como doutrina. Tal palavra não é grafada com inicial maiúscula, em referência a uma entidade espiritual ou pessoa natural, ou local, ou seja, como um substantivo próprio, como se faz na ICM, em todas as suas apostilas, circulares, avisos fazendo, em regra, referência ao sistema da ICM.

É claro que os outros grupos denominacionais utilizam também esse termo “obra”, porém de maneira bem diferente ao que a ICM adotou, que, de forma perniciosa, condiciona e formata o corpo de membros a crer. É muito comum entre os assembleianos, por exemplo, alguém dizer que está fazendo a obra (quando está numa distribuição de folhetos evangelísticos, ou visitando um enfermo, um presidiário, etc…). Mas observemos que eles usam essa palavra no sentido de tarefa, realização de trabalho, e não se referindo à Instituição Assembléia de Deus*. Na ICM eles dizem “Evangelização na Obra” – ou seja, evangelização da forma com que ela (ICM) faz (dita “revelada”). E veja o paradoxo – evangelizar já é um trabalho, uma atividade, então, seria o mesmo que dizer: “Realizar a obra na Obra” (?). Isso faz sentido?

Se alguém, por exemplo, discorda ou critica os rumos doutrinários da Assembléia de Deus, é praticamente impossível (particularmente desconhecemos exemplos) algum membro de lá arrematar, automaticamente, com o jargão religioso: “Não podemos falar mal da Obra!” Porque quando alguém critica os rumos doutrinários da Assembléia, critica o sistema religioso da Instituição, e não a obra de Deus propriamente dita ou o próprio Espírito de Deus. Uma coisa é totalmente diferente da outra. Já na ICM ninguém consegue dissociar o “falar mal da Obra” do “falar mal da ICM”, porque ambos significam a mesma coisa, na mente cauterizada dos membros.

Na ICM, as pessoas estão completa e hermeticamente bitoladas a associar a obra de Deus com o próprio sistema doutrinário da ICM. O que é um absurdo. É a prova material do exclusivismo e do sentimento de eleição que eles acreditam que a ICM – enquanto corpo de membros e sistema doutrinário – recebeu de Deus – como bem relatamos no início desse artigo. É a prova cabal que eles acreditam que a ICM é a personificação do próprio evangelho em forma de instituição religiosa. Delírio! Para não dizer heresia e idolatria mesmo! Enquanto os católicos personificam Jesus em imagens, os membros da ICM personificam a pessoa do Espírito Santo no sistema religioso. É fácil demais perceber isso.
 Eu tenho tantos anos de “Obra” – tempo como membro na ICM.
 Fulano entendeu a “Obra” – se submeteu acatando aos ditames doutrinários da ICM.
 Beltrano tem “mentalidade de Obra” – apregoa a ideologia ICM.
 Ciclano falou mal da “Obra” – discordou ou criticou a ICM.  

Negar isso, com certeza, é faltar com a verdade. Quem pode dizer que nunca ouviu isso? Só alguém muito insincero consigo mesmo, ao melhor estilo “me engana que eu gosto”, um cínico de “carteira assinada”, é que não admite isso.

E não é dito por um ou outro de maneira esporádica, não – É DISCURSO PADRÃO. Desde o membro sem função ao presidente do PES, todos exprimem feitos papagaios essa índole narcísica e exclusivista, por esse idioma “maranatês” encharcado de bordões e clichês sem personalidade. Em determinados casos, até pessoas que ainda não batizaram já absorveram esse linguajar carregado de jargões adquiridos por efeito de consciência coletiva e por força de inclusão social.
E o mais pernicioso disso tudo é quando começam a destilar esse pensamento meticulosamente calculado através de estudos excêntricos que sutilmente encantam os ouvintes, apaixonando-os cada vez mais pela Instituição, que é reconhecida IMEDIATAMENTE por estes como “a Obra”. Estudos estes como:
 Obra X Religião – Paralelo tendencioso entre a ICM e todas as demais denominações;
 Obra como forma de vida – Testemunhos altamente místicos e apoteóticos daqueles obedientes ao sistema da ICM;
 Obra de Saul e Davi – Comparação desonesta da ICM (Davi) e as demais denominações (Saul);
 Evolução da Obra – Fases da Igreja que definem como 1-Primitiva, 2-Romana, 3-Protestante, 4-Evangélica, 5-Pentecostal e a última – “Fiel” (ICM);
 Histórico da Obra – Relatos distorcidos e exagerados da fundação da ICM, com alto apelo místico e espiritual para fascinar os novos convertidos;
 Valentes da Obra – Aula altamente carregada de testemunhos e discursos chantagistas e alienantes para o adepto se dedicar cegamente, cada vez mais, ao sistema da ICM;

 Fundamentos da Obra – Exposição dos “segredos” da ICM (dogmas particulares – “clamor”, “consulta à palavra”, “madrugada” etc.)
 Obra Revelada – Aula que ludibria os neófitos de que tudo na ICM é revelado por Deus, desde a arquitetura dos templos, a mobília, os terrenos adquiridos e as novas doutrinas que a ICM inventa.

Qual Denominação apresenta as características dessa dita “Obra” citada em tais estudos? Seria a Metodista, a Presbiteriana, a Batista, a Assembléia de Deus, qual dentre tantas? Evidente que a ÚNICA que se enquadra nesses estudos é a ICM. E assim, ao analisar o escopo desses estudos, podemos notar, seja no texto ou então na fala dos que ministram que a real intenção é exaltar e engrandecer esse ídolo “Obra” (que no fim é o sistema da ICM), reduzindo em valor os demais grupos religiosos. O problema não está em usar esse termo “obra” (porque até o Senhor Jesus o usou), mas sim usá-lo de forma desonesta, tendenciosa, soberba, exclusivista, presunçosa, enfatuada, altiva, narcísica, sectária, referindo-se a um ser próprio, um sistema, uma instituição, assim, contrariando  as Escrituras.

Portanto, é inadmissível utilizar de dissimulação, humildade fingida e falácias para justificar que a “Obra” existe em outros lugares. Se assim fosse, se a tal “Obra” existe em outras denominações, por que cultivam a facção ou o partidarismo institucional nos corações dos membros da ICM em relação aos demais grupos? Ora, se na denominação da ICM contém a palavra “cristã”, logo, por que não permitir que seus membros mantenham relação afetiva, conjugal e espiritual com os tais cristãos que eles dizem “ter Obra”? Afinal, se dizem que eles “têm Obra” é porque nada esses grupos têm a dever à ICM, correto? E por que censuram seus membros de congregarem com eles? Por que aliciam seus membros mentalmente, ameaçando-os com punições sob o nome de Deus, caso mantenham contato com outras denominações? E por que não aceitam convites para lá visitar, mas, na maior hipocrisia, tentam, por outro lado, arrebatar crentes de outros grupos evangélicos para si? Por que pescam no “aquário dos outros”, se o irmão já “tem Obra” em outra denominação? Concordamos que há realmente instituições cheias de misticismos e teologias fajutas, essas, de fato, tem que ser abominadas, mas e essas que supostamente “têm Obra”, poderiam os membros da ICM, dizer quais são?
Estaria Jesus dividido (1 Co 1:13)? Seriam os membros de outras denominações não filhos do mesmo Pai Celestial (Efe 4:6)? Seriam eles alimentados senão pelo Espírito Santo (1 Co 6:17)? Estariam eles compondo outro Corpo de Cristo (1 Co 12:13; Efe 4:4)? Se estão, por que, então, permanecer a inimizade e separação? Não são todos da mesma família de Deus?

                                    “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. (…) Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” Tiago 3:13-14
“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.” Lucas 11:23   

Utilizar de recursos desonestos para dar uma resposta sofista e cínica, não passa de um artifício do pai da mentira. A covardia de não admitirem o caráter exclusivista e sectário que brota em seu coração nada mais é do que conseqüência desse engodo que os membros da ICM se meteram. Mentem para si mesmos, vivem nesse “faz de conta”, lutam consigo mesmos cultivando na mente um mundo imaginário e utópico para resistir à Verdade, que está estampada na sua frente, que bate todo o dia na sua porta, mas resistem à Verdade para manterem a fidelidade à idolatria ao sistema “Obra”, fazendo vista grossa, “de que não é com eles” e relativizando essas contradições religiosas apregoadas por esse ídolo egocêntrico, permanecendo no seu comodismo, subjugado aos conveniências desse instituição arrogante e presunçosa.

Para defenderem o ídolo “Obra” lançam mão até da maior arma do diabo – a mentira (cinismo, sofismas, hipocrisia, dissimulação, fingimento) – provando, assim, o grau do erro que estão vivendo. Como não conseguem perceber isso? Em seminários e conversas particulares, desfazem de todas as formas das demais denominações religiosas para exaltarem a si mesmos, contudo, não aceitam, na maior cara-de-pau, que sua “Rainha” passe também pelo mesmo crivo que eles submetem as outras instituições. Os devotos dessa “Igreja Fiel” esperneiam contra os que “falam mal” dessa “Rainha” dissimulada, que hora apresenta sua supremacia – dizendo que não se importa com as críticas – e hora se apresenta como a coitadinha – dizendo que está sendo atacada e torturada pelos “caídos”, os quais deviam – observemos a hipocrisia – respeitar a “religião” dos outros ou ter tolerância religiosa, justificam agora. Quanta contradição.

Seria mais nobres eles pararem com essa representação e hipocrisia, e tirarem essa máscara política. São muito mais nobres os Testemunhas de Jeová, os Católicos, os Mormons, os Adventistas, porque, ainda que sejam seitas totalmente apartadas da coerência bíblica, admitem o que vivem, não negam ou escondem aquilo que acreditam. Por mais incrível que pareça, Deus enxerga muito mais virtude neles no que na dissimulação e fingimento teatral dos membros da ICM. Quando se isolam em seus “maanains”, tripudiam de tudo e todos, proclamam em alto e bom som que a ICM é a “Obra do Espírito Santo” e que fora dela não há salvação, vida ou outro lugar para ir. Depois, quando de lá saem, e passam a viver com outras pessoas, representam um personagem mentiroso, dizendo que não é nada disso, e que as pessoas estão equivocadas, pois a ICM não é sectarista, não é exclusivista, não escarnece de outras denominações. Desde quando essa postura é parecida com Jesus? É pertencente a uma Igreja de Deus?

A ICM sempre demonstrou verdadeira REPUGNÂNCIA pela “Religião” (o universo geral de todas as denominações cristãs), tanto que sempre bradaram aos quatro ventos que NÃO ERAM “Religião”, e sim “a Obra”. “Religião gera morte. Religião é carne. Religião não salva.” Sempre afirmaram isso em alto e bom som, de maneira categórica. Todavia, “a Obra” sendo alvo de críticas como tem sido já há algum tempo, resolveu por intermédio dos seus representantes (sejam esses oficiais ou não), APELAREM para Lei de “Tolerância Religiosa.” Eles, nesse “darwinismo maranático”, evoluíram tanto que já não se consideram “Religião” há décadas; porém, agora, querem voltar ao status religioso, e tentarem adaptar-se a essa Lei? Afinal, a ICM é “Obra” ou “Religião”?

E outra, desde quando discordar de dogmas, doutrinas, práticas de usos e costumes em debates ABERTOS, passíveis de contra-argumentação, é ato de “Intolerância Religiosa”? Todas as denominações religiosas passaram pelo crivo das Escrituras ao longo do tempo. Isso faz parte do aparamento das arestas. Mas a “Obra” se coloca como a única que não pode ser contestada. Assim, mais intolerante, em verdade, não seriam eles, que entre tantas difamações nos classificaram até mesmo como PEDÓFILOS, CAÍDOS, LIBERTINOS, ADÚLTEROS, LADRÕES DE DÍZIMOS só pelo fato de criticarmos os rumos administrativos e, principalmente, bíblicos e ter saído de lá?

Não bastasse isso, mentem sobre nosso caráter, fomentam ódio religioso contra pessoas dissidentes, pregam a segregação, o “racismo denominacional”, o exclusivismo, dentre outros males. Falam tantos absurdos dos ex-adeptos, mas, para qual desses ex-adeptos foi dado o direito de resposta em um Seminário, ou até mesmo numa congregação local? Quem são os intolerantes? Quem IMPÕE aos membros que esses NÃO VISITEM e NEM SE RELACIONEM com quem saiu do rol da “Obra” e não é da “Obra”? Acaso não são eles próprios?

Pensam que as pessoas são desinformadas, leigas, tapadas. Pensam que não conhecemos Lei, História, Sociologia, Teologia, Psicologia, etc. Pensam que não conhecemos as Escrituras! Pensam que não conhecemos “a Obra”. Estão enganando a eles mesmos. Nesses momentos, então, ser “Religião” é CONVENIENTE para “Obra”… Essa hipocrisia, esse fermento dos fariseus, é intragável, impossível de digerir.

  “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” 2 Timóteo 3:2-5

Então, anos se passam e os dissidentes da ICM estão aumentando, cristãos em busca de uma vida espiritual sincera, natural e autêntica. Esses podem confirmar essa índole exclusivista e messiânica da ICM. Por outro lado, até hoje não apareceu ninguém para nos provar o contrário, contrariando os artigos expostos. O máximo que fazem é, cinicamente, afirmar que “Obra” é um projeto de Deus na vida do homem (o que, por certa ótica, é verdade, mas não é praxe na vida deles), ou que é apenas uma forma de reconhecimento ou elogio à ICM, o que, de fato, não passa de um eufemismo de admissão da idolatria ao sistema da ICM. Puro cinismo.

Desafiamos alguém a trazer um trecho das Escrituras onde a palavra “obra” estivesse fazendo inferência a uma Instituição, partido, grupo. Sabe por que ninguém trará? Porque não existe na Bíblia Sagrada! Sempre que aparece tal palavra, seja nos evangelhos, seja nas cartas, está se referindo a atividade no Reino de Deus, trabalho (tal qual a expressão usada pelos assembleianos, por exemplo, e outros evangélicos em geral). Por isso, é REPROVÁVEL essa distorção da ICM, insinuando ela ser essa “Obra”, num tom de exclusivismo e prepotência religiosa, que nem sequer a Bíblia Sagrada menciona existir como Instituição.

E mais, acreditamos que de igual modo à ICM, há outros grupos, sim, nesse frenesi narciso-exclusivista louco, de usar essa palavra nesse sentido messiânico, tais como, as famigeradas Opus Dei e Maçonaria. Instituições que, como sabemos, de sadias e idôneas ao Evangelho e ao ser humano não têm nada. Portanto, é errado também. Equívoco proposital! E não seria porque tem outras pessoas agindo errado que justificaria o erro. Se tiverem 100 Denominações usando esse subterfúgio para arrogarem para si um status de perfeição, inerrância, infalibilidade, incontestação, eleição, messianato, sob essa alcunha “Obra”, TODAS as 100 estão incorrendo à APOSTASIA, que é o desvio da verdadeira fé, a fé cristã, bíblica, que não endossa tal prática. Afinal, como a Palavra nos ensina, a maioria nunca está com a Verdade.
Precisamos todos nós, estarmos atentos a tais repetições por modismo, não só verbal, mas principalmente conceitual, a fim de que uma vez entendendo o sentido bíblico deste termo nós não venhamos a usá-lo de forma indevida. Sobre isso, vale reportar sobre o que é realizar a obra de Deus para os adeptos da ICM-Obra:
 Ir para os cultos todos os dias;
 Ir para a madrugada de seu grupo;
 Ir para o culto de meio-dia de seu grupo;

 Ir para o culto profético de seu grupo;
 Seguir o jejum da lei do domingo;
 Vestir-se com roupas “da revelação”;
 Não faltar reuniões e ensaios;
 Ir a seminários;
 Pagar o dízimo;
 Trabalhar no mutirão de limpeza do Maanaim e templos;
 Obedecer às “orientações”, “revelações” “infalíveis” dos líderes.

Eis a “Obra como forma de vida”. Se ao perguntamos a um membro da ICM se realizar a obra de Deus é exatamente esse rol de atividades na ICM, elencando todos esses rituais, ele, certamente, irá dizer: “Com certeza, varão! Viver a “Obra” é exatamente, isso. Você está com mentalidade de Obra! O irmão alcançou a “revelação”. Entendeu o projeto!” Fazer a obra, segundo a concepção da “Obra”, seria o cumprimento rigoroso das atividades do sistema. Dessa forma o membro “alcançou a revelação”, e é reputado por eles como um “nobre”, um “valente da Obra”, um “varão valoroso”, alcançou um nível superior de espiritualidade. Assim, depois que o membro adquire a “mentalidade de Obra”, está apto a ser levantado para as funções eclesiásticas do sistema denominacional.

Pela pobreza na leitura e compreensão da Palavra de Deus (pois alguns, ainda que lendo, não absorvem nada, por causa dos olhos revestidos de lentes embaçadas pelo fermento e da mente já embriagada de “Obra”, “Obra”, “Obra”, “Obra”, “Obra”…), são persuadidos, induzidos, moldados, doutrinados saturadamente a associarem, involuntariamente, “Obra” à ICM. Triste!

Soube que depois de algum tempo que eu já havia saído da ICM comentaram entre eles que eu não tinha mais “mentalidade de Obra”, que eu estava “fora da Obra”, que eu não tinha “entendido a Obra” etc. Sabedor dessa notícia, a princípio, fiquei aborrecido, triste, mas depois, analisando de forma racional essas colocações da maneira que apresentei, tais pessoas estavam corretíssimas! Ainda que a frase fora dita em tom reprovatório e na tentativa de denegrir-me, essa frase foi totalmente verídica e coerente.

Hoje, tenho plena consciência que de fato não tenho nada “de Obra”. E nem faço nenhuma questão de ter. Uma vez fora de lá é porque não compactuo com as doutrinas e os procedimentos deles. Muito menos com essa ideologia fermentada. Não estou “nesta Obra”. Então por que dizer que “estou”? Por que dizer que “tenho”?
Ora, eu quero é fazer, realizar, segundo a definição do Mestre:
“Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.” João 5:28-29
Como a resposta do Senhor Jesus foi no singular, logo não há outra senão a que Ele mesmo nos legou em ensino.
Quem lê entenda:
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” João 14:12
A paz de Cristo a todos.

OBS: Assembléia de Deus* – ao usarmos essa Denominação como exemplo em algumas partes do presente artigo, elucidamos ao leitor que não estamos de forma nenhuma agindo como propagandistas da mesma, divulgando-a como se fosse melhor que a Denominação A ou B. Em verdade, nós que participamos diretamente na confecção e revisão desse artigo nem mesmo somos membros de tal grupo em questão. O usamos mais pelo fato de a ICM em toda oportunidade que tem, através de seus líderes, divulgar que os assembleianos “perderam a Obra”, devido a falta de sabedoria, a qual foi transferida para o seleto grupo primitivo que deu origem a ICM no fim da década de 60. Sendo a Assembléia de Deus um exemplo sempre dado pelos ICM’s em se tratando de argumento de auto-exaltação, aproveitamos o ensejo, todavia não com a mesma distorcida intenção icemita, mas tão somente para exemplificar o meio evangélico em geral.

     https://obramaranatarevelada.wordpress.com/tag/obra-maranata-revelada/

          

One thought on “A ICM E SEU CONCEITO DE “OBRA”

  1. Reblogged this on Cavaleira Da Verdade and commented:

    Leiam e tirem suas conclusões

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