O Evangelho da Prosperidade ganha espaço e, ao contrário do que muitos pensam, tem servido para afastar pessoas da Palavra de Deus.

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O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus … (Filipenses 4:19)

Esta Carta de Paulo, endereçada à Igreja de Filipos, registra como principal ponto a ALEGRIA, tanto que é conhecida como a Epístola da Alegria.

Nela observamos que Paulo registra a sua grande alegria, por exemplo, em ver Cristo ser pregado. Vejamos o que ele diz no capítulo 1º, VS. 16 a 20:

Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.  Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.

Como vemos, Paulo registra a sua alegria em ver o nome de Jesus Cristo, o Salvador, ser pregado.

Tantos séculos depois e vemos muitos que deixam de pregar a sã doutrina, a palavra de salvação, para se preocupar com ganhos fáceis através do Evangelho.

Paulo foi preso por pregar o Evangelho!

Hoje muitos tem sido presos não por este motivo, mas por usar do evangelho para o seu enriquecimento.

O Evangelho da Prosperidade ganha espaço e, ao contrário do que muitos pensam, tem servido para afastar pessoas da Palavra de Deus.

Quantas vezes vemos pessoas transformar a Palavra de Deus em um verdadeiro amuleto e versículos tomados de forma isolada passam a ser pregações e lemas que desvirtuam o real objetivo da Palavra de Deus?

O versículo 19 do capítulo 4º desta Carta aos Filipenses é um exemplo disto!

Quais seriam as necessidades que seriam supridas por nosso Deus?

Se elas serão supridas de acordo com as gloriosas riquezas em Cristo Jesus, estamos falando do porvir.

Isto não significa que devemos esquecer as coisas deste mundo. Ao contrário!

Vejamos o que ele fala no segundo capítulo:

Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. 

Paulo mostra a necessidade do amor fraternal se fazer presente entre todos. Recomenda que nada seja feito por contenda (litígio, briga), ou com o objetivo de vanglória (Presunção exagerada, muitas vezes baseada em propósitos irreais, de alguém sobre suas próprias qualidades ou aptidões pessoais).

Ao longo deste ano quantas vezes vimos pessoas até mesmo quererem se comparar a Paulo e a Silas, por ter visitado o cárcere, numa absurda tentativa de exaltação pessoal.

Paulo diz nesta Carta:

Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. 

Como imaginar diferente? Como reconhecer outro como Senhor? Como aceitar dobrar os joelhos a outro que não a Jesus? Como aceitar que outro nome se coloque no lugar do Nome do Senhor Jesus?

Não é admissível que eu ou qualquer outro eleve o nome constante em uma placa para querer com ele roubar a glória de Deus.

Mais adiante Paulo diz:

Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;

Filhos de Deus INCULPÁVEIS! Sem qualquer culpa. SINCEROS! IRREPREENSÍVEIS!

Infelizmente muitos escolhem um versículo isolado da Palavra de Deus e não analisam o contexto. Usam isto denominando de “lema”, mas nada mais é que uma superstição, pois levam pessoas de bem, inocentes a propagarem um único versículo, como se aquele versículo se tornasse mais importante que os demais, ou se aquele versículo pudesse ser entendido fora do contexto apresentado na Palavra de Deus.

Ele ainda diz, no capítulo terceiro:

Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo,

Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.

Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 

O ensino que deve ser presente na vida do crente é aquele que Paulo aponta no 4º capítulo:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.

Será que todos os que pregam o evangelho tem guardado a sã doutrina? Tem ensinado, dado, falado e mostrado o bom exemplo e evidenciado para o mundo que o Deus de paz habita em sua vida?

Não podemos jogar ao vento a Palavra de Deus achando que isto levará ao entendimento.

Precisamos, sim, viver a Palavra de Deus!

Quando Paulo declara:

O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.

Ele aponta a uma Eternidade, mas sem esquecer o bom exemplo enquanto aqui estamos. Qualquer coisa fora disto é palavra fora do contexto.

O nosso exemplo deve ser o de vida transformada. Não posso me apresentar como santo, quando o meu exemplo me afasta do evangelho. Não posso me apresentar como exemplo, quando as minhas ações me afastam de Jesus. Não posso falar de minhas ações, quando elas não propagam o perdão, o amor e a salvação, que foi pregada pelo Senhor Jesus.

Que os nossos joelhos se dobrem ao nome de Jesus! Que não pensemos nas coisas terrenas, elevando-as a raízes de engano e que a nossa língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai!

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