DISCIPLINA DO SERVO ( APOSTILA DO PRINCIPIANTE)

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DISCIPLINA DO SERVO

(Principiantes)

INTRODUÇÃO

O crescimento da igreja, o acréscimo que a cada dia se verificava no número de salvos, as vidas novas que se iam integrando ao corpo de Cristo, alcançadas pelo Evangelho de poder, deixado pelo Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, constituíam preocupações sérias dos servos da primitiva igreja, uma vez que, a vontade do Senhor era, e ainda é hoje, que o homem seja alcançado pela sua verdade, e como consequência, que o seu povo cresça, pois que o Seu querer é que todos se salvem. “Que quer

que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. (I Timóteo 2:4)

Evidentemente que o crescimento demográfico do povo de Deus não justificou e nem tão pouco se pois, que o crescimento da igreja, esteja paralelamente ao crescimento particular de cada servo na presença do Senhor.

Uma vez que o aspecto dinâmico da obra que o Senhor realiza, sempre se denotou e hoje para nós muito se evidencia, banindo de todos os meios e modos qualquer idéia de estatização. Disto conclui-se que o crescimento da Obra requer desenvolvimento harmônico e consistente do servo do Senhor, sem perder de vista os princípios fundamentais, que Deus tem revelado.

Sim, crescer, com perfeição. As partes perfeitas e justas, tem como corolário, um todo perfeito.

Atos 2: 40 e 47: “E perseveraram na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

II Timóteo 3:17: “Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda boa Obra”.

Colossenses 4:12 – “Para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda vontade de Deus”.

Efésios 4:13 – “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do filho de Deus,e varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

Filipenses 3:12 – “Não que tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que também fui preso em Cristo Jesus…”

Deuteronômio 32:4 – “Ele é a Rocha cuja obra é perfeita”.

II Crônicas 31:21 – “E assim fez Ezequias em todo o Judá, e fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o Senhor seu Deus. E em toda obra que começou no serviço da casa de Deus, e na

Lei, e nos mandamentos, para buscar o Senhor seu Deus, COM TODO CORAÇÃO O FEZ, e prosperou”.

A perfeição em Cristo, se condiciona a vários fatores, dentre eles:

1. Oração

2. Jejum

3. Leitura, meditação e consulta à Palavra

4. Humildade

5. Obediência

6. Santificação

7. Amor e zelo pela Obra

Evidentemente que sem disciplina não alcançaríamos a perfeição, mesmo com a prática do que acima se descreveu, uma vez que a primeira é característica da segunda.

Hebreus 12:8 – “Mas, se estais sem DISCIPLINA, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos e não filhos”.

 

1- DISCIPLINA NO CLAMOR PELO SANGUE DE JESUS

Jeremias 33:3 – “Clama a mim e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”

Salmos 119:145 – “Clamei de todo o meu coração”.

Salmo 34:6 – “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.

O clamor deve ser feito de coração, em espírito.

Mateus 15:8 – “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.

O clamor não é um método, não é um ritual. É, sim, uma necessidade, é condição essencial à

nossa comunhão, benção e vitória.

Hebreus 10:19-20 – “Tendo, pois, irmãos ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.

Hebreus 9:22 – “… e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”.

O Senhor tem requerido do seu povo reverência no momento do clamor. Até mesmo com relação a postura do servo.

2 – DISCIPLINA NA GLORIFICAÇÃO

2.1 – Glorificação sincera

Salmos 137:4 – “Mas como entoarmos o cântico do Senhor em terra estranha”.

O povo estava cativo, e sabia que naquela condição o Senhor não aceitaria sua glorificação.

Lutas, dificuldades, provas, são comuns a todos nós; no clamor e na glorificação somos delas

Desacerto, desobediência, são bem diferentes. Nesse estado, clamarmos, glorificarmos, é colocar remendo novo em pano velho; a rotura se torna maior. É necessário um acerto com o Senhor para uma glorificação sincera, perfeita.

Mateus 9:16 – “Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho, porque semelhante

remendo rompe o vestido, e faz-lhe maior a rotura”

Isaías 59:1 e 2 – “Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar; nem o seu ouvido agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e vosso Deus; E os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.

O Senhor não opera nas nossas vidas em desobediência

2.2 – Glorificação sem barulho

A benção do Senhor não está condicionada a barulho. A Bíblia não registra que o Senhor Jesus tivesse gritado, pulado ou feito gestos anormais nos momentos de operações de milagres, tais como a ressurreição de Lázaro, o filho da viúva de Naim e muitas outras operações maravilhosas. Pelo contrário, Ela nos transmite a serenidade do Mestre nos momentos descritos.

I Reis 19:11-13 – No monte Horebe, o Senhor não falou a Elias no grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas, diante da face do Senhor; o Senhor não estava no vento; e depois do vento o terremoto, também o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto um fogo, também o Senhor não estava no fogo; depois do fogo uma VOZ MANSA E DELICADA.

Então Elias ouviu: “Que fazes aqui Elias?”

2.3 – Glorificação sem emotividade

Lucas 1:46-56

2.4 – Glorificação sem alteração na tonalidade da voz

147

2.5 – Glorificação sem deformação do semblante

É tão somente necessário que haja reverência.

I Coríntios 14:15 – “Que fareis pois? Orarei com o Espírito, mas também orarei com o

entendimento; cantarei com o Espírito, mas também cantarei com o entendimento”

3 – DISCIPLINA COM RELAÇÃO A DIREÇÃO DO CULTO

3.1 – Quanto ao dirigente

Se o período é de glorificação, não é próprio que de cada hino anunciado à igreja, faça um sermão.

É preciso sempre lembrar que muitas vezes a igreja não alcançou comunhão profunda com o Senhor para uma benção maior, por isso, é necessário que o dirigente tenha bastante cautela, para que, ao ir à frente do povo, muitas vezes transbordante de bênçãos, e Glórias ao Senhor por isso, já não vá derramando lágrimas (quebrantamento), provocando um total contraste entre seu estado e o do povo.

Ora, é bom lembrar sempre a necessidade de conduzir a igreja ao recebimento da benção, para que ela não fique como uma espectadora daquele que está à frente, o dirigente.

O Senhor nos fala na sua Palavra da necessidade de nos abstermos da aparência do mal. Assim é que se trata de um culto público onde não só os servos, mas homens de toda natureza religiosa ou não, tem acesso a de Deus, necessário se torna que nos preocupemos em não nos lançarmos, até mesmo com o nosso traje, ao escândalo. Por exemplo: não faz bem a qualquer um de nós, de sensibilidade perceptiva, nos depararmos com um servo trajado de terno xadrez, camisa xadrez e gravata xadrez, além do sapato mal engraxado, e algumas caspas se destacando ao alto do ombro. O Senhor requer de nós perfeição em tudo, e muito mais do que requerer é merecer o nosso zelo em todas as coisas.

3.2 – QUANTO AOS INTRUMENTISTAS

É importante notar o quanto a bênção de um culto depende da posição espiritual dos instrumentistas e da condição do instrumento.

O que o Senhor quer é que tanto instrumentistas quanto instrumentos estejam afinados pelo seu diapasão.

É necessário ter cuidado com a carne. A Obra é do Espírito. Exibição, balanço de corpo, de cabeça, batida de pé, não são comuns nesta Obra.

Salmo 47:7 – “Pois Deus é o Rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência”.

Salmo 138:1 – “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração”.

3.3 – QUANTO À IGREJA

O servo que dirige um culto, o faz pela vontade do Senhor; necessário se torna a igreja não divergir da orientação que recebe naquele momento.

Exemplo: Pede-se uma glorificação É certo que se faça uma glorificação, não um clamor. Ou vice-versa.

É necessário que haja objetividade. Não é próprio de um culto público, muitas vezes a igreja

cheia de visitantes, nos clamores intercalarmos assuntos que são essencialmente íntimos. A menos que o Senhor peça. Com relação aos tais, temos muitos outros momento em que podemos colocá-los na presença do Senhor.

 

4 – DISCIPLINA DO TEMPO

Os cultos na Obra do Espírito já pela sabedoria, não são longos.

É preciso muitas vezes nos reportarmos àqueles que ainda não estão na bênção e que naturalmente para os tais, a demora é prejudicial. Enquanto nós não sentimos o cansaço, eles o sentem.

No entanto, quando a igreja está reunida mais a sós, podemos passar até uma noite inteira cultuando ao Senhor.

5 – DISCIPLINA NO USO DOS DONS

I Coríntios 14:26 – “Que farei, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo,

tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. FAÇA-SE TUDO PARA EDIFICAÇÃO”.

Dons espirituais exercitados nos ministérios. (atenção)

Euforia, sentimento de perfeição e outros ao receber o dom: perigo!

“O dom não é propriedade do servo”.

II Timóteo 4:14 – “Não desprezes o dom que há em ti”

6 – DISCIPLINA DO SERVO APÓS UMA BENÇÃO RECEBIDA OU PROMETIDA

Eclesiastes 10:16 – “Ai de ti, ó terra cujo o rei é criança, e cujos príncipes comem de manhã”.

– É para ser contada?

– A quem contar.

– Como contar.

– Onde contar

O Senhor Jesus, muitas vezes operou e recomendou: “Não conteis a ninguém”. (Lucas 8:49-56).

7 – DISCIPLINA NO FALAR

Eclesiastes 5:7 – “Porque, como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus”.

Provérbios 18:8 – “As palavras do linguareiro são como doces bocados, e elas descem ao íntimo do ventre”.

Provérbios 10:19 – “Na multidão das palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente”.

8 – DISCIPLINA COM RELAÇÃO AOS QUE DESOBEDECEM E SAEM DA PRESENÇA DO

II Tessalonicenses 3:14-15 – “Mas se alguém não receber a nossa palavra por esta carta, notai o tal, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo…”

O Senhor não se agrada de bajuladores, que se fazem solidários aos que caem arrojando-os contra o pastor, a igreja, o presbitério, etc.

Provérbios 24:24 – “O que disser ao ímpio justo és; os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão”.

9 – DISCIPLINA COM RELAÇÃO AO ÍMPIO

Mateus 10:16 – “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos, portanto sede prudente como as serpentes e símplices como as pombas”

10 – DISCIPLINA COM RELAÇÃO ÀS DETERMINAÇÕES DO PRESBITÉRIO

I Coríntios 12:12-30 – “… Ora vós sois o corpo de Cristo…”

Nesta Obra não há hierarquia.

Não há cúpula, nem privilegiados.

“Somos corpo de Cristo”.

 

Ninguém excede a limitação desse corpo.

As determinações do Presbitério às igrejas, não dele próprio, mas do Senhor, que todas as coisas revela. Convém obedece-las!

Romanos 16:19 – “Quanto a vossa obediência, é ela conhecida de todos”.

Filipenses 2:8 – “Sendo obediente até a morte, e morte de cruz”.

A igreja sofre, quando o servo não obedece as determinações do Senhor ao Presbitério.

Romanos 5:9 – “Porque, como pela desobediência de um só homem, muito foram feitos

pecadores”.

11 – DISCIPLINA NO RELACIONAMENTO COM OS UNGIDOS

Já se tem dito que esta Obra é de respeito e consideração para com os ungidos.

Salmo 105:15 – “Não toqueis nos meus ungidos…”

I Crônicas – “O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor,

estendendo eu a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor”.

12 – DISCIPLINA NAS VIGÍLIAS, NAS MADRUGADAS

São horários especiais, horários reservados ao silêncio, é preciso cuidado, para que não haja escândalo.

II Coríntios 6:3 – “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”.

Colossenses 2:5 – “Porque ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo em Espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem, e a firmeza da vossa fé em Cristo”.

I Coríntios 14:40 – “Mas faça-se tudo com ordem e decência”.

Observação: Locais especiais, multidões, etc.

Filipenses 1:10 – “… E sem escândalo algum até ao dia de Cristo”.

EPÍLOGO

A Palavra de Deus nos diz que a Igreja é o corpo de Cristo. É importante lembrar que o Senhor Jesus para se fazer identificado por Tomé, mostrou-lhe no seu CORPO as marcas do seu sofrimento.

Sofrimento não espontâneo, de sua parte, mas fruto da obediência ao Pai. A Obediência deixa marcas, ainda que sejam cicatrizes de grandes feridas, através das quais o mundo crê, e destingue a Igreja verdadeira, o corpo, de tantas religiões.

Tomé distinguiu o Senhor Jesus, pelo seu corpo, pois nele trazia as marcas da cruz.

O povo do Senhor é um povo OBEDIENTE, ORDEIRO, DISCIPLINADO, sempre atento às determinações do Senhor. Apesar de muitas vezes distantes uns dos outros, mas somos o mesmo corpo,

firmados na mesma ROCHA. Atentos sobretudo ao TOQUE DA TROMBETA!

Neemias 4:19-20 – “Grande e extensa é a Obra, e nós estamos apertados do muro, longe uns dos

outros. No lugar onde ouvirdes o  som da buzina ali vos ajuntareis conosco. O NOSSO DEUS

PELEJARÁ POR NÓS”. Aleluia

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