Obra como forma de vida ( 4 periodo) esqueça essa aula

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OBRA COMO FORMA DE VIDA
(I Samuel 1:9-20)

1. Quando nós olhamos para o Evangelho hoje em dia, percebemos que o inimigo está realizando uma obra de descaracterização do mesmo. As pessoas perderam totalmente a visão das coisas espirituais, isto porque o inimigo tem semeado o joio no meio do trigo causando sua diluição. Ele usa o fermento para levedar a massa e depois o pão que oferece está cheio de mofo e bolor. Nós vemos nos dias atuais, no meio religioso, a total descaracterização do “Pão da Vida” em todos os aspectos. Eles substituíram o Pão Vivo pelo pão da padaria, pelo pão material, e tem surgido nesta última hora um grande movimento político prometendo “pão e paz”, mas o que vemos na verdade é o contrário: nem paz nem pão. O adversário não está desiludido nem insatisfeito com isso, pelo contrário, tudo faz parte do seu plano. Ele alardeou estas coisas, chamando a atenção de todo mundo para este elemento fundamental que é a sobrevivência. Todos têm perdido a noção da eternidade e seus anseios estão voltados somente para aquilo que é material. A população mundial cresce a cada dia, a produção de alimentos diminui, de modo que a fome aumenta em toda a terra. Há um governo mundial conduzindo tudo isso, e este governo não é do Senhor.

2. Era esta a situação em que nos encontrávamos. A Bíblia e o Evangelho não passavam de mera teoria. As citações de textos, a imitação do que é espiritual e o Evangelho caolho e horizontal não representavam nenhuma forma de vida. Qualquer povo ou nação que perde sua característica de vida, sua base e sua identidade, se transforma numa etnia sem nenhuma credencial ou reconhecimento. Foi isto que aconteceu com o Evangelho hoje em dia, ele perdeu suas características de vida e sua essência. Quando Jesus convocou sua igreja e seu povo, o fez para viver sob uma forma de vida onde o Espírito Santo haveria de dirigir e orientar esta vida da mesma maneira como sempre fez no passado. Quando Ele tira o povo do Egito, o faz com uma liderança bem definida, com uma determinação e uma orientação de alcançar a Terra Prometida, e nela construir sua habitação definitiva. Quando o povo esqueceu o Egito e largou os seus costumes, ele se identificou com esta forma de vida e se viu diante da Terra Prometida.

3. A Obra não surgiu por um acaso. Ela é o resultado das intercessões, de clamores de servos e servas que choraram diante do Senhor, que clamaram por causa da situação em que viviam, e foram ouvidos. Esta foi a experiência de Ana. A Bíblia fala sobre como as coisas iam no tempo de Eli, de sua situação. A luz do templo estava se apagando naqueles dias, não havia revelação. Os filhos de Eli haviam contaminado o altar do Senhor, eles confundiam aquilo que era santo e aquilo que era profano e misturavam aquilo que era do Senhor com aquilo que era deles. Eles metiam seus garfos no holocausto, tomando para si aquilo que pertencia ao Senhor. Eli via estas coisas e não dizia nada, porque não tinha autoridade sobre seus filhos.

4. Por outro lado chorava uma mulher que não tinha filhos, e ela foi ao templo orar e derramar sua súplica perante a face do Senhor. Eli a viu e julgou que estava embriagada. Ana disse que não estava embriagada e sim com o coração cheio de amargura por ser estéril. Era a situação de Israel também, pois não tinha fruto e não havia solução para sua situação. Nós podemos perceber na Palavra que as grandes manifestações de Deus ocorrem em meio às grandes lutas. Vejamos o exemplo de Jacó, quando teve que fugir de seu irmão Esaú, a maneira como ele casou com Raquel depois de trabalhar quatorze anos por ela, depois sua morte ao ter o primeiro filho. Tudo ocorreu para que o povo de Israel fosse formado. Depois José foi vendido por seus irmãos, e no Egito ele passou por grandes lutas até se tornar governador e salvar seu próprio povo da morte. Quando Deus colocou em prática o seu projeto de salvação do homem, Ele ofereceu seu único Filho, seu único Cordeiro.

5. Quando Ana orou ao Senhor pedindo um filho, fez um voto que o daria ao Senhor todos os dias de sua vida. O Senhor atendeu ao pedido de Ana e logo que Samuel desmamou, ela foi ao templo para entregá-lo ao sacerdote. Aquele ato foi um ato quase “louco”, porque ela estava dando uma criança que ela amava profundamente, que ela não tinha, filho único, e ela o deu ao Senhor. Seu ato propiciou uma mudança total na vida de todo o Israel, pois Samuel foi o instrumento que Deus usou como juiz, sacerdote e profeta, para cumprir o seu propósito durante toda a sua vida. Foi Samuel que ungiu Davi rei de Israel, e encaminhou o povo em outra direção conforme a vontade do Senhor.

6. Voto de Ana foi mais que “atrevido”, pois era contrário a tudo que havia de racional. Ela estava dando ao Senhor aquilo que havia de mais precioso em sua vida. Ela o deu por todos os dias de sua vida, a única coisa que tinha, seu único filho Samuel. Ela o tomou e o levou ao templo para um velho tomar conta. Qual era o futuro daquele menino? Era servir ao Senhor simplesmente. Mas quem iria cuidar da criança? quem ia dar a mamadeira a ele? quem iria cuidar dele quando adoecesse? Eli já tinha 80 anos de idade, será que saberia cuidar de uma criança tão pequena? Mas Ana fez um voto ao Senhor e deu tudo que ela tinha, seu filho único. Todo o amor dela estava ali.

7. A Obra do Espírito é exatamente assim. É todo o amor do coração do homem. O homem que não ama esta Obra como filho único, não tem esta Obra no coração, pois a Obra é filho único. É toda a nossa esperança, é toda a nossa expectativa, é toda a nossa preocupação e lutas, é todo o nosso pensamento. Nós acordamos de manhã, nós dormimos, nós trabalhamos, nós comemos, adoecemos, nós vivemos, nós morremos, mas a Obra é a primeira coisa na nossa vida. Quando Ana levou Samuel para entregá-lo ao Senhor, levou também:

3 novilhos = Trindade (o Pai em uma só pessoa, o trabalho, a doutrina, o esforço que produz,
aquilo que vai dar uma nova movimentação, pois o novilho era usado no trabalho).
1 efa de farinha = o Filho (o Pão da vida)
1 vinho = Espírito Santo.

A criança não estava sozinha, isolada. A Obra não anda isolada, mas está acompanhada da Trindade.

8. Nós podemos lembrar do amor de Ana por esta criança. Ela não morava ao lado do templo, mas em outra aldeia. Ela o deu e foi embora. E como deve ter sido dura a despedida. A criança talvez não estivesse entendendo nada do que estava acontecendo, e quem sabe relutou em ficar, pois o seu desejo era estar com sua mãe. Ana certamente saiu dali com o coração partido, pois também almejava estar com seu filhinho, e como foi duro ver as lágrimas de Samuel a chamá-la dos braços de Eli. Mas ela não podia voltar atrás, pois tinha prometido Samuel ao Senhor. A Bíblia diz que to dos os anos Ana levava uma roupinha de linho que ela fazia para Samuel. Ele servia ao Senhor com aquela roupinha. Samuel estava na mente e no coração de Ana todos os dias. Seu sentimento era muito mais intenso do que se Samuel estivesse ao seu lado. Ela tecia a roupinha cada dia, ponto a ponto, e a cada ponto ela lembrava de Samuel. Como estaria ele naquela hora? Será que ele dormiu bem? Será que ele está doente? Será que ele está brincando agora? Será que ele está sentindo falta de mim? Ela pensava nele durante todo o ano. Quatro meses se passaram, pensava Ana. Onze meses se passaram, só falta um mês para eu ver meu filhinho. E no dia da viagem ela partia feliz com a nova roupinha para Samuel. A Obra é exatamente assim na nossa vida. Com ela nós tecemos o linho todo dia. Se estamos no trabalho estamos pensando na Obra. Como deve estar ela? O irmão fulano, como ele está? Senhor dá uma bênção à Tua igreja, nós oramos. E o seminário? Senhor abençoa todas as coisas. O salário foi aumentado, foi a bênção do Senhor… Samuel, meu filhinho.

9. A Obra é filho único. Quem não tem a Obra como filho único não tem a Obra. A Obra é grande, e ela será grande pelos atos de fé daqueles que entregam seu coração, por aqueles que confiam no Senhor e deixam até mesmo aquilo que parece impossível de deixar (testemunho do pastor em Portugal que recebeu a notícia de que sua esposa estava hospitalizada no Brasil). A cada ano quando Ana levava a roupinha, ela avaliava o quanto ele havia crescido, e a roupinha cabia nele na medida certa, e com ela ele servia ao Senhor. E aquela roupinha com que ela cobria Samuel, representava sua própria vida, e tudo que Samuel tinha ela é quem dava. Era o amor perfeito. Estava longe dele, mas quanto mais longe, mais o amor se aprofundava mais ela pensava nele, pois ela não podia perder Samuel de sua vida. Ela não trocava Samuel por nada neste mundo.

10. Samuel teve a incumbência de anunciar o fim daquela fase negra em Israel. A Obra tem a séria incumbência de anunciar o fim deste evangelho caolho que aí está sem revelação. É função da Obra, como foi função de Samuel, anunciar o fim deste evangelho distorcido que está aí, não na crítica, mas criando uma coisa nova, uma roupa nova cada ano para Samuel. Uma roupa perfeita, sem manchas, sem pontos fora do lugar, pois ela não negligenciava nisso. É o zelo que se deve ter com a Obra, com a revelação, é aquilo que cobre a Obra do Espírito, o retrato da roupa de Samuel é o retrato da nossa própria vida, daquilo que nós fazemos para o Senhor. Era tudo que ela tinha, Samuel seu filho querido, seu filho único. E Deus deu seu Único Filho por nós, como oferta. Como Moisés um dia também foi jogado n’água. A Grande Obra de Deus sempre foi firmada nestes projetos, quando Deus usa um homem na sua espontaneidade. Lutero não se dobrou diante da tirania de Roma. Policarpo não negou sua fé diante da morte. Deus começou a falar com Samuel, pois Eli não podia mais ouvi-lo. Deus hoje tem falado através de sua Obra porque a religião não o ouve mais. A OBRA É FORMA DE VIDA.

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